Israel
ajudará o `Fome Zero´
O
Instituto Weizmann de Ciências, de Israel, vai participar
do programa Fome Zero. Um convênio de cooperação
mútua com o governo brasileiro para a transferência
de conhecimentos tecnológicos nas áreas agrícola
e de energia, será assinado este ano, com investimento
israelense que pode chegar a US$ 500 mil. Arie Zehavi, vice-presidente
de assuntos internacionais e relações-públicas
para América Latina do Instituto Weizmann, disse que
o instituto vai ajudar o Brasil no combate à fome através
de técnicas agrícolas de última geração.
"São técnicas modernas de adaptação
de produtos alimentícios a terrenos áridos”.
Cientistas israelenses trabalharão em conjunto com
brasileiros para transferir conhecimentos científicos,
especialmente na área de engenharia genética.
O Instituto Weizmann também está oferecendo
ao Brasil técnicas para aproveitamento de energia solar
para abastecer populações que não recebem
energia elétrica.
Fome
Zero 2
Zehavi chega ao Brasil no dia 4 de agosto. Pretende
agendar junto ao governo brasileiro a data de assinatura do
convênio entre o presidente do instituto israelense,
Ilan Chet, e representantes do programa Fome Zero. Segundo
Zehavi, o instituto considera o combate à fome uma
"causa nobre". Na ocasião da assinatura entre
os dois países, Lula receberá do Instituto Weizmann
o prêmio de ciências e humanidades, uma honraria
já entregue a vários líderes mundiais,
mas pela primeira vez será dada a um representante
do Brasil. "´É uma homenagem ao presidente
Lula pela iniciativa de combate e erradicação
da fome no país, que deve servir de exemplo para o
mundo. Gostaríamos de oferecer o prêmio durante
uma possível visita [de Lula] a Israel, mas ainda não
há confirmação de que isto aconteça”,
afirmou Zehavi.
Produto
contra o Sars
A empresa israelense Medex Screen saiu na frente na luta contra
a Síndrome de Imunodeficiência Respiratória
(Sars) e desenvolveu um produto que poderá identificar
a moléstia em seus estágios iniciais, fornecendo,
ainda, o diagnóstico em dez minutos. Os primeiros testes
já foram realizados em pacientes internados num hospital
de Cingapura. Fundada na cidade de Dimona em 1999, a Medex
Screen tem se dedicado ao desenvolvimento de instrumentos
não invasivos que permitam a detecção
de males nos órgãos internos.
Senac
e Sapir College
O Senac de São Paulo e o Sapir College, de Israel,
firmam um acordo co-patrocinado pelas câmaras de comércio
e indústria Brasil-Israel e Israel-Brasil. O objetivo
é o intercâmbio de tecnologias educacionais,
visitas de professores entre as diversas faculdades do Senac
São Paulo e do Sapir College, troca de experiências
entre profissionais e educadores de ambas instituições
e convênios para projetos especiais, principalmente
nas áreas de Meio Ambiente, Fotografia, Informática
e Comunicações. Abram Szajman, presidente da
Federação do Comércio do Estado de São
Paulo, e Tzvi Chazan, presidente da Câmara de Comércio
e Indústria Israel-Brasil, assinaram o acordo, na presença
de Luiz Francisco de Assis Salgado, diretor regional, e Luiz
Carlos Dourado, superintendente de Desenvolvimento, ambos
do Senac São Paulo; Nelson Grunebaum e Jayme Pasmanik,
vice-presidentes, e Francisco Gotthilf, diretor, da Câmara
Brasil-Israel de Comércio e Indústria.
Uma
pílula-câmera I
Pacientes com problemas estomacais e intestinais cansados
de fazer exames “desconfortáveis” como
endoscopia já podem respirar aliviados. A empresa israelense
Given Imaging está fazendo sucesso com a M2A, pílula
usada para diagnosticar problemas de saúde nos estômagos
e intestinos de pacientes em todo o mundo. Segundo a empresa,
até agora, cerca de 40 mil pessoas já usaram
a pílula sem problemas. Uma das organizações
mais criteriosas para aprovação de medicamentos,
a Food and Drug Administration (FDA), deu sinal verde para
a adoção da M2A nos Estados Unidos, que usa
a pílula em exames desde 2002. O modo de funcionamento
da M2A é bem simples: o paciente engole a cápsula,
que contém uma minúscula “câmera”.
O transmissor dentro da cápsula envia as imagens para
um computador que a exibe aos médicos para análise
e diagnósticos.
Pílula-câmera
II
A M2A não é muito maior que uma aspirina, com
cerca de 11mm x 26mm e 4 gramas de peso. Apesar de bem pequena,
ela inclui uma fonte de luz, bateria, um transmissor e uma
antena. Depois de feito o exame, a M2A é expelida naturalmente
e nunca é absorvida pelo corpo. Para receber as imagens,
o paciente usa um gravador wireless de dados e imagens, que
fica preso ao seu corpo como um cinto, bastante similar à
um walkman portátil. Os sinais enviados informam a
trajetória da pílula dentro do organismo, sem
causar nenhuma dor ou desconforto ao paciente, que pode continuar
com suas atividades normais enquanto a câmera trabalha
internamente e os sensores do cinto gravam os dados recebidos.
O processo dura cerca de oito horas.
Pílula-câmera
III
Depois, um computador com software apropriado processa os
dados e produz um vídeo que alia as imagens às
informações de cada região gravada. Com
estes dados, os médicos podem ver, editar e gravar
as imagens produzidas pela cápsula. Há informações
de que o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, já
trabalha com esta cápsula. Considerando a alta tecnologia,
custa algo em torno de US$ 500,00 nos EUA.
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