Por: Yossi Groisseoign

Universidade de Montreal denuncia boicote
Luc Vinet, reitor da Universidade de Montreal, juntou sua voz aos líderes de outras grandes universidades do Canadá e dos Estados Unidos na denúncia contra o boicote das universidades israelenses proposto pela União dos Professores de colégios e universidades britânicas aos seus membros. "Este tipo de boicote, que propõe cortar o diálogo entre intelectuais, é, na sua verdadeira essência, a negação dos valores universitários mais fundamentais — liberdade de expressão e a livre circulação de idéias. Qualquer que seja a opinião das pessoas sobre o conflito no Oriente Médio, as resoluções devem somente procurar pelo diálogo, não ações de exclusão como as sugeridas pela União dos professores britânicos". O UCU adotou a resolução pedindo aos seus membros que apóiem um boicote total contra todas as instituições universitárias israelenses em 30 de maio. (Universidade de Montreal).

Granier, da RCTV, agradece solidariedade
O presidente da RCTV, Marcel Granier, agradeceu ao deputado estadual Ney Leprevost e ao povo paranaense pela solidariedade expressada em prol da liberdade de expressão em seu país. A RCTV é a mais antiga rede de televisão da Venezuela e foi fechada recentemente, de forma antidemocrática e arbitrária pelo presidente Hugo Chávez. Granier fora convidado por Leprevost para vir ao Paraná e falar na Assembléia Legislativa sobre a importância da liberdade de expressão para o desenvolvimento da qualidade de vida e da justiça social no continente. Através de e-mail enviado a Leprevost, a assessoria de Granier informa que em breve estará se comunicando para agendar uma data para que ele venha ao Paraná. (Assessoria de Imprensa).

Israel libertará 250 palestinos
O primeiro-ministro Ehud Olmert disse no discurso de abertura da Conferência de Sharm el-Sheik na península de Sinai, que Israel libertará 250 prisioneiros do Fatah como ato de boa vontade. Ele assegurou que Israel não quer governar as vidas dos palestinos e que espera seja criado um Estado palestino ao lado de Israel”. Da conferência participaram além de Olmert o presidente palestino Mahmoud Abbas, o presidente egípcio Hosni Mubarak e o rei Abdullah da Jordânia. Os prisioneiros que serão libertados serão os que não têm “sangue nas mãos”, depois de assinarem compromisso de não voltar à violência. O conselheiro de Abbas, Saeb Erekat disse que os dois líderes vão criar um comitê para tratar de uma nova retirada israelense para as fronteiras de antes do início da segunda Intifada em 2000. (Agências)

Reunião do Parlatino: Terrorismo
O Centro Simon Wiesenthal esteve na 7ª Reunião da Comissão de Segurança Cidadania, Combate e Prevenção ao Narcotráfico, Terrorismo e Crime Organizado do Parlamento Latinoamericano – Parlatino —, em Lima (Peru) dias 21 e 22 de junho. No encontro, a presidente da Comissão, deputada Paola Spátola (Argentina) anunciou que a Comissão tratará numa futura reunião da proposta do Centro Wiesenthal que formula um adendo à Lei Marco contra o Terrorismo, aprovada pelo Parlatino em 2006, para incorporar a questão do terrorismo suicida, da perspectiva da campanha internacional que o Centro Wiesenthal está levando adiante para que esse tipo de ação criminosa seja considerada crime contra a humanidade. Em dezembro de 2006, uma delegação do Centro Simon Wiesenthal, liderada por seu diretor de Relações Internacionais, Shimon Samuels, firmou Acordo de Cooperação com o Parlatino, numa cerimônia realizada na sede do organismo em São Paulo. O Centro Wiesenthal foi representado em Lima por Sergio Widder, dirigente para a América Latina, e foi a única organização não governamental presente. (CSW).

Hezbolá investigado no Paraguai
O Centro Simon Wiesenthal pediu ao Ministério do Interior do Paraguai uma investigação sobre as atividades de apoio ao grupo terrorista Hezbolá em Ciudad del Este, na Tríplice Fronteira, onde esse país se limita com a Argentina e o Brasil. Em comunicado ao Ministério, o CSW cita um indivíduo chamado Mustafa Khalil Meri, que se manifesta simpatizante do Hezbolá e ameaça atos violentos, bem como o de outra pessoa identificada como responsável por uma mesquita em Ciudad del Este, que declarou que as mesquitas xiitas “têm a obrigação” de financiar o Hezbolá. Em carta ao Ministério do Interior, o CSW observa que “além da atividade criminosa que realiza no Oriente Médio, o Hezbolá foi apontado como o principal responsável pelos atentados terroristas contra a Embaixada de Israel e a sede da AMIA em Buenos Aires, em 1992 e em 1994, respectivamente”. (CSW).

Árabes israelenses a favor do Estado judeu
De acordo com uma pesquisa realizada recentemente entre a população árabe de Israel, 75% do setor apóia a definição de Israel como um Estado judeu e democrático, que garanta a igualdade para todos os seus cidadãos, enquanto que 23% do mesmo público se opõe e 2% restante não respondeu. A pesquisa foi encomendada pela associação "Constituição por Acordo", e foi efetuada pelo instituto Iafa. Os dados traduzem os resultados do estudo de opinião como uma prova de que se pode formular uma constituição que seja aceitável pela corrente central do setor árabe-israelense, mantendo-se a definição de Estado judeu e democrático. Na pesquisa participaram 507 pessoas e calcula-se que a margem de erro seja de mais ou menos 4%. (Tribuna Israelita/México)

Indonésia reconhece o Holocausto
A Indonésia, maior país muçulmano do mundo, reconheceu a existência do Holocausto. A decisão foi tomada num encontro apresentado como uma "anticonferência de Teerã" e presidido pelo ex-presidente indonésio Abdurrahamn Wahid. "Embora eu seja um bom amigo do presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, devo dizer que ele está equivocado. Ele falsificou a história", afirmou Wahid. O rabino Daniel Landes, diretor do Instituto de Estudos Judeus de Jerusalém, expressou sua satisfação, apesar da Indonésia não manter relações diplomáticas com Israel. Por sua vez, Abraham Cooper, rabino americano do Centro Simon Wiesenthal, assim se expressou: "Trata-se de uma oportunidade única para romper os estereótipos que estão arraigados no mundo muçulmano". A Indonésia, onde quase 90% dos 220 milhões de habitantes reivindicam um islã moderado, era "alvo" daqueles que negam o genocídio. Ahmad Suaedy, diretor do Instituto Wahid, uma associação que defende um islã moderado, revelou que "a maioria dos muçulmanos da Indonésia ignoram o que é o Holocausto". (Jornal Alef).

Grávida e mãe de 8 filhos queria se explodir
Fatima Zak, uma palestina grávida e mãe de oito filhos e sua sobrinha, e Ruda Habib, admitiram que planejavam um ataque suicida duplo em Israel. Elas foram detidas pelo serviço de segurança do país, o Shin Bet. O plano era ir de Gaza para a Cisjordânia, receber explosivos de militantes locais e então voltar a Israel para realizar os ataques.
Ambas passaram por avaliações psicológicas para averiguar se não são desequilibradas mentais. (Do noticiário).

Tel-Aviv inaugura Rua Oswaldo Aranha
Foi inaugurada em Tel-Aviv uma rua denominada Rechov Oswaldo Aranha em homenagem ao chanceler brasileiro que presidiu a Assembléia da ONU que aprovou a partilha da Palestina, abrindo caminho para a criação do Estado de Israel. A solenidade contou com a presença de familiares, como Luiz Oswaldo Aranha; de autoridades, como o embaixador do Brasil em Israel, Pedro Motta; a vice-prefeita de Tel-Aviv, Yael Dayan; e do adido militar do Brasil em Israel, coronel Ramos; além de brasileiros, como o apresentador Cid Moreira e Assíria do Nascimento, esposa do ex-jogador Pelé. Após a cerimônia, houve apresentação do Coral da Prefeitura de Tel-Aviv. (Jornal Alef/Jaime Barzellai).

Friedlander recebe prêmio da Alemanha
O Prêmio da Paz dos Livreiros Alemães foi atribuído ao historiador israelense Saul Friedlander por seus trabalhos sobre o Holocausto, entre cujas vítimas se contam os seus pais. A Associação dos Livreiros destaca que Friedlander, 74 anos, é um dos últimos historiadores que testemunharam a "perseguição e a destruição dos judeus na época do terror nazista na Europa". Ele permitiu que homens e mulheres reduzidos a cinzas fizessem ouvir uma queixa, um grito. Deu-lhes uma memória e os seus nomes", disse a instituição. Criado em 1950, o Prêmio da Paz dos Livreiros Alemães foi atribuído em 2006 ao ensaista e sociólogo alemão Wolf Lepenies, e em 2005 ao escritor turco Orhan Pamuk, que um ano mais tarde ganhou o Prêmio Nobel da Literatura. Saul Friedlander nasceu em 1932, em Praga, filho de pais judeus mortos em Auschwitz, sendo sobretudo conhecido pela sua obra "O Terceiro Reich e os Judeus", considerada uma síntese do seu trabalho como historiador. Após um primeiro volume sobre "Os Anos da Perseguição" (1933-1939), editado em 1997, acaba de publicar um segundo volume intitulado "Os Anos do Extermínio" (1939-1945). (Da internet).
 
Outro prêmio para Amos Oz
O escritor israelense Amos Oz foi agraciado dia 28/6, em Oviedo, Espanha, com o prêmio “Príncipe das Astúrias de Letras 2007” em reconhecimento "à defesa da paz entre os povos" que fez em sua obra, assim como pela "denúncia de todas as expressões do fanatismo". Em seu discurso, ele afirmou que durante 40 anos lutou "por um acordo histórico entre Israel e palestinos baseado na fórmula dos dois Estados nacionais: Israel ao lado da Palestina em paz e respeito mútuo". O júri foi presidido por Víctor García de la Concha, principal nome da Real Academia Espanhola da Língua. (El País).

Felipe Scolari em Israel
O técnico da seleção portuguesa de futebol, o brasileiro Luiz Felipe Scolari, visitou Israel e encontrou-se com o Prêmio Nobel da Paz Shimon Peres na véspera de sua eleição para Presidente. O treinador brasileiro disse que Shimon Peres — a quem desejou boa sorte nas eleições — "tem um carisma muito grande". Sobre a Fundação Shimon Peres, “Felipão” disse que "é um projeto em que todos estão envolvidos, sabendo que de alguma forma estão ajudando para que haja paz e integração de todos os povos no futuro. Participar disso me deixa muito feliz porque nunca imaginei que pudesse acontecer. Foi um momento que eu não tinha vivido nunca. Ponto alto desta visita e da minha vida". Na visita à fundação, acompanhou o trabalho desenvolvido com as crianças na escola de futebol, em que os professores "ensinam os fundamentos básicos, mas fundamentalmente alertando-os para que haja no futuro uma situação de tolerância". Scolari deu uma palestra a alguns treinadores israelenses e palestinos. Ele também fez uma visita ao Muro das Lamentações e deixou seu pedido entre as pedras. (Agência Lusa).

Sósia de Mickey é ‘morto’ em programa infantil
O sósia palestino do personagem da Disney Mickey Mouse, Farfur, foi ‘assassinado’ no último episódio de seu programa por um ator vestido de militar israelense. O trágico final foi ao ar no dia 29/6. O ratinho Farfur causou polêmica e chamou atenção pela semelhança com Mickey Mouse. A emissora de televisão Al Aqsa, controlada pelo Hamas, criou polêmica com a exibição do programa infantil, denunciado por Israel como uma tentativa de doutrinar as crianças contra os israelenses e os Estados Unidos. O programa "Os Pioneiros do Amanhã" tinha como protagonista o camundongo Farfur --um boneco quase idêntico a Mickey Mouse, personagem de Walt Disney. A companhia americana chegou a comentar o caso. O ratinho palestino ensinava ás crianças a odiarem a Israel e os judeus, e tecia comentários sobre os Estados Unidos. Farfur também ensinava às crianças os preceitos do Islã. No episódio final, o militar tentava comprar as terras de Farfur. O ratinho reagiu e o chamou de "terrorista". Os dirigentes da emissora disseram que Farfur foi morto para dar lugar a novos programas da emissora. No entanto, o conteúdo substitutivo não foi anunciado. (Associated Press).

Putin colabora com museu judaico da Rússia
O presidente russo Vladimir Putin, prometeu contribuir com um mês de seu salário para a construção do primeiro museu judaico da Rússia. Num encontro com o grande rabino da Rússia, Berl Lazar, Putin além da doação prometeu seu apoio moral à iniciativa. Ele acredita que seu exemplo seja seguido por empresários: "muitos vão querer apoiar este projeto, que contribui para a paz e a concórdia entre todas as religiões, que é a pedra angular de nosso país multinacional e multi-religioso". Durante o encontro, o rabino Lazar destacou: "Há vários anos vimos falando de criar o museu judaico da Rússia, o "Museu da Tolerância", e é algo que agora urge como nunca". O museu vai relatar a longa história dos judeus na Rússia e sua contribuição à sociedade do país, bem como "educar a geração jovem no espírito da tolerância", em alusão ao crescimento da xenofobia nos últimos anos. O museu será útil para o povo russo e servirá de argumento contra aqueles que querem "reescrever a História", afirmou o rabino. (Jornal Alef)