Visão Judaica - Edição N° 24

:.Os judeus vistos por amigos não-judeus. Ou por que eles nos odeiam em Haia.:

 

Por: Nathan Lopes Cardozo

Leia a seguir o que pensam sobre os judeus alguns dos mais conhecidos autores não-judeus, em todo o mundo e em diversas épocas. São pessoas que admiram o povo judeu e que se referem à poluição do anti-semitismo em todo o mundo, que parece estar retornando com ímpetos nunca vistos anteriormente.

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" Algumas pessoas gostam dos judeus, e alguns não. Mas nenhum ser pensante pode negar o fato de que eles são, antes de tudo, o mais formidável e o mais extraordinário povo que apareceu no mundo".

Winston Churchill 1

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" O judeu é aquele ser sagrado que baixou do céu o fogo eterno, e tem iluminado com ele o mundo inteiro. Ele é a origem religiosa, manancial, e fonte sobre a qual todo o resto dos povos extraiu suas crenças e suas religiões".

Leon Tolstoy 2

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" Foi em vão que os mantivemos fechados durante vários séculos atrás das paredes do Gueto. Não tão cedo foram destrancados os portões de sua prisão, mas eles facilmente nos alcançaram, até mesmo nesses caminhos que nós abrimos sem a ajuda deles".

A. A. Leroy Beaulieu 3

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" O judeu nos deu o Exterior e o Interior — nossa perspectiva e nossa vida interna. Dificilmente podemos nos levantar pela manhã ou cruzar uma rua sem ser judeus. Nós sonhamos sonhos judeus e almejamos esperanças judaicas. A maioria de nossas melhores palavras, na realidade — novo, surpresa, aventura, sem igual, indivíduo, pessoa, vocação, tempo, história, futuro, liberdade, progresso, espírito, esperança de fé, justiça — são presentes dos judeus”.

Thomas Cahill 4

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" Um dos presentes da cultura judaica para o cristianismo é que tem ensinado os cristãos a pensar como judeus, e qualquer homem moderno que não tenha aprendido a pensar como se fosse judeu não pode dizer que tenha aprendido a pensar sobre tudo."

William Rees-Mogg 5

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"É certo que em certas partes do mundo podemos ver um povo singular, diferenciado dos outros povos do mundo e isto é chamado de povo judeu. Este povo não é somente de notável antiguidade, mas também tem subsistido extraordinariamente por um longo tempo. Porquanto os povos da Grécia e Itália, de Esparta, Atenas e Roma e outros que vieram posteriormente tenham perecido há muito tempo, eles ainda existem, apesar dos esforços de tantos reis poderosos que têm tentado centenas de vezes apagá-los da memória, como testemunham seus historiadores, e como pode facilmente ser julgado pela ordem natural das coisas sobre tal longo período de anos. Eles porém, sempre se preservaram e sua preservação estava prevista. Meu encontro com este povo me surpreende”.

Blaise Pascal 6

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" A visão judaica tornou-se o protótipo de muitos dos grandes desígnios semelhantes para a humanidade, ambos feito divino e humano. Os judeus, então, permanecem no centro da
eterna tentativa de dar à vida humana a dignidade de um propósito”.

Paul Johnson 7

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" Enquanto o mundo perdurar, todo aquele que quiser progredir dentro da retidão virá para Israel, para inspiração, tal qual o povo que teve o senso retidão mais ardente e mais forte”.

Matthew Arnold 8

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Realmente é difícil a todas as outras nações do mundo viverem diante da presença dos judeus. É irritante e muito incômodo. Os judeus preocupam o mundo como eles fizeram coisas que estão além do imaginável. Eles se tornaram os estranhos morais desde o dia em que seu antepassado, Abraão, apresentou ao mundo os altos padrões éticos e o temor dos Céus. Eles trouxeram ao mundo os Dez mandamentos, os quais muitas nações preferem desafiar. Eles violaram as regras da história permanecendo vivos, totalmente contra as probabilidades e o bom senso da evidência histórica.
Eles sobreviveram a todos os seus antigos inimigos, incluindo vastos impérios tais como os romanos e os gregos. Eles irritaram o mundo com o retorno à sua terra natal depois de 2000 anos de exílio e após o assassinato de seis milhões de seus irmãos e irmãs. Eles exasperaram o gênero humano por construir, numa piscada de olhos, um Estado democrático que outros não foram capazes de criar durante séculos. Eles construíram monumentos vivos como o dever para com o sagrado e o privilégio de servir como amigo dos homens. Suas mãos estiveram em cada empreendimento do progresso humano, seja na ciência, medicina, psicologia ou qualquer outra disciplina, mesmo que totalmente fora de proporção para o número atual deles. Eles deram ao mundo a Bíblia e até mesmo seu “salvador”.
Os judeus ensinaram ao mundo não aceitar o mundo como ele é, mas transformá-lo, ainda que só algumas nações procuraram escutar. Sobretudo, os judeus introduziram ao mundo o D-us único, ainda que só uma minoria procurou extrair disso as conseqüências morais.
Portanto, as nações do mundo compreendem que elas teriam estado perdidas sem os judeus. E enquanto o subconsciente delas tenta lembrá-las de como muito da civilização ocidental foi moldada a partir dos termos e conceitos articulados pelos judeus, fazem qualquer coisa para suprimir isto. Elas negam que os judeus os recordem de um propósito mais elevado de vida e a necessidade de ser honrado, e fazem qualquer coisa para fugir de suas conseqüências. É simplesmente demais lidar com eles, e também embaraçoso admitir, e acima de tudo muito difícil viver com isso.
Assim, as nações do mundo decidiram uma vez mais sair de seu caminho para algo com que pudesse golpear os judeus. A meta: provar que os judeus são como imorais e culpados do massacre e genocídio como alguns deles próprios o são. Tudo isto com o objetivo de esconder e justificar seu próprio fracasso em protestar até mesmo quando seis milhões de judeus foram levados para os matadouros de Auschwitz e Dachau; para limpar sua consciência moral, da qual os judeus as fazem lembrar. E elas encontraram algo com que agredir. Nada poderia satisfazer mais a elas que encontrar os judeus numa luta com outro povo (que estão completamente aterrorizado pelos seus próprios líderes) contra quem os judeus, contra os seus melhores princípios, têm que se defender pela sua sobrevivência. Com grande complacência, permite o mundo que se reescreva a história de forma que se alimente o ódio de outro povo contra os judeus. Isto apesar do fato de que as nações entendem muito bem que a paz entre as partes já poderia ter vindo há muito tempo atrás, se aos judeus tivesse sido dada uma chance justa. Ao invés disso, elas saltaram alegremente no vagão do ódio só para justificar seu ciúme dos judeus e sua incompetência para lidar com suas próprias questões morais.
Quando os judeus olham para esse jogo estranho que ocorre em Haia (o “julgamento do muro”), eles só podem sorrir, como se este jogo artificial provasse paradoxalmente ao mundo como ele
admite a singularidade dos judeus. Está em sua necessidade derrubar os judeus sobre os quais eles se elevaram.
" O estudo de história da Europa durante os últimos séculos nos ensina uma lição constante: Que aquelas nações que receberam e de qualquer forma razoável e misericordiosamente trataram os judeus prosperaram; e que as nações que os têm torturado e oprimido escreveram sua própria maldição".

Olive Schreiner 9

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" Se houver alguma honra em todo o mundo da qual eu gostaria de ter, seria ser um cidadão judeu honorário."

A.L. Rowse 10

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Notas
1. Citado por Geoffry Wheatcroft em "The Controversy of Sion", Sinclair-Stevensohn, Londres, 1996, X1.
2. Leon Tolstoy, citado pelo rabino-chefe J. H. Hertz em "O livro judaico do pensamento", Oxford University Press, 1966, pág.135.
3. Anatole Leroy Beaulieu, historiador francês. "Israel entre as nações", 1893,pág.162. Ibid, pág.174.
4. Thomas Cahill, " The Gifts of the Jews” (“Os Presentes dos judeus", Doubleday, Nova Iorque, 1998, pág., 240-41.
5. William Rees Mogg, "The Times", citado pelo rabino-chefe Jonathan Sacks, "Radical then, radical now" ("Radicais então, radicais agora"), Harpercollins, Londres, 2000, pág 4.
6. Pascal, "Pensées" (“Pensamentos”), tradução para o inglês por A.J. Krailsheimer, Penquin, Harmondsworth, 1968, pág. 171, 176-77.
7. Paul Johnson, "A history of the Jews" ("Uma história dos judeus"), Weindenfeld & Nicolsohn, Londres, 1987, pág. 2.
8. Matthew Arnold, "Literature and Dogma", Smith, Elder, Londres, 1876, pág. 58,
9. Olive Schreiner, novelista sul-africano, citado pelo rabino-chefe J. H. Hertz, pág.177,180, Ibid, pág. 180.
10. A. L. Rowse, "Historians I have known" (“Historiadores que eu conheci"), Duckworth, Londres, 1995.
* Nathan Lopes Cardozo é rabino, conferencista reconhecido mundialmente, e embaixador do judaísmo, do povo judeu,do Estado de Israel e da herança sefaradita.

 

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