Jerusalém, o coração e a alma do povo judeu,
a capital do reino de David, que a conquistou há mais de
3000 anos, abriga as ruínas do Templo do Rei Salomão,
considerado o local mais sagrado do judaísmo. Segundo a
tradição judaica, foi deste local que o Criador coletou
o pó da terra para fazer surgir o primeiro ser humano à Sua
semelhança: Adão. Foi, também, onde Caim matou
por inveja seu irmão Abel. O local também foi palco
de uma das mais importantes passagens bíblicas que relata
a lealdade do patriarca Abraão a D-us, quando levou seu
filho Isaac para sacrificá-lo, em louvor ao Senhor.
Cidade sagrada às três principais religiões,
Jerusalém é o domicílio de uma concentração única
de lugares religiosos. Para os muçulmanos, a Mesquita de
Omar, construída sob espaço outrora ocupado pelo
Grande Templo, representa o terceiro mais sagrado local depois
de Meca e Medina. Para a fé cristã, a Igreja do Santo
Sepulcro marca o local onde Jesus foi crucificado e ressuscitou.
Desde que a cidade foi reunificada sob a soberania israelense em
1967, o Estado de Israel conseguiu proteger os direitos de todos
os grupos religiosos de gozar da liberdade de culto, e vem restaurando
e reconstruindo lugares santos cristãos, muçulmanos
e judeus. Vale lembrar que até julho de 1967, quando a Cidade
Velha foi liberada do domínio jordaniano, durante a Guerra
dos Seis Dias, os locais sagrados para os judeus como o Muro das
Lamentações, eram mantidos em péssimas condições
e proibidos os acessos de israelenses a estes locais. Até sanitários
existiam defronte às ruínas do Grande Templo de Salomão.
Realmente, em nenhuma outra época da história os
fiéis de todos as crenças têm usufruído
de um nível de liberdade religiosa, como agora.
O direito judeu a Jerusalém tem 3 mil anos de história
1. Jerusalém esteve no centro da consciência judaica
por mais de três mil anos, ainda antes do rei David fazê-la
a capital do seu reino, em 1004 a.e.C. Eventos da Bíblia,
como o Sacrifício de Isaac e a escada de Jacob, são
tradicionalmente ligados a ela. Nenhuma outra cidade desempenhou
um papel tão predominante como esta na história,
cultura e religião de um povo, como Jerusalém desempenhou
para o povo judeu. Jerusalém, ou Sion é mencionada
mais de 800 vezes na Bíblia judaica.
2. Por toda a Diáspora, Jerusalém sempre permaneceu
nos pensamentos do povo judeu, enquanto dirigiu-se a Sion em oração,
três vezes por dia. Rituais diários como a reza após
as refeições, ou cerimoniais especiais como Sheva
Brachot (benções do casamento), são repletos
de referências à ânsia do povo judeu por sua
antiga capital. Nos feriados, judeus de todo o mundo se saúdam
com a saudação tradicional, "No próximo
ano em Jerusalém”.
3. A independência judaica na Terra de Israel, que terminou
em 70 e.C. e foi retomada em 1948, representa o período
mais longo de soberania sobre Jerusalém por qualquer nação.
Nenhuma outra nação pode afirmar uma existência
política longa como esta, na história registrada
desta cidade única.
4. Em todas as épocas de soberania estrangeira sobre Jerusalém
- romana (70 - 324 e.C.), bizantina (324 - 614), persa (614 - 640), árabe
(640 - 1099), cruzada (1099 - 1291), mameluca (1291 - 1516) e turca
otomana (1516 - 1918) - os judeus foram perseguidos, massacrados
e sujeitos a exílios. Apesar disso, a presença judia
em Jerusalém continuou constante e duradoura.
5. Os judeus sempre escolheram morar em Jerusalém. Desde
1840, os judeus têm constituído o maior grupo étnico
da cidade, e têm representado uma maioria ininterrupta em
Jerusalém, desde a década de 1860.
O direito judeu a Jerusalém como sua capital é único
1. Sempre houve um consenso nacional em Israel sobre o status de
Jerusalém. Desde a reunificação da cidade
em 1967, todos os governos israelenses têm declarado sua
política de que Jerusalém unida, a capital eterna
de Israel, é uma cidade indivisível sob soberania
israelense e que o acesso livre aos lugares santos e a liberdade
de culto continuarão a ser garantidos para fiéis
de todas as crenças.
2. Apenas duas vezes Jerusalém foi capital nacional: a capital
dos reinos bíblicos de Israel e Judéia, antes da
destruição romana de 70 e.C., e a capital do moderno
Estado de Israel, desde do renascimento do Estado judeu em 1948.
3. Além do povo judeu, nenhuma outra nação
ou Estado que ganhou soberania política sobre a área
tornou, em qualquer momento, Jerusalém como cidade capital.
Ambos os impérios, árabe e mameluco escolheram governar
de Damasco, enquanto o soberano otomano residiu em Constantinopla.
Além disso, esses impérios nem mesmo concedera a
Jerusalém o status de capital distrital.
Historicamente, Jerusalém é uma cidade unida
1. Os 19 anos de ocupação da parte oriental de Jerusalém
- a única época em que a cidade ficou dividida -
foi resultado de um ataque jordaniano seguido por uma anexação
não reconhecida:
- No dia 14 de maio de 1948, ao término do mandato britânico,
Israel proclamou sua independência. Logo após a proclamação
de Israel, os países árabes circundantes atacaram
o Estado recém-nascido. A Legião árabe colocou
um cerco sobre o quarteirão judaico da cidade velha.
- No dia 28 de maio de 1948, a Legião árabe invadiu
o quarteirão judaico e a parte oriental de Jerusalém,
enquanto Israel manteve os bairros ocidentais, povoados por judeus.
Jerusalém ficou dividida pela primeira vez na sua história.
- em 1950, a Transjordânia anexou a Cisjordânia e Jerusalém,
num ato que nem foi reconhecido pela comunidade mundial (fora dois
países), nem por outros Estados árabes.
2. No dia 5 de junho de 1967, um ataque árabe não
provocado foi lançado sobre os bairros ocidentais de Jerusalém,
povoados por judeus. Um bombardeio indiscriminado de artilharia
danificou lugares religiosos, hospitais e escolas, no outro lado
da linha de armistício de 1949; o quartel general da ONU
ao sul de Jerusalém foi tomado, e tropas inimigas começaram
a entrar nos bairros judeus.
3. As Forças de Defesa de Israel repeliram a invasão,
e no dia 7 de junho retomaram a cidade velha, reunificando Jerusalém.
O arame farpado e as barreiras de concreto, que haviam dividido
Jerusalém, foram finalmente retirados, e a lei, jurisdição
e administração israelense foram estendidas aos bairros
orientais da cidade.
4. Jerusalém é, e sempre foi, uma cidade não
dividida, com exceção deste período de 19
anos. Não há nenhuma justificativa para que este
período curto seja visto como um fator determinante do futuro
da cidade, e negar três mil anos de unidade.
Não há nenhuma base para um status de Corpus Separatum
para Jerusalém
1. Não há nenhuma base na lei internacional para
a posição que apóia o status de Corpus Separatum
(entidade separada) para a cidade de Jerusalém. Este conceito
originou-se numa proposta contida na Resolução 181
da Assembléia Geral da ONU, de novembro de 1947, que tratou
da partilha do mandato britânico da Palestina. É preciso
lembrar que a idéia foi uma proposta não obrigatória,
que nunca se materializou, tornando-se irrelevante quando os países árabes
rejeitaram a Resolução da ONU e invadiram o recém-nascido
Estado de Israel.
2. Nunca houve nenhum acordo, tratado ou entendimento internacional,
que aplicasse o conceito de Corpus Separatum a Jerusalém.
3. Por estas razões, Israel vê a solução
do Corpus Separatum como nada mais do que uma das inadequadas tentativas
históricas feitas para examinar soluções possíveis
para o status da cidade.
Os árabes de Jerusalém e as negociações
israelo-palestinas
1. Logo depois da reunificação de Jerusalém
por Israel em 1967, aos moradores árabes de Jerusalém
foi oferecida cidadania israelense completa, embora a maioria recusasse
aceitá-la.
2. Todavia, aqueles que escolheram não aceitar cidadania
israelense, retêm o direito, como moradores da cidade, de
participar em eleições municipais e gozar dos benefícios
econômicos, culturais e sociais concedidos a cidadãos
israelenses, como os fundos de saúde e serviços de
previdência social de Israel, tanto como ser sócio
do Sindicato de Trabalhadores de Israel.
3. O direito civil de árabes palestinos de manter suas próprias
instituições não políticas humanitárias,
educacionais e sociais foi reiterado por Israel durante as negociações
israelo-palestinas.
4. Contudo, de acordo com a Declaração de Princípios
israelo-palestina de 1993 - a base para as atuais negociações
- instituições políticas da autoridade autogovernativa
palestina não tem permissão para operar na cidade.
O consenso israelense sobre Jerusalém
Culturalmente diversa - politicamente unida. O status de Jerusalém
como a permanente capital do Estado de Israel tem sido reiterado
por todos os governos israelenses, desde o estabelecimento do Estado,
em 1948:
1. Em 1949, o primeiro premier David Ben-Gurion atuou para reconstituir
a sede do Governo em Jerusalém, e o parlamento de Israel,
o Knesset, foi reunido novamente na cidade em dezembro daquele
ano.
2. Em seguida da reunificação de Jerusalém
no decorrer da Guerra dos Seis Dias, em 1967, junto com a extensão
da jurisdição e administração israelense
sobre a parte oriental de Jerusalém, o Knesset aprovou a
lei da Preservação dos Lugares Santos de 1967, que
garante a liberdade de acesso aos lugares santos da cidade e a
sua proteção.
3. Em 1980, o Knesset legislou a Lei Básica: Jerusalém,
Capital de Israel, que declara novamente a posição
de que "Jerusalém, completa e unida, é a capital
de Israel" e a sede de suas principais instituições
de Governo. Ela também reitera o compromisso de Israel de
proteger os lugares santos e desenvolver a cidade.
4. No dia 28 de maio de 1995, o então primeiro-ministro
Yitzhak Rabin declarou, "Em 1980, o Knesset aprovou a lei
de Jerusalém. Todos os Governos de Israel, incluindo o atual
Governo, estavam totalmente convictos que o que foi determinado
em 1967, o que foi legislado em 1980 - a capital de Israel, o coração
do povo judeu - estes são os fatos que durarão para
a eternidade.
O status de Jerusalém é único. Política
e espiritualmente, Jerusalém era, é e sempre será a
capital do povo judeu. Porém, ao mesmo tempo, ela desempenha
um papel significativo na identidade religiosa de centenas de milhões
de fiéis das fés monoteístas. O mundo árabe
vê Jerusalém como um - embora ela não seja
o mais significativo - de seus lugares santos. Além disso,
enquanto quase 75% dos cidadãos de Jerusalém são
judeus, muitos árabes palestinos chamam a cidade de seu
lar. É por estas razões que Israel concordou em enfocar
questões relacionadas à Jerusalém na etapa
do status permanente das atuais negociações de paz.
Em conclusão, à luz do significado único que
a cidade de Jerusalém possui para o povo judeu, o Governo
de Israel tem reiterado conseqüentemente sua posição
que enquanto direitos religiosos e culturais de todas as comunidades
da cidade devem ser garantidos - Jerusalém é e permanecerá a
capital do Estado de Israel, não dividida, sob soberania
exclusiva de Israel. Portanto, comemoremos o seu Dia.