Jornal Visão Judaica foi um dos agraciados com o troféu da
instituição em noite de gala
A Na'Amat Pioneiras de Curitiba
comemorou seu Jubileu de Ouro — 50
anos — no dia 22
de maio com um jantar de gala no Four Point Sheraton Hotel e com um show
do cantor Cláudio Goldman. O evento também comemorou o Dia
das Mães e foi palco para uma série de homenagens da entidade
a Clara Guelman (mulher ativista), Betina Grupenmacher (profissional liberal),
Fani Lerner (trabalho social e filantrópico), Guiomar Soifer (artista
plástica), Rosana Wassermann (empresária), Ilana Slud (representante
do Habonim Dror, movimento juvenil apadrinhado pela Na’Amat Pioneiras),
Liga Paranaense de Combate ao Câncer (trabalho voluntário) e
jornal Visão Judaica (imprensa). Todas receberam belos troféus.
O Visão Judaica foi classificado pelas Pioneiras de “o maior
jornal da América Latina” e para receber o troféu foram
chamados seus três diretores Hana Kleiner, Sheilla Figlarz e Szyja
Lorber.
A festa das integrantes de Na’Amat Pioneiras de Curitiba foi prestigiada
com a presença da vice-presidente de Na’Amat Brasil, Helena
Troppe, que foi uma das personalidades que discursaram. A presidente da entidade
em Curitiba, Marina Hasson, foi quem abriu os discursos, falando um pouco
da história de Na’Amat em Curitiba e de suas atividades e Sheilla
Figlarz, do jornal Visão Judaica, foi a escolhida para falar em nome
de todos os homenageados. A condução da noite da cerimônia
esteve a cargo da vice-presidente de Na’Amat Pioneiras Curitiba, Sofia
Kupper, e os homenageados foram apresentados por Geni Aisemberg, presidente
de honra da entidade. O líder espiritual da comunidade, professor
Sami Goldstein, fez a brachá (benção do vinho) e o Le
Chaim (brinde) da noite. No final, foi aplaudidíssimo o show do cantor
paulista Cláudio Goldman, que cantou em hebraico, iídiche,
português, japonês e em outros idiomas, uma série de canções
do mundo todo.
Discurso
Eis na íntegra, o discurso proferido por Sheilla Figlarz, do jornal
Visão Judaica, durante a homenagem da Na’Amat Pioneiras.
Caros amigos: Em nome da querida dna. Clara Guelmann, e também da
Betina Grupenmacher, da Fani Lerner, da Guiomar Soifer, da Rosana Wassermann,
do Habonim Dror (representado pela Ilana Slud), Liga Paranaense de Combate
ao Câncer e Visão Judaica, agradeço a homenagem recebida.
Todo trabalho bem feito é digno de menção e de admiração,
portanto, N’Amat Pioneiras sintam-se também premiadas.
Visão Judaica nasceu de um trabalho que Szyja e eu já vínhamos
fazendo, há muito, na internet. Hana nos convenceu a converter este
trabalho virtual em jornal.
Nós três sentíamos que Israel, o povo judeu e o judaísmo
estavam em larga desvantagem na mídia. Não existiam vozes dissonantes,
esclarecedoras, que contassem o outro lado da história.
Existiram muitos momentos, como no caso de Jenin, que a minha vontade era
gritar: é tudo uma grande mentira! Não está havendo
massacre! O desmentido veio algum tempo depois, mas aí o estrago já estava
feito.
Foi com este grito, preso na garganta, que resolvemos nos juntar e lutar
pela verdade, contra as injustiças e principalmente contra uma onda
de anti-semitismo, transvertida de anti-sionismo que se avizinhava.
Israel é hoje, o judeu de ontem.
Meus amigos: Eu acuso os governantes do mundo de protegerem o terrorismo
e a imprensa por proteger os terroristas.
Pois senão vejamos: Israel entra na cidade de Rafah para desmantelar
túneis subterrâneos, cavados entre casas, que serviam de passagem
para armamentos. Toda a Faixa de Gaza está a ponto de se transformar
em uma base de mísseis apontados para cidades israelenses e para a
população civil.
O que deve fazer Israel segundo a comunidade internacional? Sentar-se e esperar
que esta horrível previsão se concretize?
Os palestinos estão contrabandeando pelo Sinai, foguetes que podem
atingir a cidade de Ashkelon, e Rafah virou um portão de entrada do
terror, com foguetes e armamentos mais sofisticados, e em grande quantidade.
Uma grande procissão de centenas de manifestantes, entre eles homens
fortemente armados, organizada pela Autoridade Palestina, partiu do centro
de Rafah pela principal estrada, em direção às forças
do exército de Israel em Tel-Sultan.
Terrorismo e terroristas não se combatem com flores.
Paz sim! Sempre! Mas não as custas da eliminação de
Israel.
A imprensa mundial, os governos e a ONU estão compactuando com um
crime. Estão invertendo valores, abandonando todos os princípios
da moral e da ética.
“
Está se cristalizando a idéia de que o terrorismo islâmico é a
rebelião dos pobres contra o abuso do mundo rico”.
Como diz Pilar Rahola, que esteve em Curitiba, na quinta-feira passada, “os
atentados são planejados para destruir a liberdade, não para
distribuí-la”.
A história judaica conta-nos do papel fundamental que a mulher exerce
nas mudanças dos paradigmas. Nós, judias, já nascemos
emancipadas. Exercemos nosso papel desde a era bíblica. Leiam-se os
feitos de Ester, Rachel e Débora, para só citarmos algumas.
Há também não-judeus engajados nessa luta.
Além da já citada Pilar Rahola, devemos mencionar também
a jornalista Oriana Falacci, outra baluarte do combate ao anti-semitismo
e apoio a Israel. Duas representantes femininas que têm grande visibilidade
na questão e posições muito claras a respeito. São
duas sólidas pilastras numa Europa hoje fortemente influenciada pelo
anti-semitismo. Duas mulheres cuja força do caráter nos enobrece
a todos.
Vamos nos unir, mães, profissionais, mulheres de todos os cantos,
de todas as crenças, pelos mais altos ideais de retidão, ética
e moral, por um mundo digno, livre e justo para todos.
Muito Obrigada!