Por: Yossi Groisseoign

Mais de mil protestam contra o Irã
A B’nai B’rith da Alemanha participou da organização e do protesto, que reuniu mais de mil pessoas em Nuremberg, onde a seleção de futebol iraniana estreava na Copa do Mundo. A manifestação contra o regime iraniano e o presidente Mahmoud Ahmadinejad objetivou mostrar que o Irã não é apenas uma ameaça para Europa e para Israel, mas para todo o mundo, e que a Alemanha não aceita a negação do Holocausto, nem a posição do governo do Irã de que o Estado de Israel não tem direito de existir. O primeiro-ministro da Baviera, Günter Beckstein disse: "Deixamos claro que a Baviera e a Alemanha, como o resto do mundo, estão ao lado de Israel e dos judeus". Muitas bandeiras israelenses tremulavam na multidão, da qual participaram políticos alemães e dissidentes iranianos que carregavam também bandeiras do país de antes da revolução. (B’nai B’rith Europa).

Israel lucra com bandeiras do Irã
Uma empresa têxtil israelense aumentou sua produção desde o início da Copa do Mundo graças à enorme demanda de bandeiras iranianas proveniente dos países islâmicos, devido à participação do Irã na Copa deste ano. Segundo o diário econômico The Marker, a empresa de Kfar Saba, em Israel, especializada na produção de bandeiras, aumentou seus ganhos graças à participação da seleção do Irã nos jogos da Alemanha. Um dos dirigentes da empresa explicou que diante da enorme demanda de bandeiras, os fabricantes egípcios e jordanianos não puderam abastecer todo o mercado e pediram ajuda urgente à companhia israelense para satisfazer os torcedores. (Agência Ansa).

Jogadores de Gana e Israel
Os ganenses John Pantsil e Emmanuel Pappoe comemoraram a vitória sobre a República Tcheca (2 x 0) com uma bandeira de Israel, no meio e no final da partida disputada dia 17 de junho na Copa do Mundo. Os dois jogam futebol em Israel.  Pappoe, que ficou no banco, pertence ao Hapoel Kfar Saba, e Pantsil, que fora escalado para a partida, joga no Hapoel Tel Aviv. Após o jogo, explicitou o carinho que sente por Israel: "Eu amo os torcedores de Israel e por isso resolvi fazer essa homenagem com a bandeira. Jogo pelo Hapoel e já defendi o Maccabi Tel Aviv e todos os torcedores sempre me deixaram muito feliz. Eu quero fazer o mesmo por eles". (Jornal Alef).

Acaba o boicote britânico
Acabou o boicote acadêmico declarado em maio pelos membros do NATFHE maior sindicato acadêmico da Grã Bretanha a professores e instituições de ensino israelenses que não declarassem publicamente seu repúdio à política israelense em relação aos territórios. No dia seguinte à resolução, 30 de maio, a AUT (Associação de Professores Universitários), segundo maior sindicado da categoria, anunciou que não endossava a resolução e advertiu seus membros para não implementá-la. A União dos dois sindicatos em uma nova associação denominada UCU fez com que o boicote terminasse. A ministra israelense da Educação, Yuli Tamir, disse ser necessário reforçar o relacionamento entre Israel e a Grã Bretanha para evitar que isto se repita. 
(Jerusalem Post).

Croácia e incidentes anti-semitas
O presidente do Congresso Judaico Europeu conclamou a Croácia a adotar leis severas contra o anti-semitismo, após uma série de incidentes com os judeus no país. Pierre Besnainou disse que na União Européia à qual a Croácia espera juntar-se em 2009, temos cada vez mais leis contra o anti-semitismo e esperamos que a Croácia adote tais leis para que os responsáveis pelos incidentes possam ser punidos. Recentemente a comunidade judaica croata recebeu duas cartas com ameaças, negando o Holocausto e ofendendo os judeus. E, em Zagreb, a assistente do rabino Zvi Eliezer Alonie foi empurrada e atacada verbalmente por um grupo de skinheads que usavam símbolos nazistas. O país possui legislação punindo a glorificação do nazismo e do fascismo. (B´nai B´rith Europa).
 
Filme israelense premiado
O filme israelense "Que Lugar Maravilhoso" foi o grande vencedor da 22ª edição do Festróia, ao ganhar o Golfinho de Ouro como Melhor Filme e o Golfinho de Prata para o Melhor Realizador. O filme de Eyal Halfon, segue quatro histórias cruzadas, tentando alertar para a importância do contacto e da compreensão interétnica nas relações humanas e o tratamento discriminatório de que são alvos os imigrantes que fazem os trabalhos que mais ninguém quer fazer num país. O Festival de Cinema de Festróia que acontece anualmente em Setúbal, Portugal este ano contou com a participação de 180 películas representando 48 países. O objetivo principal do Festróia. é mostrar ao público português os filmes que em geral não passam nos circuitos comerciais. (C7nema.net).

Israel não é responsável pelas mortes
Uma comissão do Exército israelense investigou a morte de sete civis palestinos numa praia na Faixa de Gaza. A hipótese provável é a de que as mortes foram causas pela explosão de uma mina para evitar uma infiltração terrestre por parte dos israelenses. Segundo as investigações, as marcas dos feridos palestinos que foram levados a hospitais israelenses mostram que os explosivos não foram fabricados em Israel. Antes disso, enquanto jornais israelenses noticiavam que o primeiro-ministro Ehud Olmert ordenou a apuração dos fatos e pediu desculpas aos palestinos, os jornais brasileiros publicaram que Olmert disse estar ‘arrependido’, como se tivesse sido um ato premeditado! (Jerusalem Post/El Reloj.com).
 
Casal homenageado: ’Justos entre as Nações’
Na primavera de 1939 um casal deixou seus filhos nos EUA e partiu para a Europa ocupada pelos nazistas, onde salvou mais de 2.000 pessoas, muitas das quais judias, entre outros perseguidos pelo regime, mesmo sendo seguidos de perto pela Gestapo. Waitstill Sharp, ministro religioso da Igreja Unitária, e sua esposa Martha, assistente social, foram para Praga, onde estava a sede mundial da instituição a qual pertenciam, estabelecendo uma rede subterrânea de voluntários e agências para ajudar os refugiados a deixarem a cidade. Guiados pela fé e humanitarismo, viajaram pela Europa pressionando autoridades de embaixadas a fornecerem documentos de emprego, necessários para emissão de vistos de emigração. A homenagem, com o título de ‘Justos entre as Nações’, é outorgada pelo Yad Vashem, Museu do Holocausto. (Jerusalem Post).

Suprema Corte rejeita apelação
A Suprema Corte de Justiça de Israel rejeitou recurso apresentado por um torcedor de futebol condenado por um juizado de Jerusalém por ter gritado “Morte aos árabes” contra um jogador dessa origem durante uma partida de futebol. Um juiz havia condenado o jovem a 250 horas de serviços comunitários e a pagar uma multa de 1.000 shekels pela agressão verbal feita a partir das arquibancadas do estádio. O tribunal recusou a apelação com o argumento de que o grito de ‘morte aos árabes’ é uma expressão racista e perigosa. O presidente de turno do tribunal, Edmond Levy, sustentou na sentença que “deve-se condenar sem pretexto esse tipo de expressões e combatê-las desde sua raiz”. (jornal Aurora).

Suprema Corte II
Quatro anos atrás, Shmuel Tahan, torcedor do Betar Jerusalém foi acusado e processado por incitação ao racismo e à violência no Estádio Teddy. Tahan apelou da medida dizendo que a polícia o tinha discriminado, já que outros torcedores do Betar Jerusalém gritaram lemas similares contra os árabes, mas só ele foi preso.
Após a recusa da Corte de Apelação de Jerusalém, o acusado peticionou à Suprema Corte. O juiz Levy disse que “desafortunadamente os gritos de morte aos árabes é algo que está se tornando comum nos campos de futebol e os torcedores muitas vezes perdem o controle”. Tomando como caso particular a punição exemplar tomada contra Tahan, Levy ressaltou: “Devemos tomar todas as precauções e decisões possíveis para erradicar o fenômeno do racismo no esporte, ainda que tenhamos que castigar as centenas de torcedores que cometem esse e outros tipos de atos xenofóbos”. (jornal Aurora).

Justiça para Iara Iavelberg
Iara Iavelberg, militante judia que se levantou contra o regime militar, foi morta em 20 de agosto de 1971. A versão oficial de que Iara havia se suicidado, fez com que seu caixão, entregue à família lacrado, fosse enterrado sem nenhum ritual religioso, no local destinado aos suicidas no Cemitério Israelita do Butantã, em São Paulo. Trinta e cinco anos após muita luta, seus restos mortais foram enterrados de maneira digna, em cerimônia conduzida pelo rabino Henry I. Sobel, presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista - CIP. (Conib).
 
Iara e a vitória moral da liberdade
“Foi realmente uma importante restituição póstuma da dignidade de Iara. Trinta e cinco anos após sua morte trágica, conseguimos corrigir a desonra à qual Iara foi submetida por ocasião de seu sepultamento em 1971. Ela não foi vítima de si própria”, destacou o rabino Sobel no Cemitério Israelita do Butantã, que acrescentou: “foi vítima da crueldade de um regime militar ditatorial. Na presença de parentes e amigos de Iara, celebramos a vitória moral da liberdade”. Finalmente, Iara poderá descansar em paz. (B’nai B’rith).

Mais dois seqüestros
Oito soldados israelenses morreram num ataque dia 12/7, quando terroristas do Hezbolá invadiram o norte de Israel e capturaram dois soldados perto da fronteira. Em resposta, forças israelenses entraram no sul do Líbano em busca de seus militares. Doze israelenses foram feridos nos ataques, dois deles gravemente. O Hezbolá disparou mísseis e obuses e o Exército israelense revidou com a artilharia contra alvos da organização. Os Katyusha caíram em várias localidades no norte de Israel, atingindo a cidade de Zarit e provocando um incêndio em Shtula. O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, considera o governo libanês diretamente responsável pelo destino dos dois soldados israelenses que Hezbolá capturou. "O governo libanês será responsabilizado pelas conseqüências do ataque”, disse. Para o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, “o ataque do Hezbolá na fronteira é um ato de guerra do Líbano” e prometeu uma "ampla e muito dolorosa" resposta militar. (O Globo/ Jerusalem Post).