Preso em Foz do Iguaçu líder do Hamas

Acusado de ser um dos líderes do grupo terrorista palestino Hamas, Saiel Bashar Yahya Al Atary, foi preso dia 18 de junho na área da Tríplice Fronteira, (entre Brasil, Paraguai e Argentina) por agentes da Polícia Federal brasileira em Foz do Iguaçu, na esteira das investigações contra uma quadrilha vinculada a fraudes com cartões de crédito, falsificação de documentos e narcotráfico.

Outras 21 pessoas consideradas simpatizantes do extremismo islâmico também foram detidas. Segundo notícia publicada pelo jornal paraguaio ABC, o objetivo da investigação foi prender Saiel Bashar Yahya Al Atary, o chefe do Hamas na zona da Tríplice Fronteira, de acordo com informações dos agentes da Polícia Federal aos seus colegas da Polícia Antiterrorismo do Paraguai.

Alguns dos principais suspeitos presos foram identificados como Hicham Abdul Rahman, Khalil Badrum, Mahmoud Bachar Atary, Mohamad Hassan El Said y Bilal Saki Abdel Fatah Shejade, todos simpatizantes do Hamas. Mamoun Ismail Shejade, Moustapha Ismail Shejade, Jihad Baalbaki, Alal Jamal Yamil Amer e Nadauf Al Moutylrl também figuram na lista das pessoas detidas na véspera numa ação planejada e executada pela PF de Foz do Iguaçu e outras cidades do país.

As autoridades confirmaram também a captura de Maher Nasser El Din, vinculado ao libanés Sobhi Mamoud Fayad, atualmente condenado por evasão e isolado em local específico da Polícia Federal.

As operações foram desencadeadas para desbaratar quadrilhas dedicadas às fraudes com cartões de crédito, falsificação de documentos, narcotráfico e outras atividades ilícitas descobertas a partir das remessas de volumosas somas de dinheiro da Tríplice Fronteira para contas de supostos grupos que operam com bancos do Oriente Médio. Saiel Atary é considerado um dos mais radicais líderes antiisraelense na região de Foz e dirigente do Hamas. Ele freqüentava uma mesquita em Ciudad del Este, Paraguai, com seu sócio Said Al Taijen, outro líder espiritual islâmico nas Três Fronteiras. Segundo informações, Atary agia com documentos jordanianos, libaneses, kuwaitianos, brasileiros e paraguaios.

Embora a notícia não tenha repercutido na grande imprensa brasileira com a devida atenção, as prisões em Foz do Iguaçu ocorreram alguns dias após de ser desbaratada uma quadrilha libanesa de tráfico internacional de drogas que operava em São Paulo e no litoral paulista.