Um estudante achou o passaporte usado pelo nazista Adolf Eichmann, criminoso de guerra para entrar na Argentina em 1950. O passaporte foi emitido pela "organização humanitária" Cruz Vermelha em Gênova, na Itália sob o nome falso de Ricardo Klement. O estudante encontrou o passaporte entre os documentos do tribunal quando pesquisava a captura de Eichmann, em 1960 pelo serviço secreto israelense. Julgado e condenado à morte em Israel, em 1962, foi considerado culpado pela morte em massa de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Ao término da guerra Eichmann, um dos principais arquitetos do Holocausto, era um dos homens mais procurados na Europa. Por duas vezes chegou a ser capturado, mas conseguiu escapar das forças aliadas fugindo a Europa. Cinco anos após o fim da Segunda Guerra Mundial ele chegou à Argentina, que na ocasião era uma espécie de porto seguro para muitos criminosos de guerra nazistas.
O falso passaporte que veio à luz agora dá detalhes de "Ricardo Klement", o nome que Eichmann usou para se fazer passar por um refugiado apátrida. O falso “Ricardo Klement" nasceu em Bolzano, no Norte da Itália do norte, e era um mecânico de profissão.
Reclamação de esposa
O passaporte contém uma fotografia de um homem calvo, usando óculos, e que vestia uma camisa e jaqueta, e continha ainda uma impressão digital em tinta vermelha. O documento foi emitido pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Gênova e continha o timbre do cônsul geral argentino na cidade.
Eichmann foi capturado por agentes israelenses em 1960 e levado para Israel, onde foi julgado e enforcado.
Sua esposa foi aos tribunais argentinos para denunciar seu seqüestro, entregando seu passaporte e admitindo o verdadeiro nome dele.
O passaporte descoberto nos arquivos do tribunal pelo estudante que fazia a pesquisa agora foi entregue para o Museu do Holocausto da Argentina, em Buenos Aires. (Fonte BBC).