Por: Yossi Groisseoign

Bento XVI em Auschwitz
O papa alemão Bento XVI perguntou no domingo 28/5, onde D-us estava quando 1,5 milhão de pessoas, a maioria judeus, foram mortas no antigo campo nazista de concentração de Auschwitz, que visitava naquele dia. Falando perto do local onde os judeus eram levados por trem para as câmaras de gás e aos crematórios, o Papa disse ser quase impossível falar nesse "lugar de horror", especialmente como um papa alemão. "Em um lugar como este, as palavras se perdem. No final, só pode haver um aterrador silêncio, um silêncio que é por si só um franco grito para D-us: Por que, Senhor, Você permaneceu em silêncio? Como Você pode tolerar tudo isso?", disse ele discursando em italiano. (AP)

Auschwitz II
O Papa ainda disse: "Nosso silêncio se torna, então, uma súplica por perdão e reconciliação, um pedido para D-us nunca deixar isso acontecer de novo", afirmou ele, ao final de sua visita de quatro dias à Polônia. O complexo de Auschwitz, na Polônia ocupada pelos nazistas era peça-chave na "Solução Final" de Adolf Hitler para exterminar judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Seis milhões de judeus foram mortos antes que os Aliados vencessem a Alemanha nazista e liberassem os campos. Alguns cálculos dão como 2 milhões o número e mortos nesse campo. A visita de um papa alemão a Auschwitz também pode ser considerada uma resposta indireta ao Irã na questão do Holocausto, uma vez que seu presidente, Mahmoud Ahmadinejad reiteradamente tem negado o Holocausto. (AP).

Israel homenageou Eto’o
O atacante camaronês Samuel Eto'o, do Barcelona — o atleta mais hostilizado pelas hordas racistas que passaram a ocupar os estádios europeus —, foi homenageado pela Fundação Shimon Peres numa festa em Tel Aviv, dia 24/5, por sua luta contra o racismo e o trabalho de ajuda à África. Durante sua visita oficial a Israel, Eto'o reuniu-se com Shimon Peres, vice-premiê israelense, cuja Fundação também participou do jogo para a Paz que reuniu jogadores israelenses e palestinos, em novembro do ano passado no Camp Nou, estádio do Barcelona. O atleta camaronês também assinou acordo entre as duas fundações – a Shimon Peres e a Fundação que leva seu nome. (Afropress).

Nazismo em Santa Catarina
Estudantes gaúchos que participaram do VIII Encontro Regional de Estudantes de História (VIII EREH Sul), entre 21 e 23 de abril, em Joinville, Santa Catarina, denunciaram que naquele encontro, no qual se reuniam mais de 100 estudantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, participavam neonazistas, um deles com uma suástica tatuada no peito e utilizando cadarços brancos nas botas. Esses estudantes se declararam seguidores do nazismo, causando grande desconforto entre os demais participantes do encontro, em especial por causa das provocações, como as saudações nazistas com o braço levantado. Em função disso, os participantes fizeram uma proposta de resolução para votação na plenária final. Para surpresa geral, uma parte significativa dos participantes defendeu a presença dos neonazistas. (Videversus).

Nazismo II
Para o jornalista Vitor Vieira, editor de Videversus, isto não é nenhuma novidade. Em muitas universidades de Santa Catarina estes grupos nazistas estão em plena atividade. Em Joinville, os estudantes da Univille, organizadores do encontro, foram coniventes com a presença dos neonazistas e os defenderam durante a plenária final do encontro. A denúncia foi assinada pelos estudantes gaúchos Anelice Bernardes, Daiane Marçal, Paulo Guadagnin e Tiago Maciel, que pedem uma investigação profunda sobre a atuação de grupos nazistas em universidades catarinenses. Devem ser investigados também grupos nazistas compostos de professores em algumas das instituições educacionais catarinenses de terceiro grau. Os estudantes gaúchos que fizeram a denúncia sobre a complacência da Univille com o neonazismo dizem que tornaram tudo público para evitar que ocorra qualquer tentativa de presença dos neonazistas no Encontro Gaúcho de Estudantes de História, que acontecerá no dias 21, 22 e 23 de julho, no campus do vale da Ufrgs, e que terá como tema a abertura dos arquivos da ditadura, para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça. (Videversus).

Recrutamento para atentados
Uma organização radical iraniana está recrutando muçulmanos na Grã-Bretanha para cumprirem atentados suicidas em Israel, aproveitando o fato que os passaportes britânicos permitem sua entrada mais facilmente no Estado judeu, conforme declarou
Mohammad Samadi, porta-voz da organização iraniana Comemoração dos Mártires da Campanha islâmica global, salientou que o principal alvo da sua organização é Israel. "É o nosso campo de batalha", declarou numa entrevista ao jornal britânico The Guardian, concedida no dia seguinte ao atentado suicida de Tel Aviv, que deixou nove mortos e dezenas de feridos. "Todos os judeus são nossos alvos, sejam militares ou civis”, A organização iraniana se declara independente, mas segundo o jornal britânico receberia apoio do regime de Teerã. Diplomatas ocidentais ouvidos pelo jornal minimizam, afirmando que é mais uma campanha para recolher assinaturas para uma petição contra Israel, do que um verdadeiro recrutamento de suicidas. Sobre como voluntários muçulmanos poderiam entrar em Israel, Samadi citou o caso de dois muçulmanos britânicos, Asif Mohammed Sahif e Omar Sharif, que em 2003 atacaram um bar em Tel Aviv, matando três israelenses. "Isso mostra como não é difícil entrar em Israel", declarou. (Ansa).

Boicote paralisa embaixadas da AP
O boicote da União Européia e dos EUA ao novo governo do Hamas afetou as embaixadas da Autoridade Palestina em todo o mundo, levando algumas a paralisar totalmente suas atividades, segundo informações de Ibrahim Khraisheh, funcionário do ministério de Relações Exteriores da AP. Ele disse também que muitos países, especialmente na Europa estão boicotando as embaixadas desde a posse do Hamas, e indagando a quem elas estão subordinadas, se ao presidente Mahmoud Abbas ou ao novo governo. (Jerusalem Post).

Alemanha pede investigação no Chile
A Alemanha pediu ao Chile uma investigação sobre a presença no país do médico fugitivo nazista Aribert Heim, chamado de "Carniceiro de Mauthausen". A petição será examinada pela Suprema Corte antes de encarregar os serviços policiais da busca do fugitivo, de 90 anos, que possivelmente entrou no Chile depois de viver no Egito, Espanha, Brasil e Uruguai. Heim foi médico do campo de concentração nazista de Mauthausen, na Áustria, durante a 2ª Guerra Mundial, e enfrenta denúncias pela realização de experimentos com prisioneiros judeus e a utilização de câmaras de gás para exterminá-los. Os delitos, atribuídos a Heim, são comparáveis às acusações que enfrentou Joseph Mengele, conhecido como "Anjo da morte" no campo de concentração de prisioneiros de Auschwitz. "Não é a primeira vez que se levanta a possibilidade de Heim ter aparecido. Acredita-se que ele tenha estado no Brasil e no Uruguai, entre outros países", disse em Buenos Aires o representante para a América Latina do Centro Simon Wiesenthal, Sergio Widder. (AFP).

Preso o mais procurado do Hamas
Ibrahim Hamed, de 41 anos, um dos homens mais procurados e chefe do braço armado do Hamas na Cisjordânia, envolvido nas mortes de 78 civis e soldados israelenses foi preso pelo Exército na área de Ramala. Considerado o autor de dezenas de atentados, ele estava sendo procurado há oito anos. Era chefe dos "Batalhões Azzedim al Kassem" e foi encontrado pelos soldados israelense quando se refugiava numa casa de Ramala. Num comunicado, o Exército israelense responsabilizou Hamed por haver colaborado na execução de vários atentados como o registrado numa praça de Jerusalém há cinco anos, no qual morreram onze pessoas. Também é acusado de ser o responsável pelo atentado suicida contra o café "Moment" de Jerusalém, próximo à residência do ex-primeiro ministro Ariel Sharon, em que morreram outras 12 pessoas. Hamed é o suposto autor intelectual do duplo atentado suicida de setembro de 2003 no qual 17 pessoas morreram no café "Hillel", de Jerusalém (CNN).

Selos postais contra o racismo
Selos comemorativos do cinqüentenário da Fundação da B’nai B’rith Internacional no Paraguai já fazem parte da filatelia, pois foram postos em circulação no dia 15/5 através de correspondências da Direção Geral dos Correios do Paraguai. A B’nai B’rith é a organização judaica de serviços mais antiga do mundo. Foi fundada em 1843 por um grupo de imigrantes alemães em Nova York. No Paraguai existe desde 1956. Seu objetivo é a luta em defesa dos direitos humanos e é, fundamentalmente, uma organização dedicada à proteção dos necessitados, à luta contra a xenofobia e o racismo e à defesa dos integrantes do povo judeu que sofrem perseguições no mundo. Os primeiros a usarem os selos foram os alunos do Colégio Estado de Israel. (ABC Digital de Assunção). 

Guerra e atentados
Uma verdadeira guerra civil ocorre entre o Al Fatah e o Hamas, com Gaza vivendo uma luta interna entre as facções armadas do movimento do presidente Mazen e as forças de segurança montadas pelo novo governo, por causa das grandes discrepâncias entre os dois grupos. Há duas semanas, a Faixa de Gazas se aproximava perigosamente do início de uma guerra civil entre as duas facções: a de Abu Mazen e a dos integristas do Hamas. No dia 14/5 policiais de Gaza impediram um atentado contra Rashid Abushbak ao descobrir a tempo uma carga de 70 kg. de explosivos que explodiria na passagem do alto oficial de segurança palestino vinculado a Mazen. Por outro lado, a Al Qaeda assumiu o atentado de sábado 13/5 contra Abu Adyab, chefe dos serviços secretos palestinos, que ficou gravemente ferido na explosão do elevador em que se encontrava. A Al Qaeda declarou que continuará atentando contra oficiais palestinos identificados com o presidente Mazen. (Rádio Chai).

Sites iranianos destruídos
Um hacker que aparece na internet com o nome "icshadow5" escreveu a um jornal israelense: "Olá, porque hoje é 58° Iom Hatzmaut (Dia da Independência) invadimos sites iranianos, incluídos sites do governo e organizações públicas". As homepages invadidas “são a do Ministério da Indústria, Ciência e Tecnologia, Ministério do Comércio e Livraria e Arquivo Nacional”. As pessoas que entraram nesses sites foram automaticamente encaminhados a uma página onde tocava o Hino de Israel, a Hatikva, e também havia material anti-islâmico, uma mensagem para o presidente do Irã Ahmadinejad e uma oração de Iom Hatzmaut em hebraico. Os sites destruídos não estavam desponíveis naquele dia, mas agora todos já estão reativados e com muita falta de dados devido o ocorrido. Toda história está em
http://www.ynet.co.il/articles/0,7340,3246819,00.html (Ynet News).    

Autora iraniana irá a Israel

Vencedora do Prêmio Pen, um dos mais importantes outorgados por Israel, a autora iraniana Siba Shakib irá ao país por ocasião do lançamento da tradução em hebraico de seu best-seller ‘Afghanistan, where God only comes to weep, the story of Shirin-Gol’ (‘Afeganistão, onde D-us só vem para chorar, a história de Shirin-Gol'). O livro já foi traduzido em 18 idiomas e conquistou diversos prêmios, chamando a atenção mundial para a luta de uma mulher afegã, sob o regime Taliban. É uma história de coragem, de resistência e busca de uma vida melho