O terror dos “ativistas e militantes”

Por: Daniel Benjamin Barenbein

Existe um e-mail que circula muito na Internet, que fazendo uma gozação com os nomes de políticos conhecidos brasileiros e diz: “eu sou do tempo que fulano era isso e sicrano aquilo”, etc..., comparando estes com objetos e coisas que tem nomenclaturas parecidas. Pois é, eu de forma semelhante, sou do tempo que ativista comunitário não explodia bombas. Eu sou da era que militantes eram do greenpeace, ou de organizações políticas. Não amarravam cinturões bomba em torno de seu próprio corpo e saiam matando gente por aí.

É absurdo que a mídia incentive este tipo de coisa. Ao realizar tais ações, os veículos de imprensa legitimizam o terror, dando-lhes uma causa que não têm, e minimizando as ações criminosas de seus perpetradores.
Mais sintomático: este tipo de comportamento só ocorre quando os atentados suicidas são realizados em Israel. Terrorista não é terrorista, quando a vítima é israelense.

Hoje é dia sete de julho de 2005. Mais um dia que vai ficar na história. Como 11 de setembro e 11 de março de outros anos. Hoje, a crueldade atingiu o coração de Londres. Quatro explosões. Um ônibus e três estações de metrô. Até o momento 50 mortos e centenas de feridos. A Al-Qaeda assumiu os atentados. Mas de quem realmente é a culpa por esta situação?

Até bem pouco tempo atrás, “ativistas, militantes, insurgentes e rebeldes” explodiam ônibus em Jerusalém. O mundo se omitiu, quando não foi mais longe e culpou a vítima – Israel – por esta situação. Por conta de seu silêncio, hoje seus parceiros e comparsas atacam ônibus e estações de metrô na Inglaterra; explodem bombas em trens de Madrid.

Existe um ditado que diz que o que acontece primeiro com os judeus, depois atinge o mundo inteiro. Foi assim com o nazismo, e é desta maneira que está ocorrendo com o totalitarismo terrorista islamo-fascista.

Na época do nazismo tivemos uma Noite dos Cristais. Hitler,I’S”, testou seu poder e a reação do mundo diante da perseguição e morte de judeus. O mundo se calou e os nazistas sentiram que podiam ir adiante com seu plano de extermínio e solução final dos judeus. Dia 9 de novembro de 1938, já que falamos tanto em datas. O mundo pagou caro por esta omissão. Além do Holocausto propriamente dito, ainda assistiu a morte, a perda de 50 milhões de pessoas em uma guerra inútil protagonizada pelo monstro e seus asseclas.

Hoje, a Noite dos Cristais se transformou em Anos de Cristais. Israel se tornou o laboratório dos nefandos terroristas islâmicos. Além de testar explosivos e formas de se realizar atentados propriamente, eles testaram também o silêncio e a conivência do mundo.

Mais uma vez as forças do mal se saíram vitoriosas. A Torá alerta que aquele que vê uma pessoa ser perseguida e não faz nada para ajudá-la, é tão culpado pelo derramamento de seu sangue quanto aquele que perpetra a violência em si. Mas isto não parece afetar muito o mundo, que não se dá conta sequer de que vão (o resto da humanidade) se tornar as próximas vítimas.

Funcionou no Estado Judeu, e por isso foi exportado para a Argentina, para o Quênia, Bali, EUA, Espanha, Iraque, e agora Inglaterra. Quem será a próxima vítima?

Faça você leitor sua parte. Não se omita. Proteste ao menos contra a minimização destes atos criminosos realizados em Israel por parte da mídia. Não custa nem trinta segundos do seu tempo. Junte-se ao De Olho Na Mídia na petição contra o “bom terrorismo”, clicando e colocando o seu nome no abaixo-assinado contra o uso de termos como ativista e militante quando o caso é para se referir a terroristas. O endereço é http://deolhonamidia.org.br/Peticoes/mostraPeticao.asp?atual=true (ou entrando em www.deolhonamidia.org.br e clicando no banner da petição). Sua consciência, e a nossa, agradecem.

* Daniel Benjamin é jornalista, trabalha no site de combate a distorção na imprensa, "De Olho na Mídia" (www.deolhonamidia.org.br) e como coordenador do movimento juvenil Betar de SP. Ainda exerce voluntariamente cargos de Hasbará na Organização Sionista de SP, Espaço K e Aish Brasil, e como orador nas sinagogas Beit Menachem e Kehilat Achim Tiferet. Possui um livro publicado na internet sobre neonazismo digital: www.varsovia.jor.br