Por: Yossi Groisseoign

Correios: selo aos 60 anos de Israel
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) juntamente com a Confederação Israelita do Brasil (Conib) estarão lançando no mês de abril, o selo e o carimbo comemorativos aos 60 anos da Independência do Estado de Israel. A idéia foi lançada durante a última convenção da Conib, realizada no Rio de Janeiro, e ganhou pronta adesão de suas federadas. (Conib).

Honra aos heróis
Dois jovens, Hassan Askari e Walter Adler, envolvidos numa ocorrência de agressão no metrô de Nova Iorque, foram condecorados por bravura e solidariedade, em evento promovido pela Fundação Para a Compreensão Étnica. O rapaz muçulmano, Hassan, saltou sobre um grupo de arruaceiros que agrediam jovens judeus, simplesmente por terem feito a saudação de feliz Chanuká dentro do vagão. Ao mesmo tempo, Adler de origem judaica, acionou o alarme que trouxe a policia para dentro da composição. Ambos saíram feridos fisicamente, mas provocaram um sentimento de solidariedade e esperança na sociedade americana. Na entrega da homenagem, o presidente da fundação, Rabi Schneider, ressaltou a importância de que a diversidade da fé não seja usada para se interpor aos gestos e atitudes de solidariedade. (Notícias da Rua Judaica).

Declaração de Diego Maradona
O Centro Simon Wiesenthal (CSW) lamentou a declaração feita por Diego Maradona em apoio ao Irã durante um encontro com o Encarregado de Negócios daquele país na Argentina, O ex-astro do futebol disse que gostaria de “conhecer o presidente do Irã. Sou amigo de Fidel [Castro] e de [presidente de Venezuela Hugo] Chávez, e meu coração está com o povo iraniano”. “Maradona visitou Israel em várias ocasiões, e ali recebeu o carinho dos fãs. Soa estranho que, com o pretexto do antiimperialismo, se mostre ansioso em  reunir-se com um inimigo dos direitos humanos e da paz no Oriente Médio”, observou Shimon Samuels, diretor do Centro. “Uma eventual visita ao presidente iraniano deveria ser oportunidade para que Maradona exigisse que o país colabore com a justiça argentina na elucidação do atentado contra a AMIA, e lhe faça saber seu repúdio às reiterada ameaças de Ahmadinejad de destruição de Israel, e sua condenação pelo negacionismo do Holocausto. Seria a melhor mostra de solidariedade com os argentinos assassinados pelo terrorismo do Irã”, declarou Sergio Widder, representante do Centro para América Latina. (CSW).

Entrevista de Nana Caymmi
Em entrevista para a revista Quem Acontece, edição 382 — 3/1/08, a cantora Nana Caymmi, respondendo sobre o vício de seu filho, João Gilberto de 41 anos, saiu-se com essa bobagem: “Quem: Como o João consegue dinheiro para comprar maconha? NC: Ele pede na rua. Vai ao dentista, diz que perdeu o dinheiro da passagem, pede no ponto de ônibus. É um inferno. Você não faz idéia de como é o meu drama. Fico me perguntando por que preciso sofrer tanto com isso. Não sou judia, não crucifiquei Jesus!” Criticada, Nana Caymmi escreveu carta ao jornal O Globo, publicada dia 14/1, no seguinte teor, em reposta a um artigo de Osias Wurman: “No artigo em que eu sou citada, gostaria de dizer que esta circunstância a que ele se refere foi um episódio infeliz, que não corresponde aos meus profundos sentimentos. Eu não tive a menor intenção de ofender a comunidade judaica, com a qual, aliás, mantenho boas relações. Reitero a certeza do meu sincero apreço pela comunidade israelita”. (Notícias da Rua Judaica/O Globo).

Cresce a população judaica mundial
A população judaica mundial atingiu 13,2 milhões, de acordo com estudo divulgado pelo Jewish People Policy Planning Institute, sediado em Jerusalém, o que indica um aumento de 200 mil judeus em relação a 2006. Enquanto o número de judeus na Diáspora diminuiu em 100.000, a população judaica de Israel cresceu em cerca de 300.000, representando 41% do total mundial. O Instituto criado pela Agência Judaica em 2002, uma organização independente, sem fins lucrativos, analisa os desafios, tendências e oportunidades, estando engajado no planejamento estratégico de longo prazo. Entre os temas abordados, estão a reação internacional à Segunda Guerra do Líbano e a relação com o judaísmo da Diáspora. O relatório de 92 páginas está disponível em www.jpppi.org.il/JPPPI/Templates/ShowPage.asp (JTA).
 
Reportagem nos arquivos nazistas alemães
A CBS disponibilizou entrevista gravada no arquivo alemão sobre as vítimas do Holocausto, fechado ao público por mais de 60 anos, que foi ao ar em dezembro no Programa 60 minutos. O arquivo, localizado em Bad Arolsen tem mais de 24 quilômetros de estantes e mais de 50 milhões de páginas de documentos. A reportagem é de Scott Pelley, da CBS, que viajou com três sobreviventes judeus a Bad Arolsen, onde puderam ver seus próprios registros do Holocausto. Diante das negativas da existência da Shoá, como a do presidente do Irã, é importante levar ao conhecimento do maior número de pessoas os fatos reais. A matéria e entrevistas correlatas, em inglês, podem ser vistas em http://www.cbsnews.com/sections/i_video/main500251.shtml?id=2274705n , no título: Nazi Aechive Made Public (CBS).    

Abedi diz que em Israel viveu a paz 
Está errado quem pensa que o jogador de futebol Abedi deixou Israel por causa do medo de bombas e guerra. Apesar da constante tensão que ronda no país, o meia, apresentado agora como reforço do Botafogo, garante que se sentiu em paz nos sete meses em que defendeu o Hapoel Tel-Aviv. “Para mim e para minha família, Israel era o lugar mais seguro. Voltando para o Rio, acho que saí da tranqüilidade para a guerra. Aqui é mais perigoso”, explica. No tempo em que viveu em Israel, Abedi conviveu com os também brasileiros Gabriel Santos e Fábio Junior, companheiros de clube. (Fisesp/Pletz.com).

Yad Vashem em árabe
O Museu do Holocausto lançou há poucas semanas um website em árabe para aumentar o conhecimento, nos países onde a língua é falada, sobre o massacre nazista de seis milhões de judeus. O novo espaço na web oferecerá traduções para o árabe de materiais disponíveis na página principal do museu, assim como conteúdos especiais, informou o museu em comunicado. Uma cronologia do Holocausto, artigos acadêmicos, mapas, fotos e testemunhos de sobreviventes em vídeo estarão disponíveis no novo site. (EFE).

Sousa Mendes em Jerusalém
Foi inaugurada em janeiro na Knesset (Parlamento israelense) uma exposição intitulada Aristides de Sousa Mendes – O cônsul português que salvou milhares de refugiados judeus durante o Holocausto. A abertura contou com a presença do secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, embaixador Fernando Neves, e do presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Israel, o deputado João Rebelo, representando a Assembléia da República. Estiveram presentes na inauguração a vice-presidente da Knesset e presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Israel-Portugal, Colette Avital, e a diretora do Departamento dos Justos Entre as Nações do Yad Vashem, Irena Steinfeld, representando o presidente daquela instituição, Avner Shalev. Durante a cerimônia em Jerusalém, foi salientada a importância e a magnitude da ação humanitária de Aristides de Sousa Mendes e a necessidade de levar o nome do diplomata português, um dos mais destacados Justos entre as Nações, ao conhecimento dos israelenses. (Rua da Judiaria.com).

Al Jazeera divulga a existência do Holocausto
Um efeito altamente inesperado da repercussão mundial da ação da FIERJ no impedimento da banalização do Holocausto pela Escolas de Samba Viradouro, no Carnaval carioca foi uma improvável matéria publicada na internet e veiculada pela TV Al Jazeera do Qatar, cuja TV estatal costuma, ao longo dos anos, divulgar abertamente a negação do Holocausto. Com o título ‘Anger over carnival Holocaust floats’ a matéria da TV Al Jazeera diz que grupos judaicos brasileiros disseram que tomariam providências contra os planos da esola de samba de apresentar um carro alegórico descrevendo o Holocausto durante seu desfile no Carnaval, no Sambódromo do Rio.O trecho em questão, que divulga a existência do Holocausto pela TV árabe é o seguinte, em tradução livre: “Um número estimado de seis milhões de judeus pereceu no Holocausto, instigado pelo governo da Alemanha Nazista sob Adolf Hitler, na Segunda Guerra Mundial, junto com centenas de milhares de ciganos, católicos e outros grupos”. (FIERJ/BBPress).

Foguetes lançados do Líbano
Em janeiro dois foguetes foram disparados do Líbano para o norte de Israel, provocando danos, mas sem causar vítimas, no vilarejo de Shlomi, que já fora atacado por foguetes do Hezbolá durante a guerra de 2006. Um dos foguetes atingiu uma casa e o segundo caiu na rua. O fato ocorreu dias antes da visita do presidente norte-americano, George W. Bush. A violência na fronteira tem sido rara desde que as forças israelenses tomaram redutos do Hezbolá no conflito de 2006. Foi o segundo ataque do tipo contra Israel desde aquela guerra, quando em junho passado, dois foguetes lançados do Líbano atingiram a área industrial de Kiryat Shmona, em Israel. (Reuters/Brasil Online).