O jornal israelense Maariv divulgou no dia 31/5 que a polícia
investigando na seqüência da prisão do "soldado
nazi" que morava em Ariel (a maior e melhor cidade judaica
na Cisjordânia), junto com sua mãe, que também
se declarou nazista e foi também presa, que nenhum dos
dois é judeu. As investigações descobriram
ainda que há um grupo neonazista agindo em Israel, constituído
de imigrantes russos que foram para lá com papéis
falsos que os declaravam judeus.
Grupos cristãos sionistas americanos e ingleses participaram
da aliá russa, que levou descendentes de judeus e também
muitas pessoas que decidiram sair da Rússia aproveitando
a brecha da autodeclaração religiosa, principalmente
em cidades menores, por intermédio de um projeto denominado "The
Fishermen" - Os Pescadores (de almas judaicas) cujo objetivo
seria a conversão ao “judaísmo messiânico”.
Em 2004 a Agência Judaica divulgou que entre 25 a 30%
dos imigrantes russos não eram judeus, nem tinham origem
judaica. Como a revolução soviética ocorreu
em 1917, nos anos 90 não havia praticamente nenhum adulto
descendente de judeus nos países da ex-União
Soviética que tivesse realmente vivido o judaísmo,
pois a liberdade religiosa era muito restrita e a posse de
livros de oração, em certo período era
punida com 25 anos de trabalhos forçados na Sibéria.
A partir da prisão de Vladimir Ternerotsky, o “soldado
nazi”, de 20 anos de idade, a polícia israelense
descobriu uma organização neonazista integrada
por dezenas de jovens imigrantes de ex-repúblicas soviéticas
que mantinha encontros secretos, admiram Hitler e difundem
as idéias da eliminação do povo judeu.
Quando a polícia fez a busca na casa de Vladimir, encontrou
vários objetos relacionados com organizações
nazistas no estrangeiro, material nazista e endereços
dos amigos no computador, além de várias doses
de heroína no carro dele.
Na delegacia de polícia, se descobriu que ele possuía
uma suástica tatuada no braço. O chefe da investigação
policial disse que a célula à qual Ternerotsky
pertencia era composta por cerca de 20 pessoas, que além
do culto nazista tinham planos de apoiar e executar atentados
terroristas contra Israel. Pelo menos outro soldado em serviço
ativo estaria envolvido.
A investigação descobriu ainda que os membros
da organização nazista se comunicavam freqüentemente
por um Chat na internet e que iam a encontros secretos em datas
nazistas significativas, com bandeiras, suásticas e
tudo mais.
No Dia do Holocausto as mensagens pela internet interceptadas
pela polícia falavam da intenção da destruição
do povo judeu pelo regime nazista e expressavam pesar porque
Hitler não conseguiu acabar com os judeus.
O Chefe de Polícia declarou ao Maariv sobre o caso: "É realmente
inacreditável. Do material que temos, se deduz que provavelmente
há outras centenas de pessoas que têm essa concepção
do mundo dentro de Israel". Acrescentou que a legislação
israelense não prevê este tipo de caso e ainda
não se chegou a uma conclusão sobre qual acusação
pode ser feita aos membros do grupo. “Na Europa existem
leis que”.
“
Proíbem a apologia ao nazismo, mas em Israel nunca imaginamos
que ocorria algo semelhante”.
No passado, em casos parecidos, em que material foi distribuídas,
pessoas foram julgadas por apologia ao racismo. Como a célula
não divulgou nada publicamente não está claro
se os membros o grupo podem ser processados. Mas o Ministério
do Interior de Israel estuda a possibilidade de retirar a cidadania
de Ternerotsky "sob a suspeita de que imigrou para Israel
com documentação falsa".