Barack Obama e Israel
Por: Ed Lasky *


A ascensão de Barack Obama, de senador do Estado de Illinois para um dos principais concorrentes à escolha do candidato presidencial, ao longo de alguns poucos anos é algo notável — especialmente, levando-se em conta registros notadamente insignificantes, anotados num quadro escasso de realizações, e numerosos votos perdidos. 
Porém, numa área da política externa que interessa a milhões de americanos, ele tem um registro, e este é particularmente problemático. Para todos os partidários das relações entre os Estados Unidos e Israel existe suficiente informação, além do clarão que a forte luz expõe, só para mencionar. Contrastando com os seus discursos “fabricados”, cheios de "poesia", que enaltecem provérbios, eles expõem, de forma determinante que, por atrás do véu da campanha, repousa um padrão inquietante de comportamento. 
Um tema aparentemente consistente que corre ao longo da carreira de Barack Obama é a comodidade dele em se alinhar com pessoas que defendem a política anti-Israel. Este trânsito ao redor da animosidade contra Israel tomou várias formas. Como Obama continuou sua ascensão política, ele promoveu uma escala de prestígio em termos de seus associados. No início de sua carreira ele escolheu um templo liderado por um ex-muçulmano negro que é um acerbado anti-Israel, e que pode ser visto como tingido com anti-semitismo.
Essa igreja é membro de uma denominação cujo corpo dirigente realizou uma série de ações contra Israel. 
Em seu destino político e na ambição em escalá-lo, encontrou apoio de George Soros, o multibilionário promotor de grupos que constantemente têm sido os mais ferrenhos e preconceituosos críticos das relações entre os Estados Unidos e Israel. 
A suavidade de Obama e sua oratória inspiradora às vezes desaparecem quando ele fala do Oriente Médio. Realmente, suas instintivas e impensadas observações foram tomadas igualmente por partidários de Israel, como sendo sinais de que Obama, intimamente, não apóia Israel de verdade. Isso, apesar do que ele diz nos seus discursos fabricados e do que possa conter em seus ensaios. Agora, que Obama tornou-se um dos principais candidatos presidenciais, reuniu um corpo de conselheiros de política externa que sinaliza que um Presidente Obama teria provavelmente que ter uma aproximação em direção a Israel radicalmente em divergência com os ex- presidentes (tanto o Republicano como o Democrata). Um grupo de peritos ouvido pelo jornal liberal israelense Haaretz, avaliou-o como o candidato menos provável a apoiar de Israel. Ele é o candidato mais favorecido pela comunidade árabe-americana. 
Quando Obama mudou-se para Chicago e se tornou um líder de comunidade, ele usou do expediente de escolher uma igreja cristã para ligar-se a ela. Embora seu pai e seu padrasto fossem muçulmanos, e ele freqüentasse uma escola muçulmana enquanto morou na Indonésia, há suspeitas baseadas naqueles dias de foi uma criança “esquentada” e incorreta. Mais: Seu nome completo carrega o fato biográfico de que ele tem certos elementos de fundo muçulmano. 
Saul Alinsky cuja filosofia influiu na organização comunitária de Chicago, enfatizou a importância das igrejas como base organizadora. Há literalmente centenas de igrejas no lado Sul de Chicago que Obama poderia ter escolhido. Mas ele selecionou uma que era liderada pelo reverendo Jeremiah Wright, Jr. A vociferação anti-Israel, marca deste ministro religioso, já foi bem documentada pela crônica jornalística. Entre suas jóias está esta preciosidade:  
— “Os israelenses agora estão ocupando ilegalmente os territórios palestinos por quase 40 anos. Foi preciso uma campanha de retirada de investimentos para acordar a comunidade empresarial em relação ao tema da África do Sul. A retirada de investimentos bate agora, novamente à mesa, como uma estratégia a acordar a comunidade empresarial e acordar os americanos em relação à injustiça e o racismo sob os quais os palestinos vivem por causa do sionismo”. 
O pastor Jeremiah Wright, Jr. apóia e segue Louis Farrakhan (que refere-se ao o Judaísmo como uma "religião de sarjeta" e descreve os judeus como "sanguessugas"), e viajou com ele para visitar o coronel Muammar Khaddafi, inimigo mortal de Israel e patrocinador do terrorismo. Tucker Carlson, da rede de TV a cabo MSNBC, disse que o pastor Wright cultua o ódio total e que tem curiosidade em saber porque até agora as ligações que unem Obama a Wright não foram ainda examinadas em detalhes. Mickey Kaus do (programa) Slate também deseja saber quando as ligações entre Obama e Wright receberão mais críticas, levando em conta que Wright parece um fanático em contraste com a suave melodia de unidade que Obama trombeteou no rastro de sua campanha. Alguns, na mídia, tomaram conhecimento.
À medida que Obama galgava os degraus em direção ao Senado dos Estados Unidos ele achou um velhote ricaço muito poderoso que o sustentasse e o ajudasse em sua ascensão: George Soros. O bilionário megainvestidor em fundos da Bolsa de Valores começou a apoiar Obama muito cedo — como corresponde a um lendário especulador da Bolsa à procura de oportunidades. Obama desejou o apoio de George Soros e Soros correspondeu — junto com muitos membros familiares e provavelmente dos elos de Soros com doadores ricos. Soros até encontrou uma brecha que permitiu-lhe, e a vários membros de sua família, exceder os limites regulares das contribuições de campanha. Soros também é um inimigo feroz de Israel; durante anos financiou quem trabalhasse contra Israel. 
Todo candidato presidencial reúne uma equipe de conselheiros em política externa. Um relance no conjunto do time de Obama vazou para a imprensa.  
Martin Peretz, do jornal The New Republic — um defensor de Obama e de Israel —teve isto a dizer sobre a equipe de Política Externa de Obama: 
"Eu tenho meus receios, como você pode saber, sobre Barack Obama, e mais especialmente sobre o que sua política externa possa vir a ser. Se eleito (e realmente antes de ser eleito), sua primeira decisão seria quem o representaria na transição do poder a começar de novembro até 20 de janeiro. E, francamente, sinto calafrios desde que ele indicou que, entre outros, seriam Zbigniew Bzrezinski, Anthony Lake, Susan Rice e Robert O. Malley". Ambos, Lake e Brzezenski, “ganharam suas esporas” na Administração Carter. Jimmy Carter, como é sabido, conduziu uma campanha pública de muita difamação e calúnia contra Israel — difamando-o como estado apartheid (uma visão com a qual concorda o pastor de Obama). 
A indicação de Brzezenski produziu muito desânimo entre os partidários de Israel uma vez que é bem conhecida a antipatia agressiva de Brzezinski a Israel. Ele foi um ardoroso inimigo de Israel por mais de três décadas e arquivos de jornal estão cheios do lixo de suas monótonas arengas contra Israel. Brzezinski defendeu publicamente a tese Walt-Mearsheimer, que afirmava que as relações entre os Estados Unidos e  Israel não estavam baseadas em valores compartilhados e ameaças comuns, mas que era o produto da pressão judaica. Brzezinski também assinou um documento exigindo abertura de diálogo com o Hamas — um grupo cujo estatuto clama pela destruição de Israel e está repleto ameaças a judeus ao redor do mundo.
Depois que o Hezbolá lançou ataques contra Israel no verão de 2006, assassinando israelenses e levando reféns, Israel tentou trazer de volta seus cidadãos entrando no Líbano e resultando numa guerra. Brzezinski escreveu que as ações de Israel equivaliam a "matar os reféns" (referindo-se a reféns libaneses capturados em batalha). Está em www.huffingtonpost.com/steve-clemons/zbig-brzezinski-israel_b_25821.html
O filho de Brzezinski, Mark, também está na equipe de política externa de Obama. Evidentemente, a maça nunca cai longe da árvore. Mark recentemente, escreveu uma coluna de jornal onde pregava que os EUA deviam forjar laços com o Irã.
Susan Rice era a chefe do conselho de política externa de John Kerry quando ele se candidatou a Presidente. Um dos principais passos sugeridos a Kerry para lidar com o Oriente Médio era designar James Baker e Jimmy Carter como negociadores. Robert Malley fez parte da equipe americana que tratou com Yasser Arafat em Camp David. E contou uma história revisionista daquelas negociações a partir de então, apresentando um ponto de vista que culpa Israel pelos fracassos do acordo. Sua versão é radicalmente oposta com os pontos de vista americano e israelense (incluindo os pontos de vista do negociador americano no Oriente Médio Dennis Ross — também um conselheiro de Obama — e o Presidente Clinton). Ele passou anos insistindo no ponto de vista palestino, enquanto co-escrevia uma série de artigos contra Israel com Hussein Agha — um ex-conselheiro de Arafat. Defensor da causa palestina....etc, etc. Que se tome conhecimento disso!
 
* Ed Lasky é editor de notícias do site “American Thinker” (Pensador americano). O presente artigo é resumo de um extenso material publicado a respeito do assunto no dia 16/1/2008 em http://www.americanthinker.com/2008/01/barack_obama_and_israel.html