Visão Judaica - Edição N° 25
:. Jovens árabes têm site da internet em defesa do Estado de Israel.:

 

“A diversidade não deveria ser uma virtude apenas nos Estados Unidos”

Reconhecendo o pouco apoio que Israel tem no mundo, árabes e muçulmanos que apóiam o Estado judeu estão desenvolvendo um novo site na Internet, o “ArabsforIsrael.com” (ÁrabesporIsrael.com)
Sua criadora, a autora Nonie Darwish, nascida no Oriente Médio, diz que “agora é a hora certa para que árabes e muçulmanos que acreditam e apóiam Israel de fato o fazerem”.
“ Israel tem poucos amigos nesta altura da história e eu quero transmitir a todos os israelenses e judeus do mundo que existem árabes e muçulmanos como nós, que os apóiam e desejam seu bem-estar”, diz Darwish, que é cidadã norte-americana.
Em sua declaração de princípios, “Árabes por Israel” diz que pode apoiar o Estado e a religião dos judeus “e ainda valorizar nossa cultura árabe e islâmica”.
“ Há muitos judeus e israelenses que livremente expressam compaixão e apoio aos palestinos”, diz o site. “Já é hora de nós, árabes, expressarmos compaixão e apoio recíprocos”.
O grupo diz que Israel “é um Estado legítimo que não representa uma ameaça, mas um patrimônio do Oriente Médio”.
Os palestinos não podem avançar [em sua luta], diz o site, por causa “de sua liderança, da Liga Árabe e dos países árabes e muçulmanos vizinhos, que não querem ver os palestinos vivendo em harmonia com Israel”.
“ Se os palestinos querem a democracia, eles podem começar a praticá-la agora”, diz o grupo. “Nos posicionamos firmemente contra o terrorismo suicida/homicida como uma forma de Jihad”.
Enfatizando que não é anti-islâmico, nem anti-árabe, e que não incita à guerra ou ao ódio, o grupo diz: “Nós valorizamos e apreciamos a beleza e as contribuições da cultura do Oriente Médio, mas reconhecemos que o mundo árabe/muçulmano precisa desesperadamente de uma autocrítica construtiva e de reformas”.
Darwish diz que em novembro passado ela falou numa série de palestras na Carnegie Mellon University denominada “Árabes por Israel”, e promovida pela Young Zionist Organization of América [Organização Sionista Juvenil da América].
Em sua palestra intitulada “Uma jornada egípcia do anti-semitismo e etnocentrismo à compreensão e ao apoio a Israel”, Darwish contou sobre sua infância em Gaza nos anos 1950, onde ela testemunhou o crescente terrorismo contra Israel.
Darwish disse que ela teve de superar anos de doutrinação ao ódio e ao anti-semitismo.
Após sua palestra, ela diz, uma estudante egípcia objetou ao fato de ela chamar “terrorismo” os assassinatos em massa de israelenses por palestinos suicidas dentro de Israel.
“ Eu disse a ela que não há outro nome para isto, e que não há nada de louvável nesses atos”, disse Darwish. “Terror é o comportamento de pessoas desesperadas, e os árabes não são e não deveriam agir com desespero.”
Ela advertiu outra estudante muçulmana, trajando vestes islâmicas, “a colocar de lado toda a bagagem com que todos nós viemos para os Estados Unidos e tentar conhecer um estudante judeu ou estudante judia como um ser humano e colega estudante”.
“ Eu comentei que esta é uma instituição educacional num mundo livre e que esta é a chance deles (as) de aprender sobre assuntos que são tabu na cultura árabe”, disse Darwish.
A reação ao seu discurso foi diversa, ela disse, mas ela descobriu que “muitos estudantes árabes precisavam ouvir uma mensagem diferente vinda de uma pessoa de origem árabe que apóia Israel.”
“ Eu acredito que muitos deles voltaram para casa com alguma coisa nova para pensarem a respeito”, disse Darwish. “Sim, é correto ser muçulmano e árabe e apoiar Israel.”
Este texto foi publicado originalmente em inglês em 24.5.2004 em WorldNetDaily.com (www.worldnetdaily.com).Tradução de Gisella Gonçalves

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