Visão Judaica - Edição N° 15
:. Olhar High Tech.:

 

Israel ajudará o `Fome Zero´
O Instituto Weizmann de Ciências, de Israel, vai participar do programa Fome Zero. Um convênio de cooperação mútua com o governo brasileiro para a transferência de conhecimentos tecnológicos nas áreas agrícola e de energia, será assinado este ano, com investimento israelense que pode chegar a US$ 500 mil. Arie Zehavi, vice-presidente de assuntos internacionais e relações-públicas para América Latina do Instituto Weizmann, disse que
o instituto vai ajudar o Brasil no combate à fome através de técnicas agrícolas de última geração. "São técnicas modernas de adaptação de produtos alimentícios a terrenos áridos”.
Cientistas israelenses trabalharão em conjunto com brasileiros para transferir conhecimentos científicos, especialmente na área de engenharia genética. O Instituto Weizmann também está oferecendo ao Brasil técnicas para aproveitamento de energia solar para abastecer populações que não recebem energia elétrica.

Fome Zero 2
Zehavi chega ao Brasil no dia 4 de agosto. Pretende agendar junto ao governo brasileiro a data de assinatura do convênio entre o presidente do instituto israelense, Ilan Chet, e representantes do programa Fome Zero. Segundo Zehavi, o instituto considera o combate à fome uma "causa nobre". Na ocasião da assinatura entre os dois países, Lula receberá do Instituto Weizmann o prêmio de ciências e humanidades, uma honraria já entregue a vários líderes mundiais, mas pela primeira vez será dada a um representante do Brasil. "´É uma homenagem ao presidente Lula pela iniciativa de combate e erradicação da fome no país, que deve servir de exemplo para o mundo. Gostaríamos de oferecer o prêmio durante uma possível visita [de Lula] a Israel, mas ainda não há confirmação de que isto aconteça”, afirmou Zehavi.

Produto contra o Sars
A empresa israelense Medex Screen saiu na frente na luta contra a Síndrome de Imunodeficiência Respiratória (Sars) e desenvolveu um produto que poderá identificar a moléstia em seus estágios iniciais, fornecendo, ainda, o diagnóstico em dez minutos. Os primeiros testes já foram realizados em pacientes internados num hospital de Cingapura. Fundada na cidade de Dimona em 1999, a Medex Screen tem se dedicado ao desenvolvimento de instrumentos não invasivos que permitam a detecção de males nos órgãos internos.

Senac e Sapir College
O Senac de São Paulo e o Sapir College, de Israel, firmam um acordo co-patrocinado pelas câmaras de comércio e indústria Brasil-Israel e Israel-Brasil. O objetivo é o intercâmbio de tecnologias educacionais, visitas de professores entre as diversas faculdades do Senac São Paulo e do Sapir College, troca de experiências entre profissionais e educadores de ambas instituições e convênios para projetos especiais, principalmente nas áreas de Meio Ambiente, Fotografia, Informática e Comunicações. Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, e Tzvi Chazan, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Israel-Brasil, assinaram o acordo, na presença de Luiz Francisco de Assis Salgado, diretor regional, e Luiz Carlos Dourado, superintendente de Desenvolvimento, ambos do Senac São Paulo; Nelson Grunebaum e Jayme Pasmanik, vice-presidentes, e Francisco Gotthilf, diretor, da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria.

Uma pílula-câmera I
Pacientes com problemas estomacais e intestinais cansados de fazer exames “desconfortáveis” como endoscopia já podem respirar aliviados. A empresa israelense Given Imaging está fazendo sucesso com a M2A, pílula usada para diagnosticar problemas de saúde nos estômagos e intestinos de pacientes em todo o mundo. Segundo a empresa, até agora, cerca de 40 mil pessoas já usaram a pílula sem problemas. Uma das organizações mais criteriosas para aprovação de medicamentos, a Food and Drug Administration (FDA), deu sinal verde para a adoção da M2A nos Estados Unidos, que usa a pílula em exames desde 2002. O modo de funcionamento da M2A é bem simples: o paciente engole a cápsula, que contém uma minúscula “câmera”. O transmissor dentro da cápsula envia as imagens para um computador que a exibe aos médicos para análise e diagnósticos.

Pílula-câmera II
A M2A não é muito maior que uma aspirina, com cerca de 11mm x 26mm e 4 gramas de peso. Apesar de bem pequena, ela inclui uma fonte de luz, bateria, um transmissor e uma antena. Depois de feito o exame, a M2A é expelida naturalmente e nunca é absorvida pelo corpo. Para receber as imagens, o paciente usa um gravador wireless de dados e imagens, que fica preso ao seu corpo como um cinto, bastante similar à um walkman portátil. Os sinais enviados informam a trajetória da pílula dentro do organismo, sem causar nenhuma dor ou desconforto ao paciente, que pode continuar com suas atividades normais enquanto a câmera trabalha internamente e os sensores do cinto gravam os dados recebidos. O processo dura cerca de oito horas.

Pílula-câmera III
Depois, um computador com software apropriado processa os dados e produz um vídeo que alia as imagens às informações de cada região gravada. Com estes dados, os médicos podem ver, editar e gravar as imagens produzidas pela cápsula. Há informações de que o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, já trabalha com esta cápsula. Considerando a alta tecnologia, custa algo em torno de US$ 500,00 nos EUA.

 

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