|
Por:Antonio
Carlos Coelho O SANTO SEPULCRO Jerusalém é a cidade santa para as três
religiões monoteístas: judaica, cristã e
muçulmana. Nela encontramos três monumentos significativos
para cada um dos credos. Nas edições anteriores
falamos sobre o Muro Ocidental e sua importância para o
judaísmo. Também tratamos do Domo da Rocha, local
que recorda a subida de Maomé aos céus. Nesta edição é a
vez do Santo Sepulcro, importante santuário da fé cristã.
Basílica do Santo Sepulcro, assim é conhecida a
mais importante igreja cristã em Israel. Sua construção
teve início após a descoberta da suposta cruz de
Jesus por Santa Helena, no século 4. Segundo se conta,
Santa Helena teria sido guiada para o local do precioso achado
pelas características topográficas do local (o
Monte Calvário), e pelo costume de se colocar flores no
local da crucificação. No local do Santo Sepulcro
foram encontradas diversas tumbas escavadas na rocha, tal como
se fazia no primeiro século da era comum, o que é um
forte indicativo da veracidade do local.
Durante o período da dominação romana, no
local que hoje se encontra a Basílica, existiu um templo
pagão do século 2. Sobre este, por ordem de Constantino,
em 326, teve inicio a construção do templo cristão,
inaugurado em 335. Em 1009 foi destruído quase que totalmente
pelo califa Hakem. Foi reconstruído em 1048 por Constantino
Monômaco, mas suas características atuais são
do século 12, quando os cruzados ocuparam Jerusalém.
O Santo Sepulcro abriga em seu interior uma série de capelas,
grandes e pequenas, das diversas denominações cristãs.
As capelas maiores pertencem aos católicos latinos, aos
gregos ortodoxos e aos ortodoxos armênios. As capelas menores
aos coptas, sírios, etíopes. No interior da Basílica
estão as cinco últimas estações da "via
sacra" (ler na edição de junho, nº 25).
A última estação refere-se à Ressurreição,
venerada no centro da Basílica, onde se encontra o possível
local do túmulo de Jesus.
Dentro da Basílica encontram-se também, a venerada
Pedra da Unção, situada logo na entrada principal,
e inúmeros mosaicos do período bizantino, destacando-se
o da capela de Santa Helena, no pavimento inferior da Basílica.
A arquitetura da Basílica do Santo Sepulcro, pela sua
mescla de estilos, resultado de destruições, reconstruções
e reformas, traduz grande parte da história da religião
cristã. E, pela quantidade de capelas, pela diversidade
de expressões da cultura religiosa, a Basílica é um
exemplo da universalidade da fé cristã. * Antonio Carlos Coelho é professor e diretor do Instituto
Ciência e Fé.
|