Visão Judaica - Edição N° 15
:. O leitor escreve.:

 

O anti-semita Norberto Toedter

Acabei de receber Visão Judaica, este excelente informativo e gostaria de unir-me com esta mensagem às opiniões sobre o destaque que o jornal O Estado do Paraná deu ao revisionista, que só contribui para gerar mais ódio e racismo neste nosso mundo já tão intolerante.
“A cadela que o pariu está no cio outra vez“. Esta frase de aparência chula faz parte de uma das falas do personagem principal da famosa peça Arturo Ui, do teatrólogo Bertold Brecht - uma parábola do nazismo que faz uma alusão ao renascimento das idéias de Hitler.
Esta obra foi escrita em 1941 e hoje em pleno ano de 2003 estamos em trabalho de parto aliados à inseminação artificial da intolerância e racismo.
Skinheads matam e torturam no Brasil e no mundo, sinagogas são arrombadas e incendiadas; homens-bomba se lançam em pizzarias e ônibus populares, matando dezenas de inocentes, nazi-fascistas escrevem livros negando o Holocausto e fazendo com que a memória de seis milhões de pessoas que tiveram suas vidas ceifadas de forma cruel e selvagem seja tripudiada
Como se não bastassem as “obras” do revisionista Ellwanger, cujo crime de discriminação racial ainda transita no STF, surge agora no cenário literário nacional o paranaense de origem alemã Norberto Troedter que com suas teses e estatísticas escreve em seu livro E a Guerra Continua, - uma produção independente, pois nenhuma editora quis bancar esta vil literatura — que Hitler não passou de um ingênuo, como ingênuo foi todo o povo alemão nas questões políticas e militares. Em outro trecho do livro Troedter diz que “houve sim perseguição de Hitler aos judeus, mas era somente porque eles ocupavam todo os cargos e posições estratégicas na Alemanha e sua intenção era apenas acabar com esse domínio”. O que o senhor Norberto não comenta, entretanto, é que o meio mais eficaz para fazer isso era exterminando todos os judeus com a operação chamada de Solução Final.
E à medida que o tempo nos distancia do mais macabro episódio da humanidade, que perdemos nossos sobreviventes-testemunhas vivas das máquinas de morte do Terceiro Reich — espaços vão se abrindo para os que tentam inverter os papéis das vítimas, negam o Holocausto e encontram respaldo na má-fé daqueles que apregoam a liberdade de expressão. Corremos o risco de nos tornarmos vilões de nossas próprias mazelas

Márcia Cherman Sasson
Rio de Janeiro


Um novo leitor

Prezados Senhores,
Sou membro da Sociedade Israelita Brasileira Beth Jacob, de Campinas, Estado de São Paulo. Tendo lido Visão Judaica, gostaria de pedir-lhes a gentileza de recebê-la pelo correio.

Sérgio Rosvald Donaire
Campinas, São Paulo


Isac Nudelman

Aos editores do jornal:

Congratulamo-nos com Isac Nudelman pelos quatro anos de atuação brilhante e competente à frente da entidade mantenedora da Escola Israelita Brasileira Salomão Guelmann. Fazer trabalho comunitário não é fácil, exige dedicação, amor e até sacrifício da vida pessoal e profissional. Mas ele soube enfrentar desafios e com coragem conseguiu elevar o nome e o prestigio da querida Escola Israelita.
Continue sua trajetória de vida com muito sucesso e realizações.
Nosso muito obrigado. Kol Hacavod.

Na'Amat Pioneiras
Centro Curitiba

Uma obra que cresce

Prezados amigos:

É uma alegria renovada a cada edição ver uma colaboração minha pequena que seja no seu jornal, que dá prazer de ler, além de (voltando a afirmar) ver a continuidade e crescimento de uma obra que, sem ostentação, congrega grandes escritores e artigos, lindíssimas ilustrações, despertando interesse e admiração de todos a quem mostro.
Mazal Tov!

Jane Bichmacher de Glasman
Professora e escritora
Rio de Janeiro

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