Provocações de lá e de cá
Nas últimas semanas têm se intensificado os ataques a Israel com foguetes Kassam a partir do território da Faixa de Gaza, devolvido no ano passado aos palestinos por Ariel Sharon. Árabes e palestinos vivem dizendo que os ataques existem por causa da ocupação. Pois bem, Gaza não é mais ocupada, mas os ataques continuam. É claro que por trás disso está o Hamas, o grupo terrorista, que momentânea e oportunísticamente travestiu-se de partido político, e que agora está no governo da Autoridade Palestina. O Hamas estaria realizando experiências para adicionar produtos químicos tóxicos às suas bombas. A informação foi passada por fontes dos serviços de segurança israelenses que adiantaram ao jornal Haaretz que o Hamas ainda não detém esta tecnologia. Mas várias fábricas do grupo montam bombas, e investem fortemente para torná-las ainda mais potentes e perigosas. O grupo terrorista hoje no poder, que não quer repudiar o terror, nem reconhecer Israel, mas quer ser governo, está comprando imensa quantidade de armas, promovendo treinamentos, armazenando grandes estoques de explosivos (mais de 11 toneladas de TNT) e montando uma estrutura “pronta a responder a uma ordem da liderança para romper a ‘calmaria’ reinante, que no momento serve aos interesses do governo palestino”, ainda de acordo com o Haaretz.
Nos últimos dias houve feridos e danos causados por foguetes Kassam disparados de Gaza. Os projéteis caíram no Neguev Ocidental e em Sderot num kibutz, uma escola secundária e uma residência particular. Várias pessoas foram levadas ao hospital de Ashkelon. O ministro da Defesa, Amir Peretz, residente de Sderot, disse que “ao não interromperem-se os ataques, a reação dos israelenses será dolorosa”. Vários dos foguetes caíram em Sderot, onde uma mulher foi ferida levemente por estilhaços. Mudando de assunto, há freguesia para tudo. Talvez estimulado pelas seguidas investidas do lunático de Teerã, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, um cidadão que assina pelo pomposo nome de Francisco César Pinheiro Rodrigues e diz ser desembargador aposentado, advogado e autor de livros, escreveu um repto e a enviou para o site Mundo RI (www.mundori.com). Trata-se de um site de “relações internacionais para entender a realidade global”, e muito consultado por estudantes de Relações Internacionais, que a publicou dia 16/5 com o título “A Política Suicida de Israel”. Como democratas, não somos a favor da censura, mas espanta não haver critérios num site daquela natureza para aceitar um artigo anti-semita e que tenta banalizar o Holocausto, senão negando-o, tentando inutilmente reduzir suas proporções.
Uma asneira só, do início ao fim. São falsidades facilmente contestáveis, mas que aos olhos ingênuos dos jovens estudantes parecem verossímeis. E sempre há os compram esse tipo de mercadoria... Mesmo que sejam mentiras inventadas. Até os administradores do Mundo RI caíram no conto. Se o “desembargador de pijama” tivesse lido algum livro de História, (os livros não mordem, só é precisa lê-los), saberia que a Terra de Israel pertenceu sempre ao Povo Judeu. São coisas desse tipo que conduzem a radicalismos e violência extremada, como a que vimos, lamentavelmente, dia 6 deste mês, na invasão da Câmara dos Deputados em Brasília. Em suma, provocações.
A Redação