Por: Yossi Groisseoign

 

Ronaldo em Israel
Em visita a Israel o atacante brasileiro Ronaldo, que joga Real Madrid, e é embaixador da especial da ONU, inaugurou dia 16/5 um centro de esportes com seu nome para jovens carentes na cidade de Ramalla, na Cisjordânia. Ele emocionou centenas de crianças israelenses e palestinas ao participar de evento no estádio da cidade de Herzylia. Para Shimon Peres, vice primeiro-ministro, com quem se reuniu, Ronaldo representa um mundo ideal: “Um mundo em que o confronto dura apenas 90 minutos e não passa de uma competição esportiva”. O jogador, que conversou também com palestino Ahmad Korei, enfatizou que estava muito orgulhoso de ser um embaixador das Nações Unidas, e muito feliz por saber que, mesmo em Ramalla e Herzylia, podia contribuir para a paz. “Espero que minha visita aqui encoraje outras pessoas famosas a desfrutar desse belo país”. (Revista Época e Agências).

Escritor egípcio impedido de ir a Israel
Ali Salem, destacado escritor egípcio, denunciou que seu país não o deixa viajar a Israel para receber um título de Doutor Honoris Causa que lhe foi concedido pela Universidade Ben Gurion. Em entrevista ao jornal Al Sharq Al Awsat, Salem queixou-se que as autoridades egípcias não o informaram do motivo da decisão, e lembrou que fez 12 viagens no passado ao Estado judeu "sem problema algum". Salem foi expulso da Associação de Escritores Egípcios após suas repetidas viagens a Israel e seus pedidos em favor da normalização das relações culturais entre o Egito e o Estado judeu. Apesar dos dois países terem assinado um acordo de paz em 1979, e terem estabelecido plenas relações diplomáticas, no Egito existe uma forte oposição à normalização dos laços econômicos e culturais com os israelenses. (B’nai B’rith).

Para Hamas, retirada é vitória do terror
Em entrevista publicada no The Times de Londres, um dos líderes do Hamas, Mahmoud Zahar disse que o plano de saída de Gaza implementado por Ariel Sharon é a prova de que o terrorismo palestino é vitorioso e produziu frutos. “Se Israel deixar a Faixa de Gaza e parte da Samária é devido à Intifada, à luta armada, e ao grande sacrifício do Hamas para este objetivo. Não é pelas negociações, pela boa-vontade de Israel, dos norte-americanos ou dos europeus”, afirmou Zahar. O próximo objetivo do Hamas, em especial de seu braço político, é vencer as eleições que seriam realizadas em julho, mas que Mahmoud Abbas acaba de adiar, sem data marcada. Uma nova prova para a força crescente do grupo terrorista palestino. (The Times).

Hezbollá: ‘temos 12 mil foguetes’
O xeique Hassan Nasrallah, líder do Hezbollá, declarou perante centenas de manifestantes numa passeata comemorativa dos cinco anos da retirada das tropas israelenses do Líbano que o grupo tem mais de 12 mil foguetes. ‘Todo o norte da Palestina ocupada, suas colônias, aeroportos, portos, indústrias, campos e fazendas estão sob os pés e as mãos da resistência islâmica’. É com gente assim que se quer que Israel faça a paz. É possível? (El Reloj).

Petrodólares do bem
O Khaleej Times, de Dubai, fez um inédito apelo aos países árabes para fortalecerem laços com Israel, argumentando que a abertura ao Estado judeu dos mercados da região do golfo iria acelerar uma solução para o conflito israelense-palestino. Contatos entre árabes e Israel, podem funcionar positivamente, dizia editorial de primeira página do Khaleej Times. “Se os israelenses forem expostos às oportunidades de negócios dos 6 países do GCC [Conselho de Cooperação do Golfo - Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrain, Kuwait, Omã, Qatar e Arábia Saudita] e virem os progressos que esses países fizeram, irão trabalhar mais rápido para resolver os problemas”, diz o texto. Recentemente Mohammed al-Abbar, empresário dos EAU, constituiu uma empresa na Autoridade Palestina e esteve com autoridades israelenses propondo a aquisição de propriedades a serem desocupadas na retirada israelense de Gaza. (Agências).

Israelense vencem em Cannes e Kiev
Pela primeira vez desde 1967 uma atriz israelense foi premiada em Cannes. Jana Laslo ganhou o prêmio de melhor atriz por sua atuação no filme israelense 'Ezor Jofshi' (Zona Livre). No 50º Concurso da Eurovision, que teve lugar em Kiev, com a presença do presidente ucraniano Viktor Yushchenko, Israel obteve o 6º lugar. A primeira colocação coube a Atenas, que sediará a próxima competição na qual a israelense Shiri Maimón conquistou o direito de participar, devido à pontuação obtida com a canção ‘Ha sheket she nishar’. (Iton Gadol).

Presidente do Peru ajudará Israel
O presidente peruano Alejandro Toledo fez um discurso emocionado no Parlamento israelense (Knesset). Proferido em inglês e traduzido simultaneamente para o hebraico e e o iídiche, ele falou de sua esperança em ajudar a causa israelense na América Latina. ‘Aqui vocês têm um amigo verdadeiro que irá usar sua liderança na América Latina se vocês considerarem que será útil’, colocando sua mão sobre o coração diversas vezes. Toledo que foi ovacionado, discursou contra o terrorismo que tirou centenas de vidas no país. ‘Este não é o caminho para resolver um problema, as diferenças devem ser colocadas sobre a mesa’, destacou ele. (Jerusalem Post).

Cristãos presos na Arábia Saudita por sua crença
A imprensa saudita informou que um grupo de 40 paquistaneses foi preso pela polícia num apartamento de Riad por realizar atividades religiosas cristãs. Segundo o diário da Al-Jazirah, 40 homens, mulheres e crianças de cidadania paquistanesa foram presos enquanto escutavam uma preleção. A prisão faz parte de uma operação policial de Riad, executada sob as ordens do governador local, príncipe Salman bin Abd Al-'Aziz. A ação na qual foram apreendidos uma cruz, livros e vídeos foi realizada depois que a polícia religiosa saudita conhecida como Autoridade da Promoção da Virtude e da Prevenção do Vício, seguiu e reuniu informações sobre as atividades daquelas pessoas. Os jornais exibiram fotos dos presos segurando uma grande cruz. (JTA).

Suásticas no monumento do Holocausto
O presidente de Israel Moshê Katsav visitou a Alemanha para comemorar 40 anos de relações diplomáticas, mas antes de sua visita apareceram suásticas pichadas no monumento inaugurado há menos de um mês em homenagem aos judeus vítimas do nazismo. Mesmo assim, Katsav foi conhecer o monumento, pois o governo conseguiu retirar as marcas pintadas antes que ele chegasse lá. O monumento, obra do arquiteto norte-americano Peter Eiseman tem 2.700 blocos de concreto estendido sobre uma superfície equivalente a dois campos de futebol. Katsav também foi a Munique render tributo aos 17 atletas israelenses assassinados nas Olimpíadas de 1972 por terroristas palestinos. Katsav fez um histórico discurso no parlamento alemão em que exortou a redobrar a luta contra o anti-semitismo e o racismo na Alemanha e na Europa. Ele inaugurou também uma rua em Berlim que foi denominada com o nome de David Ben Gurion. (Diario Hoy).

Aos 90, morre Israel Epstein
O jornalista judeu polonês Israel Epstein, considerado o principal testemunha da história moderna da China faleceu em 26/5, aos 90 anos. Entrevistou Mão Tse Tung nos anos 30 e foi um dos maiores propagandistas do comunismo chinês. "Epi", como era conhecido na China, onde vivia, teve sua morte anunciada pela agência estatal Xinhua, que qualificou o jornalista como "verdadeiro e velho amigo do povo chinês". Epstein, aos dois anos de idade foi levado pelos pais à China, onde ele testemunhou acontecimentos como a invasão japonesa, a guerra civil entre comunistas e nacionalistas e a Revolução Cultural, sendo um dos raros estrangeiros a permanecer no país. Nos anos 30, trabalhava para a United Press, para quem entrevistou Mao e outros líderes chineses. Passou a trabalhar na revista "China Reconstrói", publicação editada em inglês, espanhol e outros idiomas, fazendo propaganda do socialismo chinês. Em 1957, com 42 anos e 40 de residência no país, obteve a cidadania chinesa. Depois assessorou e foi conselheiro de Mao no governo. Epstein foi o mais célebre dos "especialistas estrangeiros", contratados pelo governo chinês. Escreveu vários livros, muitos deles laudatórios ao governo comunista. (El Tiempo).

Israel libertou 400 palestinos
Numa segunda etapa, de um total de 900 prisioneiros que Israel se comprometeu a libertar na conferência de fevereiro, entre o primeiro-ministro Ariel Sharon e seu contraparte palestino, Mahmoud Abbas, mais 400 prisioneiros foram liberados dias atrás e levados para Ramalla. Os palestinos libertados desceram dos ônibus sorrindo e fazendo o V da vitória com as mãos e beijando o solo, enquanto uma multidão de familiares e amigos os recebia com bandeiras palestinas. Na primeira etapa, de acordo com o compromisso, 500 prisioneiros foram libertados em 21 de fevereiro. Essa segunda libertação fora adiada por causa de um atentado suicida que causou a morte de cinco israelenses em 25 de fevereiro. Segundo analistas, a libertação ocorre em atenção ao pedido norte-americano para que Israel fortaleça a imagem de Abbas antes das eleições parlamentares que estavam previstas para julho e foram adiadas. (BBC).

Fim do boicote
A maior das associações de professores universitários da Grã-Bretanha decidiu, em 25/5, votar pelo fim do boicote contra duas universidades israelenses, que ela própria havia anunciado. O conselho, reunido em Londres, e representando 40 mil membros da Associação dos Professores Universitários fez uma sessão especial, para derrubar o boicote imediatamente. A medida, que resultou em muitas críticas verbais e escritas, havia sido colocada em prática, em maio, mas agora caiu. (Globe and Mail).

Selo e parque dedicados a João Paulo II
Israel rendeu mais uma homenagem ao falecido Papa João Paulo II com a emissão de um selo comemorativo e um parque dedicado a ele na Galiléia, conforme informou a embaixada israelense à Santa Sé. O selo, lançado em 18 de maio (dia de seu aniversário de nascimento), tem uma imagem que recorda a visita de João Paulo II ao Muro das Lamentações em 2000, onde o Pontífice deixou uma mensagem pedindo perdão por todos os atos cometidos por cristãos contra judeus na história. O parque na Galiléia dedicado à memória do Santo Padre está sendo construído pelo KKL (instituição israelense para o meio ambiente) no local onde o Papa chegou a celebrar uma missa naquele mesmo ano. A notícia foi confirmada pelo jornal L’Osservatore Romano. O objetivo da iniciativa é o de desenvolver nos jovens, pertencentes às diferentes religiões monoteístas, a cultura do diálogo para construir um futuro de paz. (Radio Chai/Argentina).