O governo polonês solicitou recentemente à Unesco a mudança da denominação oficial do “Campo de Concentração de Auschwitz” para “Ex-Campo de Concentração Alemão Auschwitz-Birkenau”.
O Congresso Judaico Mundial (CJM) sempre sustentou que a preservação da história tal como a mesma aconteceu, constitui um princípio fundamental. O impacto das memórias suscitadas por Auschwitz e o Holocausto não podem ser alterados jamais. Essas memórias se vão apagando à medida que vão falecendo as testemunhas, de forma que corresponde a manter com firmeza o princípio citado.
O nome de Auschwitz não pertence a ninguém a não ser aos que pereceram lá. Ao levar em consideração esta questão, é sumamente importante tratar de entender o que as vítimas devem ter sentido.
O Congresso Judaico Mundial apoiou historicamente o fato de que Auschwitz se tornasse um emblema da tragédia do Holocausto. E esta também continua sendo sua posição atual.
A iniciativa do governo polonês de mudar a denominação daquele lugar constitui um tema sensível. O CJM tem como máximo respeito o ponto de vista do povo polonês. A Polônia não deveria ser acusada pelo Holocausto, que foi uma tragédia perpetrada pelos nazistas e aqueles que os seguiam durante a Segunda Guerra Mundial. A questão baseia-se em abordar esta realidade de uma maneira historicamente correta.
É por esta razão que o Congresso Judaico Mundial crê que se deva empreender uma séria consideração deste assunto, de modo a preservar a história e as memórias daqueles que foram mortos. A forma de obter isto é convocando a reunião de um comitê reduzido, composto por sobreviventes da Shoá, para que analise o tema sensível e adote recomendações a respeito. (CJL-OJI).