O Diário de Pernambuco publicou em 27/6 uma coluna de Sebastião
Nery, um contumaz crítico de Israel [até aí nada
demais]. Desta vez, porém tentou deslegitimar o sionismo
[e aí assume seu racismo aos judeus, que ele não
quer chamar de anti-semitismo]. O autor, afirma que os israelenses
e os nazistas têm métodos semelhantes, refere-se ad
nauseam a Sharon como Hitler e inventou sua própria definição
de sionismo: “É um movimento judaico invasor, colonizador,
imperialista, que acha que os judeus são uma raça
sagrada, com direito a fazer o que quiser, já que são
os prediletos de D-us". Nery sabe muito bem, pois não é analfabeto,
que o sionismo é um movimento que prega a igualdade dos
judeus diante dos outros povos e sempre lutou pelo direito básico
como qualquer outra nação do mundo: a autodeterminação
em sua terra natal. Mas seu anti-semitismo o torna um desmemoriado.
Uma resposta à altura foi a do professor David Rosenthal,
da PUC de Pernambuco, que reproduzimos nesta edição.
Falando em Curitiba, dias atrás, o jornalista Alberto Dines
comentou a respeito do comportamento de Nery: “Talentoso,
mas faz qualquer negócio...” Palavras que dizem tudo!
Ainda estamos sob o efeito da brilhante mensagem e da clarividência
de Pilar Rahola, que em maio falou em Curitiba: “O fenômeno
do anti-semitismo no mundo atual tem a ver com a universidade,
a intelectualidade e o jornalismo”. Para ela, os organismos
que deveriam alimentar a tolerância, elevar a inteligência
e consolidar o pensamento crítico se converteram em porta-vozes
da negação do pensamento e do crescimento da intolerância.
Ela contou um episódio ocorrido no Brasil que poucos ficaram
sabendo. Tinha uma conferência na Universidade de São
Paulo (USP), mas quando o reitor soube que sua fala sobre o Oriente
Médio não seria o clássico da esquerda e que,
portanto, não chegaria e diria que Israel é um Estado
opressor, terrível e malévolo e que a Palestina tem
toda as vitimologias da História, disse que sua posição “poderia
confundir os alunos” e negou a conferência. Ou seja,
uma universidade que deve ser o fórum natural da discussão,
onde criamos pensadores, se converte numa instituição
destinada somente a adestrar e a substituir idéias por lemas
e falsidades como a de que o terrorismo islâmico nasce da
fome, do desespero e não da resolução dos
conflitos. Não! O terrorismo islâmico é de
ricos, está vinculado aos grandes oligarcas, tem a haver
com fanáticos que têm telefone via satélite
conectados com a Idade Média. Não é uma guerra
dos povos pela liberdade, mas uma guerra contra a liberdade. Não é um
terrorismo libertador, é um terrorismo contra a liberdade.
E agora temos a condenação da cerca pela questionável
decisão da Corte Internacional de Justiça em Haia.
Todos sabem que a conivência da Autoridade Palestina com
o terrorismo, hoje conhecida pelo mundo, forçou Israel a
construir a cerca, que em alguns poucos trechos é um muro,
mas cuja única função é estabelecer
uma barreira que impeça os terroristas de atingir a população
civil em Israel. Todos, até mesmo os 15 juízes de
Haia, principalmente aqueles de origem árabe, incluindo-se
entre eles o brasileiro Francisco Rezek, que em entrevista ao jornal
O Estado de S. Paulo procurou, por meio de firulas jurídicas
e jogo de palavras, justificar o injustificável. “Por
mais que não gostemos, a Lei da Física da ‘Ação
e Reação’ não se aplica somente à explicação
dos fenômenos físicos”, escreveu ao Fórum
dos Leitores do “Estadão”, Pedro Paulo Kovesi,
assessor da B’nai B’rith do Brasil. De fato, é no
mínimo curioso que a Corte de Haia condene a reação
de Israel ao terrorismo, sem no entanto condenar as ações
terroristas que ocasionaram esta reação. Acompanhe
nesta edição de Visão Judaica tudo sobre a
cerca.
Visão Judaica continua recebendo mais e mais pedidos de envio do jornal.
Mas não estamos mais dando conta das despesas desse mailing com recursos
próprios. Por isso, a partir da próxima edição
precisaremos cobrar as solicitações de remessa, através
de assinaturas, a um preço módico. Veja nas páginas internas
do jornal.
A Redação