Por: Yossi Groisseoign
Peres Presidente, Barak na Defesa
Shimon Peres foi eleito dia 13/6 novo presidente de Israel, e declarou que será "presidente de todos os israelenses, sem distinção de origem étnica, crenças religiosas ou ideais políticos”, em breve cerimônia no parlamento, após a votação no plenário. O veterano estadista ganhou as eleições no primeiro turno de votação do Parlamento (Knesset), como candidato do partido Kadima, obteve o apoio de 58 legisladores. Rivlin teve 37 votos e Avital 21 votos. E Ehud Barak, que venceu a eleição para dirigir o Partido Trabalhista de Israel será nomeado pelo primeiro-ministro Ehud Olmert, novo ministro da Defesa. Amir Peretz, atual ministro da Defesa e que está deixando o comando do Partido Trabalhista, continuará no Governo, mas como ministro sem pasta ou num Ministério de menor hierarquia. Barak será um dos maiores rivais do ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do Partido Likud e chefe da oposição. (EFE/AFP).
Para não ser esquecido
Em 1975 o então presidente Ernesto Geisel ordenou que o representante brasileiro na ONU votasse à favor da resolução política promovida por países árabes, definindo o sionismo como racismo. Na época, levantaram-se vozes judaicas contra o general Geisel, destacando-se Adolpho Bloch. Numa manifestação absolutamente surpreendente, digna e inesquecível foi o manifesto publicado em grandes jornais do país, por iniciativa de um líder empresarial brasileiro, que criticava de forma contundente Geisel. José Luiz Moreira de Souza, advogado e fundador da rede de lojas Ducal, do banco Delta, da Alpha Café Solúvel, da Adecif, benemérito da Associação Comercial do Rio e construtor do primeiro grande shopping do Rio - o Rio Sul, faleceu em maio aos 79 anos. Não deve ser esquecido. (Notícias da Rua Judaica).
Bandeirantes faz acordo com Al Jazeera
O grupo Bandeirantes, através da BandNews, firmou acordo com a Al Jazeera English, canal internacional da TV árabe com sede em Washington. A parceria prevê que um produtor da Al Jazeera permaneça nos estúdios da BandNews, em São Paulo, e um funcionário da emissora brasileira trabalhe na sede da Al Jazeera English. Um canal pode usar estrutura e estúdios do outro. A aliança inclui ainda a troca de conteúdo entre ambas. A Al Jazeera English pretende atingir um público de 80 milhões de pessoas em 47 países e enfocar o Oriente Médio pelo ângulo árabe. No Brasil, o canal já podia ser visto via internet e parabólicas. (Visão Judaica).
Uribe recebe o prêmio judaico
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, recebeu o prêmio “Luz entre as Nações”, concedido anualmente pelo Comitê Judaico Americano, por sua "incansável perseverança na busca da paz, segurança e prosperidade" em seu país. Durante a cerimônia, a diretora Dina Siegel agradeceu ao presidente Uribe “por seus esforços para preservar o modo de vida judeu na região neste momento difícil". (Jornal Alef)
Bento XVI recebe representantes
Por ocasião de sua visita ao Brasil, no dia 10 de maio, líderes religiosos de diversas denominações estiveram, com o papa Bento XVI. O rabino Henry Sobel, que participou do encontro juntamente com Jack Terpins, presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e do Congresso Judaico Latino-Americano (CJL), agradeceu ao pontífice por seu trabalho no que tange ao relacionamento entre a Igreja e os judeus. E explicou: “Todas as mudanças na Igreja Católica com relação aos judeus durante o papado de João Paulo II, ocorreram graças a Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé”. Na 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe (CELAM), realizada na cidade de Aparecida, São Paulo, o Congresso Judaico Latino-Americano participou de na qualidade de observador, tendo como seu representante o diretor do Congresso Judaico Latino-Americano, Claudio Epelman, que reafirmou a Bento XVI o compromisso em manter boa relação entre judeus e católicos, cumprindo assim com o intento em estabelecer um diálogo fraterno, combatendo a intolerância e a discriminação. (OJI-CJL).
Negadores sofrem reveses
A universidade italiana de Terano fechou seu campus dia 18/5 para o negador do Holocausto Robert Faurisson, evitando uma palestra do francês que nega a existências das câmaras de gás nos campos de concentração nazistas, e já foi condenado cinco vezes em seu país por negar crimes contra a humanidade. Uma nota da universidade disse que "há um clima de tensão que poderia pôr em risco a segurança dos estudantes". E os organizadores de uma feira de livros na Polônia convidaram o escritor britânico David Irving, que já foi condenado à prisão na Áustria por negar o Holocausto, a deixar o evento. Na Polônia, Irving queria apresentar seus livros no evento, segundo o diretor da empresa Ars Polska, que responde pela Feira Internacional do Livro de Varsóvia, Grzegorz Guzowski. “Eu disse a ele que sua mensagem viola a lei polonesa e que não permitiríamos que ele a transmitisse na feira”, declarou ele. (Associated Press).
Terror e crime contra a humanidade
O Centro Simon Wiesenthal apresentou sua campanha para que o terrorismo suicida seja considerado crime contra a humanidade ao senador Jaime Orpis e á deputada Marisol Turres, parlamentares chilenos que integram a Comissão de Segurança, Cidadania, Combate e Prevenção ao Narcotráfico, Terrorismo e Crime Organizado do Parlamento Latinoamericano – o Parlatino. No encontro, na sede do Congresso chileno em Valparaíso, Sergio Widder, representante para América Latina do Centro Simon Wiesenthal, expôs sua proposta com relação ao terrorismo suicida, e ressaltou a importância de inclui-la no texto da Lei Marco contra o Terrorismo aprovada pelo Parlatino. “O texto da lei é bem amplo, mas a falta de menção do terrorismo suicida deve ser sanada, particularmente se consideramos que um país membro do Parlatino, como a Argentina foi vítima em duas oportunidades desse tipo de atentados: em 1992 contra a Embaixada de Israel e em 1994 contra a sede da AMIA”, assinalou Widder. (Centro Simon Wiesenthal)
Feriados judaicos e muçulmanos na AL
Foi aprovado na Assembléia Legislativa do Paraná projeto-de-lei de autoria do deputado Ney Leprevost para o abono das falta dos servidores públicos estaduais que professem as religiões judaica ou muçulmana, no dia de seus feriados religiosos. Leprevost justifica que os servidores públicos seguidores do outras religiões que não seja a católica, também devem ter o direito de guardar seus "dias santos", já instituídos mundialmente. "A Constituição Federal assegura o direito de todo cidadão brasileiro a exercer sua crença religiosa. Se nós, que somos católicos, temos o direito de guardar nossos dias, os judeus e islâmicos também devem ter o mesmo direito", justificou Ney. Na ocasião, o deputado Artagão Junior, que também defendeu o ponto de vista de Leprevost, encaminhou uma emenda ampliando o abono de faltas para as demais religiões não contempladas na proposta original. (Assessoria de Imprensa).
Falando sobre Israel
No dia 29/5 o 1º secretário da Embaixada de Israel no Brasil, Raphael Singer, proferiu palestra para a turma do Curso de Administração, da Unicerto uma das mais conceituadas faculdades do Distrito Federal, no ensino de Administração. Ele abordou a realidade econômica e as empresas de alta tecnologia de Israel, além de aspectos históricos ligados ao surgimento do país, com os kibutzim. Houve forte interesse por parte da platéia, expresso através de inúmeras perguntas. No dia seguinte, foi a vez de Singer brindar os alunos do Curso de Relações Internacionais da Faculdade IESB, em Brasília, considerado um dos melhores do País. Lá, tratou da inserção do Estado de Israel nas Relações Econômicas Internacionais da Era Global, e a importância da consolidação do Processo de Paz para disseminar a prosperidade e a cooperação no Oriente Médio. Após a palestra, os alunos demonstrando interesse pela elevada qualidade da exposição, ofereceram-lhe um buffet com músicas folclóricas israelenses. Para ambos os eventos, o diplomata foi convidado pelo professor Marcelo Walsh, curitibano que hoje leciona em Brasília. (Visão Judaica).
Projeto criminaliza revisionismo
O deputado federal Marcelo Itagiba (RJ) propôs um projeto de lei, criminalizando a negação do Holocausto. Segundo o parlamentar, o projeto defende a sociedade brasileira da tentativa dos revisionistas históricos em negar o Holocausto. “A lei a caracterizará como crime, inserindo-a nos códigos vigentes, mas há todo um processo para sua aprovação”, disse. Para isso, pede que toda a sociedade se envolva com o projeto, escrevendo aos parlamentares, e pedindo o apoio. A lei não atenderá apenas a comunidade israelita, mas todos os segmentos da sociedade que têm dificuldades causadas pelo racismo, pelo anti-semitismo e pela intolerância. É uma medida para enfrentar as ameaças à democracia e à liberdade e merece ser apoiada pela comunidade. (FIERJ).
Sarkozy tem raízes judaicas
O representante maior do judaísmo francês, Roger Cukierman, saudou o presidente francês eleito Nicolas Sarkozy, dizendo acreditar que em seu governo não haverá nenhuma lacuna para a intolerância, o racismo e o anti-semitismo. Filho de um imigrante húngaro e uma francesa de origem greco-judaica, Sarkozy foi batizado na Igreja Católica Romana e cresceu em Paris. Casou-se duas vezes e tem três filhos. “Ele é hiperativo, ambicioso, viciado em trabalho, e nunca descansa", disse Anita Hausser, que escreveu uma biografia dele e é editora política do canal francês LCI. (France Presse).
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