Visão Judaica - Edição N° 15
:. Visão Panorâmica .:

 

Com informações das agências AP, Reuters, AFP,EFE e jornal Alef da internet
Por Yossi Groisseoign

:. Indenizações

Sobreviventes do Holocausto da Segunda Guerra Mundial, em 31 países, receberão US$ 15 milhões em ajuda, neste ano, de seguradoras alemãs. Serão dez pagamentos anuais. dinheiro deverá ser usado para pagar atendimento médico domiciliar e outros serviços para os sobreviventes do Holocausto. Do total distribuído neste ano, US$ 6 milhões irão para Israel e US$ 2,4 milhões para os Estados Unidos.

:. Ela foi ao paraíso

A Autoridade Palestina divulgou que evitou um ataque suicida. No relatório dizem que uma moça de 18 anos de idade deixou um bilhete de despedida para sua família dizendo estar a caminho um ataque suicida contra israelenses. A família chamou a polícia palestina que iniciou uma caçada de várias horas até encontrá-la no posto de fronteira de
Karni e prender a moça com o cinturão de explosivos dela. Pouco depois, a agência Reuters divulgou uma nota onde a polícia palestina soltou a coitadinha que não conseguiu se explodir e a mandou para casa.

:. Os “alvos militares”

Horas antes da entrada em vigor do “Road Map”, um atentado feriu mortalmente um motorista que dirigia seu carro na região de Jerusalém. Nele estava uma família de judeus norte-americanos da qual Tzvi Goldstein, 47 anos, pai do noivo, morreu e seu pais, idosos, com 73 anos foram gravemente feridos a bala. Mesmo ferido, Tzvi acelerou e conseguiu tirar o carro da zona de matança, salvando a vida de sua esposa e seus pais. Mas o tiro que tomou no peito foi fatal e cerca de 8 km depois Tzvi perdeu o controle do carro e capotou. Estavam a caminho do Holyland Hotel, onde além da festa do casamento, haveria a festa de 50 anos de casado de seus pais, e os 27 anos de seu próprio casamento. A emboscada covarde ocorreu perto de Ofra, ao norte de Ramallah. Os “heróis” da resistência do Hamas assumiram a autoria e disseram tratar-se de...alvos militares...

:. Quem apóia o Hamas?

Sabe quem apóia o Hamas? É o país da Igualdade, LIberdade e Fraternidade. Isso mesmo: a França. Ela se posicionou contra a União Européia quando esta quis colocar o Hamas na lista dos fora-da-lei e cortar a ajuda financeira; a França é palco dos mais violentos incidentes contra a comunidade judaica desde a década de 1930 com a perseguição na Alemanha Nazista. Nos últimos 3 anos, mais de 1.800 incidentes violentos foram registrados (desde espancamento e apedrejamento de judeus até incêndios criminosos de sinagogas que as queimaram até os alicerces); o governo francês diz que não existe anti-semitismo na França; a Meca-Cola, manobra para financiar indiretamente os grupos palestinos, ongs de apoio e anti-americanas, patrocinar manifestações anti-globalização, anti-americanas e contra a guerra no Iraque é produzida na França.

:. Palestinos anunciam “cessar-fogo”

A Fatah, organização liderada por Yasser Arafat anunciou sua adesão ao Road Map, que também foi declarada horas antes pelos grupos palestinos radicais Hamas e Jihad Islâmica. Só uma célula de um ramo da Fatah, as Brigadas dos Mártires da Al-Aksa, não aceitou o cessar-fogo e executaram um ataque no mesmo dia em que entrou em vigência, matando um trabalhador búlgaro. Além disso, foguetes continua sendo disparados e caindo em Israel. Ainda assim, Israel retirou suas tropas de Beit Hanun, no norte da Faixa de Gaza e de Belém, dando novo impulso ao plano de paz, o chamado "mapa da estrada".
Apesar de saudarem a trégua anunciada pelos três movimentos palestinos, os EUA insistiram que o desmantelamento da infra-estrutura terrorista continua sendo necessário.
Nas declarações das três organizações responsáveis pelos atentados em Israel nenhuma palavra à eliminação do terrorismo ou mesmo de reconhecimento de Israel.

:. Aliah da Índia

Em 3 de junho foi realizada no Muro das Lamentações uma cerimônia religiosa especial pela chegada de 50 novos imigrantes que dizem ser Bnei Menashe, Filhos de Menashe, uma das 10 tribos perdidas. O grupo veio do Estado de Mizoram, na Índia. Atualmente a cerca de cinco mil integrantes deste grupo vivem como judeus no Nordeste da Índia. Com essa chegada dos novos olim (emigrantes) essa comunidade em Israel sobe para 750 pessoas.

:. Campeão europeu de judô

Arik Zeevi venceu o campeonato europeu de judô na categoria de 100 kg, derrotando o campeão holandês Elco van der Geest em 69 segundos de luta. A final aconteceu no dia 28 de maio em Weiseldorf, Alemanha.

:. Fechamento do consulado

A deputada Célia Leão, presidente do Comitê de Assuntos Internacionais da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e o vereador paulistano Gilberto Natalini, do PSDB, autor do projeto de lei estabelecendo laços de “cidades-irmãs” entre São Paulo e Tel Aviv, como forma de promover o intercâmbio no campo da saúde, da educação e da gestão dos recursos hídricos, manifestaram-se ao Ministério das Relações Exteriores de Israel contra o fechamento do consulado israelense em São Paulo. Além disso, dirigentes de entidades judaicas de todo o Brasil e abaixo-assinados percorrem as comunidades do País na tentativa de reverter a decisão do fechamento do consulado, considerado importante ponto de apoio pelos judeus brasileiros.

:. Sanções à BBC

O governo israelense anunciou ter cortado contatos com a rede de rádio e TV britânica BBC por causa do que qualificou de cobertura comparável à "propaganda nazista". A decisão foi tomada depois que um documentário da rede, intitulado "A Arma Secreta de Israel" e transmitido internacionalmente no fim de semana, acusou o país de armazenar secretamente armas químicas e nucleares. Israel considera que o documentário é o mais recente de uma série de programas da BBC que questionam o direito de Israel de existir.
A rede britânica respondeu que apoiava seu programa e lamentava qualquer resposta que imponha obstáculos a seu jornalismo. O Escritório de Imprensa, a Chancelaria e o escritório do primeiro-ministro Ariel Sharon não vão mais autorizar entrevistas exclusivas a jornalistas da BBC nem lhes oferecer serviços prestados a outros correspondentes estrangeiros. A rede britânica, entretanto, poderá continuar transmitindo de Israel e acompanhando entrevistas coletivas do governo.
E agora?

Israel saiu de Gaza e de Belé, deu autonomia aos palestinos, libertou em junho 70 presos e mais 300 na semana passada, excetoterroristas do Hamas e Jihad Islâmica. Abu Mazen foi convidado a visitar o Knesset pelo partido Shinui e, em contrapartida o que recebeu em troca? Os palestinos falam em hudna (a mídia traduz como trégua), a Jihad Islâmica quebra a “trégua” e realiza atentado em Tel Aviv e mata uma senhora de 65 anos, Arafat recebe US$ 30 milhões dos EUA e mais 10 milhões de euros da EU, Abu Mazen ameaça renunciar depois de criticado por Arafat e seu grupo Fatah. Enquanto não soltarem os terroristas do Jihad e Hamas a hudna persiste e o Irã realiza teste de mísseis e diz abertamente que é para atingir Israel. E agora? Alguém viu por a[í os pacifistas? Que tal uma manifestação na porta da casa do Arafat?

:. Pesquisas

O Instituto de Pesquisas Harry Truman para o Avanço da Paz, da Universidade Hebraica de Jerusalém e o Centro Palestino de Pesquisas para Política publicaram os resultados de suas últimas pesquisas de opinião pública israelense e palestina, mostrando grande apoio à solução de Dois Estados para Dois Povos e ao Road Map. Israelenses e palestinos foram questionados sobre se haveria um reconhecimento mútuo: 52% dos palestinos concordaram e 46% discordaram da proposta, enquanto 65% dos israelenses concordaram e 33% discordaram. Entre os palestinos 56% querem o fim do incitamento contra Israel e 36% apóiam a prisão dos que conduzem ataques contra israelenses; 30% Entre os israelenses, 65% apóiam a retirada do exército de Israel para suas posições anteriores à Intifada e a transferência da segurança dessas áreas para a Autoridade Palestina; 54% apóia a reabertura de instituições palestinas em Jerusalém Oriental que foram fechadas; e 61% apóiam o desmantelamento de postos avançados de assentamentos.

:. É ou não é?

O ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos ainda estuda o pedido de extradição do governo paraguaio para Assad Ahmad Barakat, apontado por aquele país como líder do grupo xiita Hezbollah na Tríplice Fronteira. Libanês naturalizado paraguaio e residente em Foz do Iguaçu, Barakat é um embaraço ao Brasil. Na visita que fez em junho ao país, o primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri, intercedeu por Barakat. E disse que o Hezbollah não é uma organização terrorista, mas um partido político, uma entidade religiosa e assistencialista. Mas não é a opinião do Departamento de Estado americano, que mantém o Hezbollah na lista das organizações terroristas. Para os EUA, Barakat é o caso mais concreto do envolvimento com terrorismo de membros da comunidade árabe da fronteira Brasil-Paraguai-Argentina. Barakat assume ter arrecadado dinheiro para entidades de assistência aos familiares de militantes mortos em ações do Hezbollah. Ou seja, além de partido político e entidade religiosa, promove “ações”. Que ações? Terroristas, evidentemente. As arrecadações teriam somado milhões de dólares por ano.

:. Museu judaico

Quando esteve em Curitiba, em junho, o rabino Simon Moguilevksy convocou a comunidade e incentivou as lideranças de Curitiba a preservar as lembranças das famílias judaicas num museu, nos moldes do existente em Buenos Aires. A idéia é que as famílias doem objetos cerimoniais e peças como candelabros, chanukiót, baixelas, toalhas de mesa toalhas que cobrem chalót trazidas da Europa, livros antigos, fotografias de época da família, passaportes etc. O Museu Judio de Buenos Aires “Dr. Salvador Kibrick” que pertence á Congregação Israelita Argentina existe desde 1967 e já tem inclusive um boletim quinzenal de notícias e funciona com voluntários sob o lema: “Museu é memória ou esquecimento — você escolhe”. Todos os visitantes, desde escolares, até universitário e pesquisadores recebem um folheto explicativo bilíngüe. Resta saber qual a escolha de Curitiba.

Voltar