O desfile da barbárie no Oriente Médio tem chocado
o mundo nos últimos dias. Atos indescritíveis de
selvageria, que julgáramos extintos no século 21,
como os que assistimos, e que nos envergonham de pertencer à espécie
humana, continuam a existir na mente tresloucada e fanática
de seres perversos. A justificativa para a decapitação
de Nicholas Berg, exibida na internet, foi a de que era vingança
aos atos de tortura e humilhação cometidos por
norte-americanos contra prisioneiros no Iraque. É mentira!
Berg foi executado por ser judeu! E diante das câmeras,
como um animal, num espetáculo deprimente da banalização
da morte. Lembrem-se da semelhança com o assassinato do
jornalista judeu norte-americano Daniel Pearl, que teve seu pescoço
cortado por uma lâmina, há pouco mais de dois anos
no Afeganistão. Coincidência?
Não. Judeus têm sido vítimas da ferocidade
assassina de islâmicos integristas há muito tempo.
Em 1929, decapitaram judeus em pleno mandato britânico
da Palestina. Durante a vigência dos acordos de Oslo, três
soldados israelenses — ou o que restou deles — foram
jogados pela janela de uma delegacia em Gaza, depois de assassinados
e esquartejados. A foto do fígado de um deles sendo comido
correu o mundo.
O ódio alcançou norte-americanos, bem antes de
virem a público as denúncias dos horrores praticados
dentro da prisão de Bagdá. Americanos assassinados
e desmembrados, tiveram seus pedaços exibidos como troféus
e pendurados em fios de postes elétricos. A única
e grande diferença é que a democracia pune esses
crimes, como vem sendo o caso dos torturadores dos iraquianos
simbolizados na imagem da soldada abusando de um deles. Sete
militares dos EUA já estão sendo levados à Justiça.
A nódoa pode não se apagar facilmente, entretanto,
ameniza um pouco o fato de que a ética e a moral prevalecem.
Mas e do outro lado? Há Justiça? Ou o terror sanguinário
continuará livre com sua sanha assassina?
Dias atrás uma mãe judia, grávida de oito
meses, e suas quatro filhas pequenas foram friamente assassinadas
com tiros na cabeça por “corajosos mártires
palestinos”. Duas emboscadas mataram 11 soldados israelenses
com atentados a bomba dos terroristas do Hamas e da Jihad. Cenas
brutais foram vistas na TV com os palestinos dançando
pelas ruas com restos mortais e pedaços de metal dos veículos
explodidos. Para provocar ainda mais afirmaram que não
devolveriam os corpos. É uma espécie de adoração
nauseante pela morte e por explosivos, essa que substitui os
verdadeiros preceitos do Islã, que, como o Judaísmo,
defende e valoriza vida.
Vida é um valor primordial. Por isso, é oportuno
observar que logo iremos comemorar Shavuót, o evento que
marca a entrega dos 10 Mandamentos ao povo judeu e, justamente,
o início de uma nova vida, a da ética e da moral,
da aceitação plena da fé judaica e da Lei
da Torá. Em Shavuót, com a celebração
do aniversário da entrega da Torá, nos inspiramos,
nos elevamos e, em última análise, somos gratos
a D-us por este Seu presente maravilhoso que é a vida
e da qual só Ele pode dispor.
Ser judeu também é ser otimista. Devemos acreditar
que as coisas vão melhorar. Antes do fim do mês,
na Tunísia, líderes dos países árabes
podem reunir-se para rever as tragédias que acontecem
em seu meio. A guerra do Iraque, o terrorismo islâmico,
o conflito israelense-palestino e o rumo para entrar num processo
de democratização.
A Redação