Visão Judaica - Edição N° 25
:.Na' Amat Pioneiras de Curitiba comemora 50 anos de ação e presta homenagens.:

 

Jornal Visão Judaica foi um dos agraciados com o troféu da instituição em noite de gala

A Na'Amat Pioneiras de Curitiba comemorou seu Jubileu de Ouro — 50 anos — no dia 22
de maio com um jantar de gala no Four Point Sheraton Hotel e com um show do cantor Cláudio Goldman. O evento também comemorou o Dia das Mães e foi palco para uma série de homenagens da entidade a Clara Guelman (mulher ativista), Betina Grupenmacher (profissional liberal), Fani Lerner (trabalho social e filantrópico), Guiomar Soifer (artista plástica), Rosana Wassermann (empresária), Ilana Slud (representante do Habonim Dror, movimento juvenil apadrinhado pela Na’Amat Pioneiras),
Liga Paranaense de Combate ao Câncer (trabalho voluntário) e jornal Visão Judaica (imprensa). Todas receberam belos troféus. O Visão Judaica foi classificado pelas Pioneiras de “o maior jornal da América Latina” e para receber o troféu foram chamados seus três diretores Hana Kleiner, Sheilla Figlarz e Szyja Lorber.
A festa das integrantes de Na’Amat Pioneiras de Curitiba foi prestigiada com a presença da vice-presidente de Na’Amat Brasil, Helena Troppe, que foi uma das personalidades que discursaram. A presidente da entidade em Curitiba, Marina Hasson, foi quem abriu os discursos, falando um pouco da história de Na’Amat em Curitiba e de suas atividades e Sheilla Figlarz, do jornal Visão Judaica, foi a escolhida para falar em nome de todos os homenageados. A condução da noite da cerimônia esteve a cargo da vice-presidente de Na’Amat Pioneiras Curitiba, Sofia Kupper, e os homenageados foram apresentados por Geni Aisemberg, presidente de honra da entidade. O líder espiritual da comunidade, professor Sami Goldstein, fez a brachá (benção do vinho) e o Le Chaim (brinde) da noite. No final, foi aplaudidíssimo o show do cantor paulista Cláudio Goldman, que cantou em hebraico, iídiche, português, japonês e em outros idiomas, uma série de canções do mundo todo.

Discurso
Eis na íntegra, o discurso proferido por Sheilla Figlarz, do jornal Visão Judaica, durante a homenagem da Na’Amat Pioneiras.
Caros amigos: Em nome da querida dna. Clara Guelmann, e também da Betina Grupenmacher, da Fani Lerner, da Guiomar Soifer, da Rosana Wassermann, do Habonim Dror (representado pela Ilana Slud), Liga Paranaense de Combate ao Câncer e Visão Judaica, agradeço a homenagem recebida.
Todo trabalho bem feito é digno de menção e de admiração, portanto, N’Amat Pioneiras sintam-se também premiadas.
Visão Judaica nasceu de um trabalho que Szyja e eu já vínhamos fazendo, há muito, na internet. Hana nos convenceu a converter este trabalho virtual em jornal.
Nós três sentíamos que Israel, o povo judeu e o judaísmo estavam em larga desvantagem na mídia. Não existiam vozes dissonantes, esclarecedoras, que contassem o outro lado da história.
Existiram muitos momentos, como no caso de Jenin, que a minha vontade era gritar: é tudo uma grande mentira! Não está havendo massacre! O desmentido veio algum tempo depois, mas aí o estrago já estava feito.
Foi com este grito, preso na garganta, que resolvemos nos juntar e lutar pela verdade, contra as injustiças e principalmente contra uma onda de anti-semitismo, transvertida de anti-sionismo que se avizinhava.
Israel é hoje, o judeu de ontem.
Meus amigos: Eu acuso os governantes do mundo de protegerem o terrorismo e a imprensa por proteger os terroristas.
Pois senão vejamos: Israel entra na cidade de Rafah para desmantelar túneis subterrâneos, cavados entre casas, que serviam de passagem para armamentos. Toda a Faixa de Gaza está a ponto de se transformar em uma base de mísseis apontados para cidades israelenses e para a população civil.
O que deve fazer Israel segundo a comunidade internacional? Sentar-se e esperar que esta horrível previsão se concretize?
Os palestinos estão contrabandeando pelo Sinai, foguetes que podem atingir a cidade de Ashkelon, e Rafah virou um portão de entrada do terror, com foguetes e armamentos mais sofisticados, e em grande quantidade.
Uma grande procissão de centenas de manifestantes, entre eles homens fortemente armados, organizada pela Autoridade Palestina, partiu do centro de Rafah pela principal estrada, em direção às forças do exército de Israel em Tel-Sultan.
Terrorismo e terroristas não se combatem com flores.
Paz sim! Sempre! Mas não as custas da eliminação de Israel.
A imprensa mundial, os governos e a ONU estão compactuando com um crime. Estão invertendo valores, abandonando todos os princípios da moral e da ética.
“ Está se cristalizando a idéia de que o terrorismo islâmico é a rebelião dos pobres contra o abuso do mundo rico”.
Como diz Pilar Rahola, que esteve em Curitiba, na quinta-feira passada, “os atentados são planejados para destruir a liberdade, não para distribuí-la”.
A história judaica conta-nos do papel fundamental que a mulher exerce nas mudanças dos paradigmas. Nós, judias, já nascemos emancipadas. Exercemos nosso papel desde a era bíblica. Leiam-se os feitos de Ester, Rachel e Débora, para só citarmos algumas.
Há também não-judeus engajados nessa luta.
Além da já citada Pilar Rahola, devemos mencionar também a jornalista Oriana Falacci, outra baluarte do combate ao anti-semitismo e apoio a Israel. Duas representantes femininas que têm grande visibilidade na questão e posições muito claras a respeito. São duas sólidas pilastras numa Europa hoje fortemente influenciada pelo anti-semitismo. Duas mulheres cuja força do caráter nos enobrece a todos.
Vamos nos unir, mães, profissionais, mulheres de todos os cantos, de todas as crenças, pelos mais altos ideais de retidão, ética e moral, por um mundo digno, livre e justo para todos.
Muito Obrigada!

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