O velho é sábio ditado sobre semear
"Quem semeia ventos, colhe tempestades”, diz o velho e sábio ditado. Os habitantes de Sderot no Sul de Israel têm suportado uma chuva de mísseis que caem diariamente sobre suas cabeças. Até quando suportarão? Desde a desconexão de Gaza em 2005, quando Israel quis dar outra oportunidade à paz, os foguetes Kassam não pararam de cair, também na bíblica Ashkelon e kibutzim nas cercanias. Ashkelon, por sinal, é tema da página de turismo desta edição do Visão Judaica, sempre tratada com primor pelo professor Antonio Carlos Coelho, nosso colaborador. Mas voltemos aos ataques sofridos pela população de Sderot. que vive sob constante alerta vermelho. Crianças assistem às aulas em refúgios, pois há escolas destruídas. É muito difícil viver dessa forma e a paciência de Israel está se esgotando.
Em novembro de 2006, o governo israelense anunciou uma trégua. Quis com isso mostrar boa vontade em não revidar, até que os ataques se intensificaram. O que fariam os EUA se algum grupo no México, ou no Canadá, lançasse intermitentemente mísseis do outro lado da fronteira para causar morte e destruição? A reação não se faria esperar. E, certamente, seria forte. E o que faria o Brasil, se da Colômbia, terroristas fizessem o mesmo? Ficaríamos quietos? Ou reagiríamos? No entanto, as reações internacionais ao terrorismo em Israel se resumem ao silêncio total. Não há reações! Desde novembro cerca de 700 foguetes caíram no Sul de Israel! E em seis anos, foram mais de 4.500! Nada nos jornais.
Agora há uma situação pior com o golpe de estado do Hamas. Os dias de Iraque vividos em Gaza com a chacina e a expulsão dos membros do Fatah daquele território atormentam os próprios palestinos, que elegeram o Hamas. Após a luta fraticida, e ver como o Hamas matou, saqueou, incendiou e implodiu a sede do governo palestino em Gaza, o presidente Mahmud Abbas, tardiamente, destituiu Haniyeh e nomeou em seu lugar Salam Fayad para 1º ministro da Autoridade Palestina, com o reconhecimento de Israel. Mas até que ponto se pode confiar no Fatah? Haniyeh disse que continua primeiro-ministro, o que na prática significa uma ruptura e a criação do ‘Hamastão’.
Que ninguém chegue à estupidez de crer que o Hamas quer paz. Dias antes do golpe em Gaza, por causa dos raids aéreos para eliminar lançadores de foguetes, pediram trégua para ganhar tempo e rearmar-se. Como ocorreu com o Hezbolá, no Líbano, armado outra vez, até os dentes. Pelo menos, a luta intestina entre os palestinos recordou ao mundo a bestialidade gerada pelo fanatismo contra os israelenses, e que agora se voltou contra os próprios irmãos muçulmanos. A continuarem os lançamentos dos foguetes, até quando Israel vai esperar ninguém sabe.
Além do Hezbolá rearmado e pronto para um possível segundo round, e das novas ameaças de destruição por parte do logorréico do Irã, não se fala outra coisa em Israel senão de um conflito armado com a Síria, que concentrou tropas na fronteira norte. Enquanto isso, Israel segue sendo agredido e boicotado na Inglaterra, menos por ignorância e mais por anti-semitismo. Mas “quem semeia ventos, colhe tempestades”. Os israelenses semeiam ciência, desenvolvimento e pesquisa. Os palestinos semeiam mísseis e foguetes. Por isso colhem bombardeios.
A Redação