Nos últimos meses houve uma dramática redução
de 90% nos ataques efetuados pelas organizações
terroristas palestinas, conforme demonstram as estatísticas.
Essa tendência não provém do desejo das organizações
terroristas em diminuir os ataques perpetrados contra a população
de Israel, ou de um esforço da Autoridade Palestina para
preveni-los, mas tão somente da decisão de Israel
em construir a cerca de segurança contra-terroristas e
sua guerra contra as organizações de terror e a
sua infra-estrutura.
Isto é especialmente significativo, porquanto onde quer
que a cerca tenha sido completada, as organizações
terroristas não tiveram mais sucesso para cruzá-la.
A cerca de segurança está satisfatoriamente cumprindo
seu único propósito: o de poupar vidas. Já foram
salvas as vidas de muitos israelenses como resultado direto do
estabelecimento da cerca anti-terroristas.
Comparação
Uma comparação do número de ataques terroristas
em Israel, perpetrados a partir da Samária, após
a construção da cerca de segurança, e o
número de ataques efetuados pelos mesmos grupos terroristas,
antes do início da construção da cerca,
revela um grande declínio nos ataques terroristas perpetrados
em Israel.
Nos 11 meses anteriores à construção do
primeiro segmento no início de agosto de 2003, e o final
de junho de 2004, os grupos terroristas tiveram sucesso em efetuar
apenas 3 atrocidades em Israel. Todas as três ocorreram
na primeira metade de 2003, durante a qual 26 israelenses foram
assassinados e 76 feridos. Em dois destes casos, os terroristas
se infiltraram pela Samária em áreas onde a cerca
ainda não tinha sido completada. Na terceira, uma terrorista
mulher entrou através da entrada de Barta’a, usando
um passaporte jordaniano.
Em contraste, durante os 34 meses do início da intifada
em setembro de 2000, até a construção do
primeiro segmento contínuo da cerca anti-terrorista no
final de julho de 2003, entre Salem e Elkana, na Samária,
grupos terroristas baseados efetuaram 73 ataques (atentados suicidas,
disparos, explosões em carros) dentro de Israel (incluindo
Jerusalém), nos quais 293 israelenses foram mortos e 1950
ficaram feridos.
A comparação dos dados mostra um decréscimo
de mais de 90% no número de ataques, de uma média
de 26 ataques por ano antes da cerca, para 3 ataques após
a construção da cerca anti-terroristas. Isto significa
um decréscimo de mais de 70% no número de israelenses
mortos: de uma média de 103 assassinados por ano antes
da cerca, para 28 após a construção da cerca.
Similarmente, significa a queda de mais de 85% no número
de feridos: de uma média de 688 por ano, antes da cerca,
para 83 feridos por ano após a construção
da mesma.
Tentativas prosseguem
Enquanto o número de ataques caiu abruptamente, o número
de tentativas de ataques que foram frustrados nos vários
estágios de preparação desde a construção
da cerca anti-terroristas em agosto de 2003 permaneceu alta.
Durante esse período as forças de segurança
evitaram dezenas de ataques por grupos terroristas baseados na
Samária, nos estágios finais de preparação.
Como resultado da prisão de terroristas e chefes de células,
24 cinturões de explosivos e bombas foram descobertos.
A conclusão é óbvia: o fator principal da
queda abrupta no número de ataques efetuados em Israel
por terroristas nos últimos meses, é a cerca de
segurança. Por isso as campanhas no mundo todo entre os
simpatizantes palestinos para tentar derrubá-la.
O sucesso da cerca anti-terrorista na Samária resultou
na mudança do local de partida dos terroristas para a
Judéia. Nos últimos meses, a Judéia – onde
ainda não há uma cerca contínua – têm
se tornado a principal base para o envio de terroristas (incluindo
dos grupos terroristas baseados na Samária), para dentro
de Israel. Em mais da metade das dezenas de planejamentos de
ataques, que foram frustrados desde a construção
da cerca de segurança, os terroristas pretendiam se infiltrar
em Israel através da Judéia, geralmente por Jerusalém
ou Ramallah.
Importância da cerca de segurança
Os dados mais recentes divulgados sobre o zeramento dos ataques
suicidas e redução das mortes e feridos em ataques,
indica que a construção da cerca de segurança é de
suma importancia, pois sua função de salvar vidas
está demonstrada claramente, muito embora este fator
fundamental não tenha sido levado em conta pelo Tribunal
Internacional de Haia ao decidir-se contrário à cerca,
na consulta que lhe fora formulada pela ONU por instigação
dos países árabes e muçulmanos.
O fato é que a Corte de Haia não quis tomar conhecimento
de que a cerca é um verdadeiro obstáculo que impede
a passagem dos terroristas e poupa muitas vidas civis que também
não têm sido levadas em conta.
A verdade é que a Autoridade palestina nunca fez nada
para impedir que esses ataques suicidas continuassem a matar
civis indiscriminadamente. Pelo contrário, descobriram-se
provas de que a AP não só estimula, financia como
também mantém seu próprio grupo terrorista
lançando homens-bomba suicidas e assassinos. Em outras
palavras, enquanto não houver com quem sentar-se para
conversar sobre um possível acordo, o atual ou qualquer
outro governo israelense tudo fará para defender sua população
civil. E a cerca de segurança já demonstrou ser
uma das melhores defesas ou melhor, o melhor obstáculo
diante das intenções terroristas de assassinar
pessoas. Por isso a decisão da corte não será acatada,
pois ela colocaria em risco novamente a população
de Israel.
O maior argumento que se coloca contra a cerca é o incômodo
que ela causa aos palestinos que vivem nas suas imediações,
o que levou a Suprema Corte de Justiça em Israel a determinar
em vários lugares que o traçado da cerca deve ser
mudado, ainda que implique num importante desembolso econômico,
para melhorar as condições dos palestinos. Mas
a Corte israelense declarou que a cerca é necessária
para proteger a população. Nenhum gasto, por maior
que seja, ou nenhum desconforto, por maior que este seja, poderá se
igualar à perda irreversivel de de vidas humanas.
Suprema
Corte de Israel decide mudanças
na cerca
A Decisão da Suprema Corte de Israel em relação à rota
planejada da Cerca de Segurança de Israel, na área
norte de Jerusalém, enfatiza a importante posição
da força da lei e revisão judicial sobre as iniciativas
de segurança em Israel para proteger seus cidadãos
do terrorismo palestino, o que só é possível
numa democracia. A Corte também reconhece o direito de
Israel de construir a cerca de segurança para combater
o terrorismo, e na verdade, dentro dos ditames da justiça
procurou compatibilizar isso com as necessidades humanitárias
da população palestina local.
A Corte determinou claramente que o objetivo da cerca é o
de segurança, em sua natureza. O presidente da Corte,
Aharon Barak, disse que com base na lei internacional e a lei
de Israel, as autoridades de segurança de Israel podem
planejar a rota da cerca, levando em consideração
as necessidades militares. Ao mesmo tempo, a Corte enfatizou
que a rota deve também levar em consideração
as questões humanitárias e deve ser criado um equilíbrio
entre estas duas questões. A Corte determinou que o governo
israelense deverá mudar a rota da cerca ao norte de Jerusalém,
a fim de equilibrar esses interesses.
O governo israelense implementará a decisão da
Suprema Corte de Justiça em seu planejamento e nova rota
da cerca e levará em consideração às
implicações do julgamento para a nova rota da cerca
de segurança de maneira geral. O planejamento de Israel
da cerca de segurança tem continuamente levado em consideração
a necessidade de revisão judicial e recurso legal para
todos os residentes na região.