Visão Judaica - Edição N° 25
:. O que aconteceu em Gaza.:

 

Israel desmente as notícias veiculadas na mídia

Uma aglomeração de centenas de manifestantes, entre eles homens fortemente armados, organizada pela Autoridade Palestina, partiu do centro de Rafah pela principal estrada, em direção às forças do exército de Israel em Tel-Sultan. O jornal “The New York Times” afirma que um repórter, presente no local no início da marcha, viu homens armados com rifles semi-automáticos entre os manifestantes.
A Autoridade Palestina (AP) vinha convocando dias antes, mulheres, crianças e idosos para se colocarem à frente dos tratores e tanques israelenses em Rafah, mesmo sabendo que a ação resultaria em mortos e feridos. Quando a multidão, com os atiradores entre eles, se aproximaram dos militares de Israel, um helicóptero lançou um míssil de aviso numa área descampada, e não em direção aos manifestantes. Além disso, rojões luminosos foram lançados no ar, numa tentativa de deter a multidão e evitar danos maiores.
A manobra não deteve a multidão, que continuou avançando em direção às tropas, quatro carcaças de tanques foram incendiadas num local abandonado perto da manifestação. Momentos depois, ouviram-se explosões, troca de tiros e muitos manifestantes se feriram.
O local do incidente é uma área de combate, onde ocorrem freqüentes escaramuças. Além disso, os palestinos haviam instalado minas explosivas na estrada anteriormente. Foi o que bastou para que a mídia passasse a noticiar que os israelenses estavam massacrando os palestinos. Seria a repetição do episódio de Jenin?
Na terça-feira (18/5) palestinos acusaram Israel de matar duas crianças, cujas fotos freqüentaram as primeiras páginas dos jornais no mundo todo, causando óbvia repulsa. Mas logo ficou evidente que as crianças foram na realidade mortas por uma bomba enterrada irresponsavelmente por terroristas palestinos. O incidente de Rafah levou as Forças de Defesa de Israel a expressarem seu profundo pesar pela perda de vidas civis.
Contrabando de armas e túneis
O que faziam então os soldados de Israel em Rafah? Estavam lá para cortar a rota de contrabando de armas, explosivos e mísseis para atacar israelenses. Os Acordos de Oslo firmados entre 1994 e 1995 garantiam à AP (Autoridade Palestina) o controle sobre a maior parte do território da Faixa de Gaza. Os acordos especificavam que Israel continuaria controlando uma faixa estreita entre essa área — sob controle palestino – e a fronteira com o Egito,chamado "The Philadelphi Group". Em ambos os lados da estrada estão localizadas duas cidades de Rafah, a palestina e a egípcia.
Durante os anos seguintes aos acordos, a área foi utilizada para contrabando e se converteu rapidamente na principal via para o transporte de armas e munições dentro da Faixa de Gaza. As armas, explosivos, mísseis e lança-mísseis contrabandeados eram usadas em ataques terroristas contra civis e soldados de Israel. Drogas e mercadorias também eram contrabandeados no local.
O contrabando era feito principalmente através de túneis escavados sob a fronteira. Paralelamente à indústria do contrabando, a infra-estrutura extremista islâmica também se desenvolveu, o que incrementou a participação do terrorismo. Devido aos aspectos lucrativos do contrabando iniciou-se uma luta pelo poder entre diferentes clãs e tribos pelo controle do contrabando.
O método de construção de túneis é complexo e evoluiu muito ao longo dos anos. Os contrabandistas em Rafah são especialistas em escavar túneis e contrabandear armas para as organizações terroristas ou para outros grupos que compram armas de fogo e dão dinheiro a palestinos e egípcios, donos das casas ou lojas utilizadas para se construir os túneis. São especialistas em evitar a detecção dos túneis e por isso os constroem em áreas residenciais e também usam meninos para construí-los e contrabandear as armas. Os túneis começam embaixo de uma casa no lado de Gaza, passam por baixo da fronteira e têm saído em outra casa, no lado egípcio. Cada túnel, dependendo da equipe, da profundidade, da largura e da distância, leva de duas semanas a dois meses para ficar pronto. O túnel é construído de maneira secreta, de forma que só a família da casa sabe e o trabalho é feito à noite para evitar que sejam descobertos pelo exército israelense. A areia retirada é transportada em veículos para um local distante.
O Hamas utiliza a área de Rafah e os túneis para armar seus membros na Faixa de Gaza. Mas outras organizações terroristas também as utilizam. A FPLP (Frente Popular de Libertação da Palestina) por exemplo contrabandeia armas e explosivos para a Faixa de Gaza, provenientes do Irã, onde os governantes apóiam infra-estrutura terrorista palestina. A AP (Autoridade Palestina) também tem ajudado os grupos terroristas. A AP tem encorajado os residentes a ocultar túneis em seus lugares, o que posteriormente leva à demolição das casas. A AP garante que uma casa demolida na qual haja sido descoberto um túnel é reconstruída por eles, em material, num bairro de Tel Sultan. Como conseqüência disso, os residentes começaram a construir túneis fictícios, e espalham rumores sobre túneis existentes sob suas casas para receber a compensação da AP depois de demolidas.
Um relatório resumido das armas contrabandeadas para Gaza desde janeiro de 2003 dá conta de dezenas de mísseis e lança-mísseis, centenas de quilos de explosivos,centenas de rifles (especialmente AK-47 Kalashnikov), dezenas de milhares de balas e outras munições e milhares de cartuchos.
Durante um ano e meio as Forças de Defesa de Israel atuaram com firmeza para prevenir o contrabando construindo uma barreira física, um muro com dois postos de controle. Desde setembro de 2000, foram descobertos cerca de 90 túneis. Em 2003, foram descobertos e demolidos de 40 túneis assim como as casas e construções de donde saíam os túneis. Desde o início de 2004, foram descobertos e demolidos 11 túneis e as casas e construções que as escondiam.
A Autoridade Palestina rejeitou a oferta israelense de indenizar palestinos que tiveram suas casas destruídas na operação Arco-Íris em Rafah e outras áreas palestinas.
Conselho de Segurança
Respondendo à resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que exigiu que Israel parasse com a demolição de casas, autoridades israelenses disseram que `toda a Faixa de Gaza está a ponto de se transformar em uma base de mísseis apontados para cidades israelenses e para a população civil. O que deveria fazer Israel segundo a comunidade internacional? Sentar-se e esperar que esta horrível previsão se concretize? A embaixada de Israel no Brasil emitiu um comunicado informando que o Comandante em Chefe das Forças de Defesa de Israel, Moshe Yaalon, declarou no Comitê de Relações Exteriores e de Segurança do Parlamento de Israel, que os palestinos estão tentando contrabandear pelo Sinai, foguetes que podem atingir a cidade de Askelon, e que Rafah virou um portão de entrada do terror, com foguetes e armamentos mais sofisticados, e em grande quantidade.
Como a CNN reportou o fato
Tudo começou a emboscada que causou a morte de soldados israelenses treinados em encontrar túneis. Uma hora após o assassinato de seis soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI) haver sido noticiado em Israel, e três horas após ter sido notificado que um veículo da FDI tinha sido atingido, o site da CNN dava a seguinte manchete: “Palestinos morrem em confronto com israelenses”.
A história descrevia a “dura operação militar” israelense, detalhando como “foguetes disparados pelas armas israelenses atingiram áreas densamente povoadas”, “sirenes de ambulâncias da Sociedade do Crescente Vermelho ecoavam em toda a cidade”, as vítimas palestinas e coisas afins.
O sétimo parágrafo da notícia, apenas de forma velada mencionava que um veículo da FDI fora atingido, onde era relatado que “fontes da milícia palestina afirmam que centenas de seus membros pegaram em armas contra os israelenses”, e, na penúltima linha, “fontes militares afirmam que os palestinos detonaram alguns objetos explosivos”.
Cerca de cinco horas após a notícia da explosão ter sido publicada em Israel - a história da CNN passou a mencionar a morte dos seis soldados israelenses. O artigo, entretanto, era coroado por nova manchete errônea: “11 mortos em operação israelense em Gaza” – deixando a impressão que todas as 11 eram vítimas de uma “agressão” israelense.
Nota Oficial da Embaixada
Com o título “As operações de Autodefesa na preservação da vida de israelenses“ a Embaixada de Israel em Brasília observou que “enquanto não há dúvidas que a população palestina esteja sofrendo devido ao conflito continuado, este sofrimento é um resultado direto do terrorismo palestino”.
“ O objetivo da operação” — prossegue a nota — “é apenas evitar o contrabando de armas, munição, mísseis e foguetes antitanques para Rafah, através de túneis do Egito. Este contrabando é ilegal pelos acordos de Oslo, e a Autoridade Palestina tem a obrigação de evitá-lo.
A seguir a nota frisa que “nos últimos 2 anos, mais de 100 foguetes Qassam, foram disparados contra a cidade Israelense de Sderot e outras pequenas cidades israelenses”. “Apenas as edificações que têm sido usadas e diretamente ligadas aos túneis de contrabando ou esconderijos dos terroristas que atiram em israelenses são alvejadas. As Forças de Defesa de Israel asseguram que os residentes têm tudo o que eles precisam, inclusive comida e água, antes de evacuá-los”.
Prossegue a nota: “Israel evita sempre que possível, atacar alvos terroristas pelo ar, ou usando artilharia, a fim de minimizar o número de mortes entre os civis, uma política que requer pôr em risco a vida dos soldados Israelenses. A morte de 13 soldados em operações terrestres na Faixa de Gaza, no início de Maio de 2004, é apenas um exemplo do alto preço que Israel paga pelo seu comprometimento em minimizar estas mortes entre os civis palestinos”.
O documento lembra ainda que “a Convenção de Genebra (artigo 53), especificamente reconhece que, quando os combatentes disparam a partir de estruturas civis ou colocam explosivos em árvores ou campos, estas estruturas são consideradas alvos militares legítimos. Sendo assim, no meio do combate,ou quando ditado pela necessidade operacional, as Forças de Segurança de Israel podem, dentro da lei, destruir estas estruturas usadas pelos combatentes.
A Autoridade Palestina, não apenas nada fez para evitar tais contrabandos, mas os tem encorajado ativamente. Apesar de sua obrigação moral e legal, e o fato de que há mais de 20.000 policiais palestinos na área, a liderança Palestina tem consistentemente falhado em tomar uma atitude contra a atividade de contrabando. Se a Autoridade Palestina tivesse cumprido com a primeira parte do Mapa da estrada, não seria necessário que Israel tomasse estas atitudes“.
Explicações do exército
O exército de Israel também divulgou comunicado, lembrando que por quase quatro anos, os israelenses têm sido vítimas de uma campanha implacável feita por terroristas palestinos, matando mais de 900 israelenses e ferindo mais de 6.000 nesse período. Em vista da ameaça letal sem precedentes, as Forças de Segurança de Israel tiveram de agir para minimizar a ocorrência de atentados terroristas em geral e de atentados suicidas em particular, além de desencorajar suicidas-bomba em potencial.
Os terroristas palestinos empregam os mais abomináveis e métodos desumanos, incluindo o terrorismo suicida visando atingir soldados e civis israelenses – contrariando qualquer noção de moral – e em grave infração das Leis Internacionais do Conflito Armado. Os terroristas palestinos operam a partir de áreas densamente povoadas, abusando da proteção garantida pelas leis internacionais a populações civis.
Afrontada com a omissão da liderança palestina em cumprir com suas obrigações de combater o terrorismo, evitar o incitamento ao ódio, além de prevenir o contrabando de armas, Israel foi forçada a combater a ameaça à vida de seus cidadãos, exercendo seu direito de autodefesa, mantendo, entretanto, suas obrigações conforme as leis internacionais. Uma destas medidas de segurança é a demolição de estruturas físicas que ofereçam um risco real de segurança.
Os terroristas freqüentemente agem a partir de casas e estruturas civis.
Outro exemplo da necessidade de demolição de prédios é quando grupos terroristas fazem uso de prédios civis para camuflar aberturas de túneis utilizados no contrabando de armas, explosivos e terroristas do Egito para a Faixa de Gaza. Similarmente, estruturas na Cisjordânia ou Faixa de Gaza são usadas para esconder fábricas de foguetes, morteiros, armas e artefatos explosivos a serem usados contra Israel. A demolição destas estruturas é, freqüentemente, a única maneira de se combater a ameaça terrorista.
Outra ação que Israel emprega contra terroristas é a demolição das casas daqueles que cometeram atentados suicidas (e outros ataques graves), ou então que foram responsáveis pelo envio de suicidas-bomba em missões letais. Israel tem poucas ações disponíveis e efetivas na guerra contra o terrorismo. A demolição de casas é empregada para promover uma dissuasão efetiva contra os perpetradores e seus despachantes, não como uma medida punitiva. Esta prática foi analisada e mantida pela Suprema Corte Israelense. As forças de segurança de Israel seguem regras das Leis Humanitárias Internacionais e estas ações estão sujeitas ao exame da Suprema Corte Israelense em centenas de requerimentos feitos anualmente por organizações palestinas e de direitos humanos.
Neste contexto, Israel adota medidas para assegurar que apenas os terroristas e as estruturas que eles usam seja atingidas. Além disso, apesar de permissível pelas Leis do Conflito Armado, Israel evita, sempre que possível, atacar alvos terroristas pelo ar ou com artilharia para minimizar danos colaterais, uma política que implica em arriscar a vida de soldados israelenses. A morte de 13 soldados em operações terrestres na Faixa de Gaza no começo de maio de 2004 é um exemplo do alto preço que Israel paga pelo seu compromisso em minimizar vítimas civis palestinas.
Cabe ressaltar que desde o começo das operações militares em Rafah, as Forças de Defesa de Israel tem facilitado a participação organizada da Imprensa na região, com o intuito de facilitar a cobertura da Imprensa e dar transparência às operações.
Esta política está sendo tomada pelo fato de Israel não ter nada a esconder, no tocante ao combate ao terrorismo. Sem dúvidas, se houvesse uma intenção de prejudicar (que não é o caso), Israel não optaria pela política de total transparência.

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