Por: Nathan Lopes
Cardozo
Leia a seguir o que pensam sobre os judeus alguns
dos mais conhecidos autores não-judeus, em todo o mundo e em diversas épocas.
São pessoas que admiram o povo judeu e que se referem à poluição
do anti-semitismo em todo o mundo, que parece estar retornando
com ímpetos nunca vistos anteriormente.
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Algumas pessoas gostam dos judeus, e alguns não. Mas nenhum
ser pensante pode negar o fato de que eles são, antes de
tudo, o mais formidável e o mais extraordinário povo
que apareceu no mundo".
Winston Churchill 1
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O judeu é aquele ser sagrado que baixou do céu o
fogo eterno, e tem iluminado com ele o mundo inteiro. Ele é a
origem religiosa, manancial, e fonte sobre a qual todo o resto
dos povos extraiu suas crenças e suas religiões".
Leon Tolstoy 2
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Foi em vão que os mantivemos fechados durante vários
séculos atrás das paredes do Gueto. Não tão
cedo foram destrancados os portões de sua prisão,
mas eles facilmente nos alcançaram, até mesmo nesses
caminhos que nós abrimos sem a ajuda deles".
A. A. Leroy Beaulieu 3
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O judeu nos deu o Exterior e o Interior — nossa perspectiva
e nossa vida interna. Dificilmente podemos nos levantar pela manhã ou
cruzar uma rua sem ser judeus. Nós sonhamos sonhos judeus
e almejamos esperanças judaicas. A maioria de nossas melhores
palavras, na realidade — novo, surpresa, aventura, sem igual,
indivíduo, pessoa, vocação, tempo, história,
futuro, liberdade, progresso, espírito, esperança
de fé, justiça — são presentes dos judeus”.
Thomas Cahill 4
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Um dos presentes da cultura judaica para o cristianismo é que
tem ensinado os cristãos a pensar como judeus, e qualquer
homem moderno que não tenha aprendido a pensar como se fosse
judeu não pode dizer que tenha aprendido a pensar sobre
tudo."
William Rees-Mogg 5
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"É
certo que em certas partes do mundo podemos ver um povo singular,
diferenciado dos outros povos do mundo e isto é chamado
de povo judeu. Este povo não é somente de notável
antiguidade, mas também tem subsistido extraordinariamente
por um longo tempo. Porquanto os povos da Grécia e Itália,
de Esparta, Atenas e Roma e outros que vieram posteriormente tenham
perecido há muito tempo, eles ainda existem, apesar dos
esforços de tantos reis poderosos que têm tentado
centenas de vezes apagá-los da memória, como testemunham
seus historiadores, e como pode facilmente ser julgado pela ordem
natural das coisas sobre tal longo período de anos. Eles
porém, sempre se preservaram e sua preservação
estava prevista. Meu encontro com este povo me surpreende”.
Blaise Pascal 6
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A visão judaica tornou-se o protótipo de muitos dos
grandes desígnios semelhantes para a humanidade, ambos feito
divino e humano. Os judeus, então, permanecem no centro
da
eterna tentativa de dar à vida humana a dignidade de um
propósito”.
Paul Johnson 7
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Enquanto o mundo perdurar, todo aquele que quiser progredir dentro
da retidão virá para Israel, para inspiração,
tal qual o povo que teve o senso retidão mais ardente e
mais forte”.
Matthew Arnold 8
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Realmente é difícil a todas as outras nações
do mundo viverem diante da presença dos judeus. É irritante
e muito incômodo. Os judeus preocupam o mundo como eles fizeram
coisas que estão além do imaginável. Eles
se tornaram os estranhos morais desde o dia em que seu antepassado,
Abraão, apresentou ao mundo os altos padrões éticos
e o temor dos Céus. Eles trouxeram ao mundo os Dez mandamentos,
os quais muitas nações preferem desafiar. Eles violaram
as regras da história permanecendo vivos, totalmente contra
as probabilidades e o bom senso da evidência histórica.
Eles sobreviveram a todos os seus antigos inimigos, incluindo vastos
impérios tais como os romanos e os gregos. Eles irritaram
o mundo com o retorno à sua terra natal depois de 2000 anos
de exílio e após o assassinato de seis milhões
de seus irmãos e irmãs. Eles exasperaram o gênero
humano por construir, numa piscada de olhos, um Estado democrático
que outros não foram capazes de criar durante séculos.
Eles construíram monumentos vivos como o dever para com
o sagrado e o privilégio de servir como amigo dos homens.
Suas mãos estiveram em cada empreendimento do progresso
humano, seja na ciência, medicina, psicologia ou qualquer
outra disciplina, mesmo que totalmente fora de proporção
para o número atual deles. Eles deram ao mundo a Bíblia
e até mesmo seu “salvador”.
Os judeus ensinaram ao mundo não aceitar o mundo como ele é,
mas transformá-lo, ainda que só algumas nações
procuraram escutar. Sobretudo, os judeus introduziram ao mundo
o D-us único, ainda que só uma minoria procurou extrair
disso as conseqüências morais.
Portanto, as nações do mundo compreendem que elas
teriam estado perdidas sem os judeus. E enquanto o subconsciente
delas tenta lembrá-las de como muito da civilização
ocidental foi moldada a partir dos termos e conceitos articulados
pelos judeus, fazem qualquer coisa para suprimir isto. Elas negam
que os judeus os recordem de um propósito mais elevado de
vida e a necessidade de ser honrado, e fazem qualquer coisa para
fugir de suas conseqüências. É simplesmente demais
lidar com eles, e também embaraçoso admitir, e acima
de tudo muito difícil viver com isso.
Assim, as nações do mundo decidiram uma vez mais
sair de seu caminho para algo com que pudesse golpear os judeus.
A meta: provar que os judeus são como imorais e culpados
do massacre e genocídio como alguns deles próprios
o são. Tudo isto com o objetivo de esconder e justificar
seu próprio fracasso em protestar até mesmo quando
seis milhões de judeus foram levados para os matadouros
de Auschwitz e Dachau; para limpar sua consciência moral,
da qual os judeus as fazem lembrar. E elas encontraram algo com
que agredir. Nada poderia satisfazer mais a elas que encontrar
os judeus numa luta com outro povo (que estão completamente
aterrorizado pelos seus próprios líderes) contra
quem os judeus, contra os seus melhores princípios, têm
que se defender pela sua sobrevivência. Com grande complacência,
permite o mundo que se reescreva a história de forma que
se alimente o ódio de outro povo contra os judeus. Isto
apesar do fato de que as nações entendem muito bem
que a paz entre as partes já poderia ter vindo há muito
tempo atrás, se aos judeus tivesse sido dada uma chance
justa. Ao invés disso, elas saltaram alegremente no vagão
do ódio só para justificar seu ciúme dos judeus
e sua incompetência para lidar com suas próprias questões
morais.
Quando os judeus olham para esse jogo estranho que ocorre em Haia
(o “julgamento do muro”), eles só podem sorrir,
como se este jogo artificial provasse paradoxalmente ao mundo como
ele
admite a singularidade dos judeus. Está em sua necessidade
derrubar os judeus sobre os quais eles se elevaram.
"
O estudo de história da Europa durante os últimos
séculos nos ensina uma lição constante: Que
aquelas nações que receberam e de qualquer forma
razoável e misericordiosamente trataram os judeus prosperaram;
e que as nações que os têm torturado e oprimido
escreveram sua própria maldição".
Olive Schreiner 9
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"
Se houver alguma honra em todo o mundo da qual eu gostaria de ter,
seria ser um cidadão judeu honorário."
A.L. Rowse 10
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Notas
1. Citado por Geoffry Wheatcroft em "The Controversy of Sion",
Sinclair-Stevensohn, Londres, 1996, X1.
2. Leon Tolstoy, citado pelo rabino-chefe J. H. Hertz em "O
livro judaico do pensamento", Oxford University Press, 1966,
pág.135.
3. Anatole Leroy Beaulieu, historiador francês. "Israel
entre as nações", 1893,pág.162. Ibid,
pág.174.
4. Thomas Cahill, " The Gifts of the Jews” (“Os
Presentes dos judeus", Doubleday, Nova Iorque, 1998, pág.,
240-41.
5. William Rees Mogg, "The Times", citado pelo rabino-chefe
Jonathan Sacks, "Radical then, radical now" ("Radicais
então, radicais agora"), Harpercollins, Londres, 2000,
pág 4.
6. Pascal, "Pensées" (“Pensamentos”),
tradução para o inglês por A.J. Krailsheimer,
Penquin, Harmondsworth, 1968, pág. 171, 176-77.
7. Paul Johnson, "A history of the Jews" ("Uma história
dos judeus"), Weindenfeld & Nicolsohn, Londres, 1987,
pág. 2.
8. Matthew Arnold, "Literature and Dogma", Smith, Elder,
Londres, 1876, pág. 58,
9. Olive Schreiner, novelista sul-africano, citado pelo rabino-chefe
J. H. Hertz, pág.177,180, Ibid, pág. 180.
10. A. L. Rowse, "Historians I have known" (“Historiadores
que eu conheci"), Duckworth, Londres, 1995.
* Nathan Lopes Cardozo é rabino, conferencista reconhecido
mundialmente, e embaixador do judaísmo, do povo judeu,do
Estado de Israel e da herança sefaradita.