Situação no Oriente Médio


 

Na manhã de 12 de julho de 2006 Is­rael foi atacado por foguetes e terroristas do Hezbolá vindos do Líbano, resultando na morte de três soldados israelenses, dois feridos e dois soldados seqüestrados. Nos esforços para recuperar os soldados seqüestrados, um tanque israelense foi atingido, matando quatro soldados. Nas últimas horas, as Forças de Defesa de Israel atacaram, por ar e terra, posições do Hezbolá no Líbano.
O Hezbolá é uma organização terrorista que faz parte do governo libanês. A comunidade internacional, incluindo o Conselho de Segurança das Nações Unidas, tem exigido diversas vezes do governo libanês que o Hezbolá deponha suas armas. Eles não o fizeram, agora os resultados podem ser vistos. Israel vê o governo libanês como responsável por essa agressão e como conseqüência Israel tem que defender seus cidadãos, e continua tendo esperança de que haja paz na região.
O ataque foi contra cidadãos israelenses – civis e militares – em solo soberano de Israel.  Nestas circunstâncias, Israel não teve alternativa a não ser defender seu território e cidadãos. Por essa razão, Israel agora está reagindo a um ato de guerra de um estado soberano vizinho. O propósito da operação de Israel tem dois objetivos – o de libertar seus soldados seqüestrados e acabar com a ameaça terrorista em sua fronteira norte.O Líbano como responsável pela situação deve aceitar as conseqüên­cias de tais atos.
A Síria abriga em sua capital Damasco, os quartéis-generais de diversos grupos terroristas jihadistas palestinos, incluindo o Hamas. Essas instalações oferecem abrigo e apoio logístico ao líder do Hamas, Khaled Mashaal, que mora na cidade há muitos anos. A partir de Damasco, Mashaal comanda terroristas nos territórios palestinos, os quais executam inúmeros ataques terroristas contra Israel e seus cidadãos, incluindo o bombardeio do sul de Israel com foguetes Kassam e a infiltração terrorista recente que resultou no seqüestro do cabo Gilad Shalit. A Síria também fornece apoio ao Hezbolá, incluindo a transferência de armas, munição e homens através do aeroporto de Damasco e do cruzamento da fronteira para o Líbano. O Hezbolá não seria capaz de operar no Líbano sem o apoio claro da Síria.
Pressão contra a Síria e o Irã
Há um amplo consenso no cenário internacional de que o terror da jihad é uma ameaça global que deve ser confrontada com determinação e firmeza. Os governos estrangeiros e organizações internacionais devem pressionar esses regimes, assegurando que eles entendam que pagarão, em todo o mundo, um preço tremendamente alto por seu apoio ao terrorismo.
É responsabilidade do governo do Líbano cumprir suas obrigações como estado soberano e estender seu controle sobre seu próprio território, de acordo com as resoluções nº 425 e nº1559 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Através dessa operação, Israel espera que o governo de Beirute tome uma atitude, e facilite  esse controle providenciando encorajamento internacional e condições operacionais favoráveis ao desarmamento do Hezbolá e o deslocamento do exército libanês para o sul, em direção à fronteira israelense-libanesa. Um membro ativo do governo libanês, Mohammed Phenis, Ministro da Energia e da Água, é integrante da organização terrorista Hezbolá. Em 13 de julho, o primeiro-ministro do Líbano, Fouad Sinio­ra, disse que seu governo não é responsável pela atividade do Hezbolá porque não foi previamente informado de suas intenções. Enfim, pode dizer-se que “se colhe o que se semeia”.
Israel tem como alvo apenas construções que servem diretamente às organizações terroristas em ataques contra Israel e também alvejou as pistas do aeroporto internacional de Beirute porque as mesmas servem ao reabastecimento de armas e munições do Hezbolá. E atingiu também edifícios como os estúdios de televisão do Hezbolá, que são um meio vital de comunicação para os terroristas. Os terroristas propositadamente se esconderam e armazenaram seus mísseis em áreas residen­ciais, colocando em risco as populações civis nas cercanias. Em cada caso, Israel está tomando um cuidado extremo para reduzir ao mínimo o risco que a população civil corre.
Conflito em duas frentes relacionadas
O secretário-geral do Hezbolá, Hassan Nasrallah, em sua coletiva de imprensa após o ataque de 12 de julho, apresentou uma lista de demandas para a libertação dos soldados israelenses seqüestrados. Isso inclui uma exigência para a libertação de terroristas do Hamas, como também membros do Hezbolá. Isso indica que o nível de coordenação desses dois grupos terroristas da jihad, não é apenas ideológico, mas também operacional.
Após o ataque do dia 12 de julho proveniente do Líbano, o Primeiro-Ministro de Israel, Ehud Olmert, declarou que “Israel não cederá à extorsão e não negociará com terroristas a vida de soldados israelenses”.