O cinismo do ‘novo historiador’ a serviço da política

Semanas atrás, a Globonews, canal da rede de TV a cabo Net apresentou no seu programa “Milênio” uma entrevista com o historiador judeu Ilan Pappe, na qual, o agora “pesquisador” da pouco conhecida universidade inglesa de Exeter, colocava, para um público, entre surpreso e horrorizado, as conclusões de seu mais recente livro: ‘Limpeza étnica na Palestina’. Falando baixo e devagar, tentava didaticamente dar credibilidade à sua tese, de que os judeus, em 1948, durante a guerra da Independência de Israel, praticaram um massacre contra a população árabe-palestina. Com sorrisos indecentes para a câmera, dava, assim, seu “presente de aniversário” aos 60 anos de Israel. Não é preciso dizer que as reações se fizeram imediatas na comunidade israelita brasileira, muitos pedindo prontas reações. Visão Judaica aceitou o desafio e publica, nesta edição, um artigo em resposta às fraudes produzidas pelo “novo historiador”, que destrói um a um os falsos argumentos de Pappe, e mostra, claramente, que se houve limpeza étnica na Palestina, ela foi feita pelos árabes, não pelos judeus. E comprovado por estatísticas e não por blá-blá-blás revisonistas.
Quem é esse indivíduo que atende pelo nome Ilan Pape? É um anti-sionista ferrenho e membro do Partido Comunista Hadash, o mais radical de Israel. Até 2007, “lecionava” na Universidade de Haifa, onde recebia seu salário pregando a extinção de Israel. Escreveu outros livros tentando provar que os judeus expulsaram os árabes de todos os lugares quando da Independência, e “promoveram muitos e terríveis massacres". Essas suas teses têm sido criticadas e desqualificadas por uma série de professores e historiadores israelenses com credibilidade. O historiador Benny Morris, por exemplo, escreveu no jornal norte-americano New Republic, a respeito dos livros de Pappe: "Infelizmente muito do que Pappe tenta vender a seus leitores é pura fabricação..." e "seus livros estão repletos de erros em tal quantidade e qualidade que não se encontra numa historiografia séria", ou ainda que "a multiplicidade de erros, enganos e desinformações constantes em cada página é produto de sua metodologia histórica e de suas tendências políticas".
Evidentemente, essas posições intoleráveis perante a sociedade israelense levaram a uma reação, a ponto do reitor da Universidade de Haifa exigir sua renúncia à cátedra. Pappe diz que pediu demissão, pois não "conseguia mais viver em Israel”, alegando “dificuldades crescentes", e relacionando-as às suas teses anti-sionistas. Na realidade, como são teses infames e mentirosas, ele, que pode ser um perfeito idiota, mas não a ponto de arriscar-se a levar uma surra em público, decidiu que era mesmo hora de tirar o time de campo. Por motivos óbvios, não foi lecionar numa universidade dos seus amigos palestinos, nem no Egito, ou em qualquer outro país árabe. Foi para a Inglaterra, para a Universidade Exeter. Não é segredo para ninguém que muitas instituições de ensino superior inglesas atualmente recebem subvenções da Arábia Saudita, especialmente os departamentos de pesquisas e história.
Antes de ir embora, deu entrevista um jornal do Qatar, ao qual disse: "Fui boicotado em minha universidade, de onde queriam me expulsar. Recebo ameaças de gente todos os dias. Não sou bem visto, sou considerado uma ameaça à sociedade israelense, e alguns pensam que sou insano. Muitos acreditam que eu trabalho para os árabes”. Depois disse que apóia o Hamas em sua resistência contra a ocupação israelense, apesar de sua ideologia política (que prega o fim de Israel e o assassinato de judeus). Este é Ilan Pappe, um judeu com auto-ódio, mentiroso, historiador falsário e cínico. Para dizer o mínimo!
                                                                                                 A Redação