“A diversidade não
deveria ser uma virtude apenas nos Estados Unidos”
Reconhecendo o pouco apoio
que Israel tem no mundo, árabes e muçulmanos
que apóiam o Estado judeu estão desenvolvendo um novo site
na Internet, o “ArabsforIsrael.com” (ÁrabesporIsrael.com)
Sua criadora, a autora Nonie Darwish, nascida no Oriente Médio, diz
que “agora é a hora certa para que árabes e muçulmanos
que acreditam e apóiam Israel de fato o fazerem”.
“
Israel tem poucos amigos nesta altura da história e eu quero transmitir
a todos os israelenses e judeus do mundo que existem árabes e muçulmanos
como nós, que os apóiam e desejam seu bem-estar”, diz
Darwish, que é cidadã norte-americana.
Em sua declaração de princípios, “Árabes
por Israel” diz que pode apoiar o Estado e a religião dos judeus “e
ainda valorizar nossa cultura árabe e islâmica”.
“
Há muitos judeus e israelenses que livremente expressam compaixão
e apoio aos palestinos”, diz o site. “Já é hora
de nós, árabes, expressarmos compaixão e apoio recíprocos”.
O grupo diz que Israel “é um Estado legítimo que não
representa uma ameaça, mas um patrimônio do Oriente Médio”.
Os palestinos não podem avançar [em sua luta], diz o site,
por causa “de sua liderança, da Liga Árabe e dos países árabes
e muçulmanos vizinhos, que não querem ver os palestinos vivendo
em harmonia com Israel”.
“
Se os palestinos querem a democracia, eles podem começar a praticá-la
agora”, diz o grupo. “Nos posicionamos firmemente contra o terrorismo
suicida/homicida como uma forma de Jihad”.
Enfatizando que não é anti-islâmico, nem anti-árabe,
e que não incita à guerra ou ao ódio, o grupo diz: “Nós
valorizamos e apreciamos a beleza e as contribuições da cultura
do Oriente Médio, mas reconhecemos que o mundo árabe/muçulmano
precisa desesperadamente de uma autocrítica construtiva e de reformas”.
Darwish diz que em novembro passado ela falou numa série de palestras
na Carnegie Mellon University denominada “Árabes por Israel”,
e promovida pela Young Zionist Organization of América [Organização
Sionista Juvenil da América].
Em sua palestra intitulada “Uma jornada egípcia do anti-semitismo
e etnocentrismo à compreensão e ao apoio a Israel”, Darwish
contou sobre sua infância em Gaza nos anos 1950, onde ela testemunhou
o crescente terrorismo contra Israel.
Darwish disse que ela teve de superar anos de doutrinação ao ódio
e ao anti-semitismo.
Após sua palestra, ela diz, uma estudante egípcia objetou ao
fato de ela chamar “terrorismo” os assassinatos em massa de israelenses
por palestinos suicidas dentro de Israel.
“
Eu disse a ela que não há outro nome para isto, e que não
há nada de louvável nesses atos”, disse Darwish. “Terror é o
comportamento de pessoas desesperadas, e os árabes não são
e não deveriam agir com desespero.”
Ela advertiu outra estudante muçulmana, trajando vestes islâmicas, “a
colocar de lado toda a bagagem com que todos nós viemos para os Estados
Unidos e tentar conhecer um estudante judeu ou estudante judia como um ser
humano e colega estudante”.
“
Eu comentei que esta é uma instituição educacional num
mundo livre e que esta é a chance deles (as) de aprender sobre assuntos
que são tabu na cultura árabe”, disse Darwish.
A reação ao seu discurso foi diversa, ela disse, mas ela descobriu
que “muitos estudantes árabes precisavam ouvir uma mensagem
diferente vinda de uma pessoa de origem árabe que apóia Israel.”
“
Eu acredito que muitos deles voltaram para casa com alguma coisa nova para
pensarem a respeito”, disse Darwish. “Sim, é correto ser
muçulmano e árabe e apoiar Israel.”
Este texto foi publicado originalmente em inglês em 24.5.2004 em WorldNetDaily.com
(www.worldnetdaily.com).Tradução de Gisella Gonçalves