Israel desmente as notícias veiculadas na mídia
Uma aglomeração de centenas de manifestantes, entre eles homens
fortemente armados, organizada pela Autoridade Palestina, partiu do centro
de Rafah pela principal estrada, em direção às forças
do exército de Israel em Tel-Sultan. O jornal “The New York
Times” afirma que um repórter, presente no local no início
da marcha, viu homens armados com rifles semi-automáticos entre os
manifestantes.
A Autoridade Palestina (AP) vinha convocando dias antes, mulheres, crianças
e idosos para se colocarem à frente dos tratores e tanques israelenses
em Rafah, mesmo sabendo que a ação resultaria em mortos e feridos.
Quando a multidão, com os atiradores entre eles, se aproximaram dos
militares de Israel, um helicóptero lançou um míssil
de aviso numa área descampada, e não em direção
aos manifestantes. Além disso, rojões luminosos foram lançados
no ar, numa tentativa de deter a multidão e evitar danos maiores.
A manobra não deteve a multidão, que continuou avançando
em direção às tropas, quatro carcaças de tanques
foram incendiadas num local abandonado perto da manifestação.
Momentos depois, ouviram-se explosões, troca de tiros e muitos manifestantes
se feriram.
O local do incidente é uma área de combate, onde ocorrem freqüentes
escaramuças. Além disso, os palestinos haviam instalado minas
explosivas na estrada anteriormente. Foi o que bastou para que a mídia
passasse a noticiar que os israelenses estavam massacrando os palestinos.
Seria a repetição do episódio de Jenin?
Na terça-feira (18/5) palestinos acusaram Israel de matar duas crianças,
cujas fotos freqüentaram as primeiras páginas dos jornais no
mundo todo, causando óbvia repulsa. Mas logo ficou evidente que as
crianças foram na realidade mortas por uma bomba enterrada irresponsavelmente
por terroristas palestinos. O incidente de Rafah levou as Forças de
Defesa de Israel a expressarem seu profundo pesar pela perda de vidas civis.
Contrabando de armas e túneis
O que faziam então os soldados de Israel em Rafah? Estavam lá para
cortar a rota de contrabando de armas, explosivos e mísseis para atacar
israelenses. Os Acordos de Oslo firmados entre 1994 e 1995 garantiam à AP
(Autoridade Palestina) o controle sobre a maior parte do território
da Faixa de Gaza. Os acordos especificavam que Israel continuaria controlando
uma faixa estreita entre essa área — sob controle palestino – e
a fronteira com o Egito,chamado "The Philadelphi Group". Em ambos
os lados da estrada estão localizadas duas cidades de Rafah, a palestina
e a egípcia.
Durante os anos seguintes aos acordos, a área foi utilizada para contrabando
e se converteu rapidamente na principal via para o transporte de armas e
munições dentro da Faixa de Gaza. As armas, explosivos, mísseis
e lança-mísseis contrabandeados eram usadas em ataques terroristas
contra civis e soldados de Israel. Drogas e mercadorias também eram
contrabandeados no local.
O contrabando era feito principalmente através de túneis escavados
sob a fronteira. Paralelamente à indústria do contrabando,
a infra-estrutura extremista islâmica também se desenvolveu,
o que incrementou a participação do terrorismo. Devido aos
aspectos lucrativos do contrabando iniciou-se uma luta pelo poder entre diferentes
clãs e tribos pelo controle do contrabando.
O método de construção de túneis é complexo
e evoluiu muito ao longo dos anos. Os contrabandistas em Rafah são
especialistas em escavar túneis e contrabandear armas para as organizações
terroristas ou para outros grupos que compram armas de fogo e dão
dinheiro a palestinos e egípcios, donos das casas ou lojas utilizadas
para se construir os túneis. São especialistas em evitar a
detecção dos túneis e por isso os constroem em áreas
residenciais e também usam meninos para construí-los e contrabandear
as armas. Os túneis começam embaixo de uma casa no lado de
Gaza, passam por baixo da fronteira e têm saído em outra casa,
no lado egípcio. Cada túnel, dependendo da equipe, da profundidade,
da largura e da distância, leva de duas semanas a dois meses para ficar
pronto. O túnel é construído de maneira secreta, de
forma que só a família da casa sabe e o trabalho é feito à noite
para evitar que sejam descobertos pelo exército israelense. A areia
retirada é transportada em veículos para um local distante.
O Hamas utiliza a área de Rafah e os túneis para armar seus
membros na Faixa de Gaza. Mas outras organizações terroristas
também as utilizam. A FPLP (Frente Popular de Libertação
da Palestina) por exemplo contrabandeia armas e explosivos para a Faixa de
Gaza, provenientes do Irã, onde os governantes apóiam infra-estrutura
terrorista palestina. A AP (Autoridade Palestina) também tem ajudado
os grupos terroristas. A AP tem encorajado os residentes a ocultar túneis
em seus lugares, o que posteriormente leva à demolição
das casas. A AP garante que uma casa demolida na qual haja sido descoberto
um túnel é reconstruída por eles, em material, num bairro
de Tel Sultan. Como conseqüência disso, os residentes começaram
a construir túneis fictícios, e espalham rumores sobre túneis
existentes sob suas casas para receber a compensação da AP
depois de demolidas.
Um relatório resumido das armas contrabandeadas para Gaza desde janeiro
de 2003 dá conta de dezenas de mísseis e lança-mísseis,
centenas de quilos de explosivos,centenas de rifles (especialmente AK-47
Kalashnikov), dezenas de milhares de balas e outras munições
e milhares de cartuchos.
Durante um ano e meio as Forças de Defesa de Israel atuaram com firmeza
para prevenir o contrabando construindo uma barreira física, um muro
com dois postos de controle. Desde setembro de 2000, foram descobertos cerca
de 90 túneis. Em 2003, foram descobertos e demolidos de 40 túneis
assim como as casas e construções de donde saíam os
túneis. Desde o início de 2004, foram descobertos e demolidos
11 túneis e as casas e construções que as escondiam.
A Autoridade Palestina rejeitou a oferta israelense de indenizar palestinos
que tiveram suas casas destruídas na operação Arco-Íris
em Rafah e outras áreas palestinas.
Conselho de Segurança
Respondendo à resolução do Conselho de Segurança
das Nações Unidas que exigiu que Israel parasse com a demolição
de casas, autoridades israelenses disseram que `toda a Faixa de Gaza está a
ponto de se transformar em uma base de mísseis apontados para cidades
israelenses e para a população civil. O que deveria fazer Israel
segundo a comunidade internacional? Sentar-se e esperar que esta horrível
previsão se concretize? A embaixada de Israel no Brasil emitiu um
comunicado informando que o Comandante em Chefe das Forças de Defesa
de Israel, Moshe Yaalon, declarou no Comitê de Relações
Exteriores e de Segurança do Parlamento de Israel, que os palestinos
estão tentando contrabandear pelo Sinai, foguetes que podem atingir
a cidade de Askelon, e que Rafah virou um portão de entrada do terror,
com foguetes e armamentos mais sofisticados, e em grande quantidade.
Como a CNN reportou o fato
Tudo começou a emboscada que causou a morte de soldados israelenses
treinados em encontrar túneis. Uma hora após o assassinato
de seis soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI) haver sido noticiado
em Israel, e três horas após ter sido notificado que um veículo
da FDI tinha sido atingido, o site da CNN dava a seguinte manchete: “Palestinos
morrem em confronto com israelenses”.
A história descrevia a “dura operação militar” israelense,
detalhando como “foguetes disparados pelas armas israelenses atingiram áreas
densamente povoadas”, “sirenes de ambulâncias da Sociedade
do Crescente Vermelho ecoavam em toda a cidade”, as vítimas
palestinas e coisas afins.
O sétimo parágrafo da notícia, apenas de forma velada
mencionava que um veículo da FDI fora atingido, onde era relatado
que “fontes da milícia palestina afirmam que centenas de seus
membros pegaram em armas contra os israelenses”, e, na penúltima
linha, “fontes militares afirmam que os palestinos detonaram alguns
objetos explosivos”.
Cerca de cinco horas após a notícia da explosão ter
sido publicada em Israel - a história da CNN passou a mencionar a
morte dos seis soldados israelenses. O artigo, entretanto, era coroado por
nova manchete errônea: “11 mortos em operação israelense
em Gaza” – deixando a impressão que todas as 11 eram vítimas
de uma “agressão” israelense.
Nota Oficial da Embaixada
Com o título “As operações de Autodefesa na preservação
da vida de israelenses“ a Embaixada de Israel em Brasília observou
que “enquanto não há dúvidas que a população
palestina esteja sofrendo devido ao conflito continuado, este sofrimento é um
resultado direto do terrorismo palestino”.
“
O objetivo da operação” — prossegue a nota — “é apenas
evitar o contrabando de armas, munição, mísseis e foguetes
antitanques para Rafah, através de túneis do Egito. Este contrabando é ilegal
pelos acordos de Oslo, e a Autoridade Palestina tem a obrigação
de evitá-lo.
A seguir a nota frisa que “nos últimos 2 anos, mais de 100 foguetes
Qassam, foram disparados contra a cidade Israelense de Sderot e outras pequenas
cidades israelenses”. “Apenas as edificações que
têm sido usadas e diretamente ligadas aos túneis de contrabando
ou esconderijos dos terroristas que atiram em israelenses são alvejadas.
As Forças de Defesa de Israel asseguram que os residentes têm
tudo o que eles precisam, inclusive comida e água, antes de evacuá-los”.
Prossegue a nota: “Israel evita sempre que possível, atacar
alvos terroristas pelo ar, ou usando artilharia, a fim de minimizar o número
de mortes entre os civis, uma política que requer pôr em risco
a vida dos soldados Israelenses. A morte de 13 soldados em operações
terrestres na Faixa de Gaza, no início de Maio de 2004, é apenas
um exemplo do alto preço que Israel paga pelo seu comprometimento
em minimizar estas mortes entre os civis palestinos”.
O documento lembra ainda que “a Convenção de Genebra
(artigo 53), especificamente reconhece que, quando os combatentes disparam
a partir de estruturas civis ou colocam explosivos em árvores ou campos,
estas estruturas são consideradas alvos militares legítimos.
Sendo assim, no meio do combate,ou quando ditado pela necessidade operacional,
as Forças de Segurança de Israel podem, dentro da lei, destruir
estas estruturas usadas pelos combatentes.
A Autoridade Palestina, não apenas nada fez para evitar tais contrabandos,
mas os tem encorajado ativamente. Apesar de sua obrigação moral
e legal, e o fato de que há mais de 20.000 policiais palestinos na área,
a liderança Palestina tem consistentemente falhado em tomar uma atitude
contra a atividade de contrabando. Se a Autoridade Palestina tivesse cumprido
com a primeira parte do Mapa da estrada, não seria necessário
que Israel tomasse estas atitudes“.
Explicações do exército
O exército de Israel também divulgou comunicado, lembrando
que por quase quatro anos, os israelenses têm sido vítimas de
uma campanha implacável feita por terroristas palestinos, matando
mais de 900 israelenses e ferindo mais de 6.000 nesse período. Em
vista da ameaça letal sem precedentes, as Forças de Segurança
de Israel tiveram de agir para minimizar a ocorrência de atentados
terroristas em geral e de atentados suicidas em particular, além de
desencorajar suicidas-bomba em potencial.
Os terroristas palestinos empregam os mais abomináveis e métodos
desumanos, incluindo o terrorismo suicida visando atingir soldados e civis
israelenses – contrariando qualquer noção de moral – e
em grave infração das Leis Internacionais do Conflito Armado.
Os terroristas palestinos operam a partir de áreas densamente povoadas,
abusando da proteção garantida pelas leis internacionais a
populações civis.
Afrontada com a omissão da liderança palestina em cumprir com
suas obrigações de combater o terrorismo, evitar o incitamento
ao ódio, além de prevenir o contrabando de armas, Israel foi
forçada a combater a ameaça à vida de seus cidadãos,
exercendo seu direito de autodefesa, mantendo, entretanto, suas obrigações
conforme as leis internacionais. Uma destas medidas de segurança é a
demolição de estruturas físicas que ofereçam
um risco real de segurança.
Os terroristas freqüentemente agem a partir de casas e estruturas civis.
Outro exemplo da necessidade de demolição de prédios é quando
grupos terroristas fazem uso de prédios civis para camuflar aberturas
de túneis utilizados no contrabando de armas, explosivos e terroristas
do Egito para a Faixa de Gaza. Similarmente, estruturas na Cisjordânia
ou Faixa de Gaza são usadas para esconder fábricas de foguetes,
morteiros, armas e artefatos explosivos a serem usados contra Israel. A demolição
destas estruturas é, freqüentemente, a única maneira de
se combater a ameaça terrorista.
Outra ação que Israel emprega contra terroristas é a
demolição das casas daqueles que cometeram atentados suicidas
(e outros ataques graves), ou então que foram responsáveis
pelo envio de suicidas-bomba em missões letais. Israel tem poucas
ações disponíveis e efetivas na guerra contra o terrorismo.
A demolição de casas é empregada para promover uma dissuasão
efetiva contra os perpetradores e seus despachantes, não como uma
medida punitiva. Esta prática foi analisada e mantida pela Suprema
Corte Israelense. As forças de segurança de Israel seguem regras
das Leis Humanitárias Internacionais e estas ações estão
sujeitas ao exame da Suprema Corte Israelense em centenas de requerimentos
feitos anualmente por organizações palestinas e de direitos
humanos.
Neste contexto, Israel adota medidas para assegurar que apenas os terroristas
e as estruturas que eles usam seja atingidas. Além disso, apesar de
permissível pelas Leis do Conflito Armado, Israel evita, sempre que
possível, atacar alvos terroristas pelo ar ou com artilharia para
minimizar danos colaterais, uma política que implica em arriscar a
vida de soldados israelenses. A morte de 13 soldados em operações
terrestres na Faixa de Gaza no começo de maio de 2004 é um
exemplo do alto preço que Israel paga pelo seu compromisso em minimizar
vítimas civis palestinas.
Cabe ressaltar que desde o começo das operações militares
em Rafah, as Forças de Defesa de Israel tem facilitado a participação
organizada da Imprensa na região, com o intuito de facilitar a cobertura
da Imprensa e dar transparência às operações.
Esta política está sendo tomada pelo fato de Israel não
ter nada a esconder, no tocante ao combate ao terrorismo. Sem dúvidas,
se houvesse uma intenção de prejudicar (que não é o
caso), Israel não optaria pela política de total transparência.