Material à disposição
Prezados editores:
Sou estudante do último ano de Ciências Sociais
na Unicamp e faço pesquisa sobre racismo, anti-semitismo
e neonazismo na Internet. Tenho muito material a respeito. Li
no site de Visão Judaica uma excelente matéria
sobre o assunto, e ela me motivou a escrever. Se os prezados
editores precisarem de material, todo o meu está disponível.
Sou católica, mas sempre tive ótimos amigos judeus,
baha’is, espíritas, protestantes... Enfim, acredito
que a fraternidade humana ainda vencerá os preconceitos
raciais, fundados no ódio. Um grande abraço.
Adriana Dias
Por e-mail
Cumprimentos ao VJ
Estimados amigos:
Parabéns pelo site de Visão Judaica que é muito
informativo mesmo. Não sou judeu, mas nutro um profundo
respeito pela comunidade judaica. Estou com uma dúvida,
e talvez possam me ajudar: Procuro a respeito de simbologia judaica.
Por exemplo, já encontrei romãs junto a pinturas
ou outras imagens judaicas. O que ela significa para os judeus?
Existem ainda símbolos da natureza (plantas, frutas, mar,
céu...) associados a religião judaica e outros
que não são da natureza (chanukiá, kipá,
Estrela de David) Ficarei grato se informarem de outros sites,
livros e publicações a respeito.
Hemilton M. Cunha
Brasília/DF
Nota da Redação: O leitor já foi esclarecido
pelo jornal Visão Judaica a respeito dos símbolos
judaicos.
Mais cumprimentos
Senhores editores:
Visão Judaica está ótima, de novo. Cada
vez vocês escrevem assuntos mais profundos sobre a cultura
e fé judaica. E com linguagem que permite aos não-judeus,
como eu, clareza e compreensão. Parabéns.
Luiz Carlos Leme Franco
Curitiba - PR
Cúpula de Brasília
Prezados amigos:
A política externa do Itamaraty após a 2ª Guerra
Mundial dava exemplos de tolerância e moderação.
Assim, o estadista brasileiro Oswaldo Aranha superou a oposição
do fanatismo muçulmano que exigia a Palestina exclusivamente árabe
e islâmica, fazendo aprovar a resolução 181
da ONU, de 29.11.947. Cassou o mandato britânico na Terra
Santa, criando em seu lugar dois Estados soberanos e independentes,
o árabe e o judeu. Todavia, a partir de 2002, o Itamaraty,
movido a ventos ideológicos, enveredou-se para o alinhamento
com o Islã radical, bem explicitado na recente rejeição
na ONU da proposta da retirada das tropas de ocupação
Síria do Líbano, além de negar seu voto à proposta
de julgamento do governo islamita do Sudão, responsável
pelo genocídio racista de negros cristãos em Darfur
(Sudão). Nessa linha, na Cúpula América
do Sul-Países árabes, o ministro Celso Amorim,
a propósito do favorecimento tácito ao terrorismo,
declarou que cada um poderia interpretar a decisão do
modo que se quisesse. Assim, os Homens-bombas, os carros-bombas,
os corta-cabeças, os seqüestros de inocentes, como
o brasileiro José João Vasconcelos Jr. poderiam
ser interpretados como “legítimos” pelo relativismo
do Itamaraty. É uma afronta à nossa Constituição
que ordena o país reger-se nas relações
internacionais, art. 4 – VII repúdio ao terrorismo
e racismo, sendo que no Art. 5, XLII, considera o terrorismo
como crime hediondo. Na ONU, como proclamou o Kofi Annan, o terrorismo
não é suscetível de “interpretações”, é inaceitável
em qualquer cultura, sob qualquer motivação, como,
aliás, diz a nossa Carta Magna. Que o Brasil amplie seu
campo de parceiros comerciais e estreite relações
com o mundo árabe, que fortaleça o Mercosul, mas
inadmissível é o preço que está pagando.
Marx Golgher
Ex-presidente da Associação Israelita de Minas
Gerais
Belo Horizonte - MG
Moisés Kulisz
Senhores diretores:
Não contamos mais com Moisés Kulisz. O sol continua
a brilhar, mas um eclipse espiritual tomou conta de nossa coletividade.
Apagou-se a sabedoria e também a pureza do seu judaísmo.
A sombra intelectual impactou tanto, que apesar da vida seguir,
estamos todos melancólicos e tristes. Não podia
imaginar Curitiba sem o Dr. Kulisz. Que falta nos faz.
Seus conselhos e principalmente, seu empenho em animar e confortar
as pessoas, desapareceram. Não há caminhos nessa
comunidade que não tiveram as indicações
do Kulisz. Serão eles seguidos? E os valores serão
perdidos?
Siga, sob meu protesto, para o lado de D-us, mas, por favor,
não nos abandone!
Henrique Lerner
Curitiba - PR
Visão abrangente
Caros editores:
Parabéns pela publicação de Visão
Judaica. Tomei conhecimento só recentemente da existência
de VJ por informação de Jaime Zlotnik, amigo de
muitos anos. Curitibano, "exilado" há tempos
em São Paulo, ressenti-me do desaparecimento de O Macabeu,
que acompanhei desde seus primórdios. O VJ substitui dignamente
aquela publicação e preenche uma lacuna importante.
Muito bem diagramada, editada e redigida, a revista apresenta
uma visão abrangente de assuntos judaicos globais. Permito-me
sugerir a criação de uma página de crônicas
da cidade e de relatos de fatos e atos do passado e do presente,
vividos pelos conterrâneos na formação e
na consolidação da coletividade curitibana. Histórias
saborosas evidenciando o aspecto humano na saga dos primeiros
imigrantes e no desenvolvimento das gerações que
se seguiram. Não se trata de saudosismo, porém
de restaurar a memória para valorizar o presente. Um grande
abraço.
J. Moisés Spiguel
São Paulo - SP
Nota da Redação: Se o leitor acessar nosso site
(www.visaojudaica.com.br), nos primeiros números do Visão,
em formato PDF, verificará que fizemos algumas entrevistas
com ativistas do passado e do presente também, onde são
contadas muitas das histórias às quais se referiu.
Exodus
Amigos:
Na última edição de Visão Judaica,
tem um artigo sobre o navio Exodus, de Noah Kliguer, que fala
de Ike Aran (antigamente Aharonovitz) e que foi o capitão
do navio. Esse artigo foi publicado no Yediot Acharonot no dia
10 de julho de 2002. Guardei o artigo original.
Envio uma foto minha com Ike, na casa dele em formato de navio,
em Zichron Yaakov (tratei da esposa dele) tirada em 23/6/1991,
quando eu tinha 39 anos.
No meu exemplar do livro Exodus, de Leon Uris, Ike escreveu-me
uma dedicatória que diz o seguinte:
“
Ao Dr. Moshe Rosenblatt: Apesar desse livro não ser ‘exatamente’ historia
(talvez — e eu não sou crítico literário — seja ‘literatura’),
mesmo assim, ele descreve o período e os eventos da Aliá B”.
“
O navio Exodus - Saída da Europa 1947 - foi um evento
histórico que mudou o rumo e o desenrolar dos eventos
em Eretz Israel e, pouco tempo depois, fez com que os ingleses
entendessem que eles perderam sua campanha. Assim, pouco tempo
depois, surgiu o Estado de Israel”.
“
Quando o navio chegou ao porto de Haifa três representantes
da ONU estavam lá no cais*. O que eles viram influenciou
muito na decisão deles de recomendar a solução
da partilha de Eretz Israel em dois estados independentes. Cordialmente,
Ike Aharonovitz (Aran), Capitão do navio Exodus, Zichron
Yaakov, 23/06/91.
* — os três representantes da ONU foram: Granados
(da Guatemala); Simitz (da Iugoslávia) e o juiz Sangstrom
(da Suécia).
Moshe Rosenblatt
Israel
Nota da Redação: De fato, conforme fizemos questão
de registrar, e se encontra ao pé da referida matéria “Meu
Exodus”, publicada em português, consta que o artigo
original fora publicado no jornal israelense Yedioth Achronot,
no dia 10 de julho de 2002. Agradecemos ao leitor a foto enviada.
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