Existe um e-mail que circula muito
na Internet, que fazendo uma gozação com os
nomes de políticos
conhecidos brasileiros e diz: “eu sou do tempo que
fulano era isso e sicrano aquilo”, etc..., comparando
estes com objetos e coisas que tem nomenclaturas parecidas.
Pois é, eu de forma semelhante, sou do tempo que ativista
comunitário não explodia bombas. Eu sou da
era que militantes eram do greenpeace, ou de organizações
políticas. Não amarravam cinturões bomba
em torno de seu próprio corpo e saiam matando gente
por aí.
É
absurdo que a mídia incentive este tipo de coisa.
Ao realizar tais ações, os veículos
de imprensa legitimizam o terror, dando-lhes uma causa que
não têm, e minimizando as ações
criminosas de seus perpetradores.
Mais sintomático: este tipo de comportamento só ocorre
quando os atentados suicidas são realizados em Israel.
Terrorista não é terrorista, quando a vítima é israelense.
Hoje é dia sete de julho de 2005. Mais um dia que
vai ficar na história. Como 11 de setembro e 11 de
março de outros anos. Hoje, a crueldade atingiu o
coração de Londres. Quatro explosões.
Um ônibus e três estações de metrô.
Até o momento 50 mortos e centenas de feridos. A Al-Qaeda
assumiu os atentados. Mas de quem realmente é a culpa
por esta situação?
Até bem pouco tempo atrás, “ativistas,
militantes, insurgentes e rebeldes” explodiam ônibus
em Jerusalém. O mundo se omitiu, quando não
foi mais longe e culpou a vítima – Israel – por
esta situação. Por conta de seu silêncio,
hoje seus parceiros e comparsas atacam ônibus e estações
de metrô na Inglaterra; explodem bombas em trens de
Madrid.
Existe um ditado que diz que o que acontece primeiro com
os judeus, depois atinge o mundo inteiro. Foi assim com o
nazismo, e é desta maneira que está ocorrendo
com o totalitarismo terrorista islamo-fascista.
Na época do nazismo tivemos uma Noite dos Cristais.
Hitler,I’S”, testou seu poder e a reação
do mundo diante da perseguição e morte de judeus.
O mundo se calou e os nazistas sentiram que podiam ir adiante
com seu plano de extermínio e solução
final dos judeus. Dia 9 de novembro de 1938, já que
falamos tanto em datas. O mundo pagou caro por esta omissão.
Além do Holocausto propriamente dito, ainda assistiu
a morte, a perda de 50 milhões de pessoas em uma guerra
inútil protagonizada pelo monstro e seus asseclas.
Hoje, a Noite dos Cristais se transformou em Anos de Cristais.
Israel se tornou o laboratório dos nefandos terroristas
islâmicos. Além de testar explosivos e formas
de se realizar atentados propriamente, eles testaram também
o silêncio e a conivência do mundo.
Mais uma vez as forças do mal se saíram vitoriosas.
A Torá alerta que aquele que vê uma pessoa ser
perseguida e não faz nada para ajudá-la, é tão
culpado pelo derramamento de seu sangue quanto aquele que
perpetra a violência em si. Mas isto não parece
afetar muito o mundo, que não se dá conta sequer
de que vão (o resto da humanidade) se tornar as próximas
vítimas.
Funcionou no Estado Judeu, e por isso foi exportado para
a Argentina, para o Quênia, Bali, EUA, Espanha, Iraque,
e agora Inglaterra. Quem será a próxima vítima?
Faça você leitor sua parte. Não se omita.
Proteste ao menos contra a minimização destes
atos criminosos realizados em Israel por parte da mídia.
Não custa nem trinta segundos do seu tempo. Junte-se
ao De Olho Na Mídia na petição contra
o “bom terrorismo”, clicando e colocando o seu
nome no abaixo-assinado contra o uso de termos como ativista
e militante quando o caso é para se referir a terroristas.
O endereço é http://deolhonamidia.org.br/Peticoes/mostraPeticao.asp?atual=true
(ou entrando em www.deolhonamidia.org.br e clicando no banner
da petição). Sua consciência, e a nossa,
agradecem.
* Daniel Benjamin é jornalista, trabalha no site
de combate a distorção na imprensa, "De
Olho na Mídia" (www.deolhonamidia.org.br) e como
coordenador do movimento juvenil Betar de SP. Ainda exerce
voluntariamente cargos de Hasbará na Organização
Sionista de SP, Espaço K e Aish Brasil, e como orador
nas sinagogas Beit Menachem e Kehilat Achim Tiferet. Possui
um livro publicado na internet sobre neonazismo digital:
www.varsovia.jor.br