Quando o Hamas tomou pela violência a Faixa de Gaza, Israel reduziu o fornecimento regular de bens, limitando a entrada de itens necessários para atender às necessidades básicas da população. Embora não exista uma "crise humanitária" em Gaza, o Hamas adotou a técnica de “Paliwood” (neologismo em inglês que significa Palestinian Hollywood) para exagerar as mazelas individuais e pontuais e apresentá-las como dificuldades da população como um todo.
O principal motivo para o fechamento das passagens e restrições ao fornecimento de ajuda, é o fato das organizações terroristas de Gaza, entre elas a Jihad Islâmica e as Brigadas de Mártires al-Aqsa, dispararem diariamente mísseis e morteiros contra cidades israelenses próximas como Sderot. O Hamas, no poder não faz esforço algum para coibir os bombardeios. Pelo contrário, o próprio Hamas dispara mísseis contra passagens de fronteiras onde atravessam caminhões carregados de suprimentos para a Faixa. Este bombardeio obviamente também prejudica a movimentação dos caminhões e a entrada de provisões. E não existe atualmente nenhuma comunidade israelense na Faixa de Gaza.
Existe de fato uma crise humanitária?
Uma crise humanitária representa um cenário de extrema necessidade de uma população, resultante da falta de fornecimento de produtos que supram as suas necessidades básicas, ou que causem dano físico ou psicológico devido à falta de comida, habitação, roupas e remédios, bem como a falta de instalações sanitárias e afins. Onde há a crise humanitária, a população sofre de fome, um grau elevado de desnutrição, incidência de enfermidades graves e até mesmo um número elevado de mortes resultantes da má nutrição e saúde precária.
As alegações do Hamas são contraditórias, pois não faltam alimentos, nem as pessoas estão morrendo de fome. Não há falta de comida porque a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA em Inglês) tem em seus armazéns quantidades suficientes de comida para atender às necessidades dos residentes por pelo menos dez dias antes que uma crise real se instaure.
Falta de combustíveis e energia elétrica: Houve de fato falta de combustíveis, embora em determinadas localidades e por cerca de um dia, o que influenciou na quantidade de eletricidade fornecida pela estação de energia local, que é movida a diesel. A preocupação era a de que a falta de combustível poderia afetar sistemas essenciais em hospitais, instalações para tratamento e distribuição de água e outras, mas este cenário não ocorreu fato.
Como sempre faz, o Hamas exagera a respeito do corte de energia para influenciar a opinião mundial e para reduzir a pressão de Israel. Aí entra em ação “Paliwood” encenando a "procissão das velas" com dezenas de crianças, a mídia árabe mostrando "Gaza no blecaute" e a reunião dos dirigentes do Hamas realizada à luz de velas. Mas a realidade era outra. O Hamas tinha estoques significativos de combustíveis, suficientes para resolver a falta de energia da população de Gaza, mas preferiu economizar este combustível e usá-lo em ataques terroristas contra Israel.
A prova disso é o que foi publicado dia 20/1 no site palestino Pal-Press: Um dono de posto de gasolina que preferiu falar no anonimato, disse que o Hamas roubou grandes quantidades de combustíveis que entraram em Gaza e estavam nos postos de gasolina. De acordo com o proprietário do posto, o combustível era para ser usado em hospitais, mas o Hamas levou o combustível para uso unicamente nas casas de membros importantes do Hamas e do quartel general dos órgãos de segurança do Hamas. O site acrescentou que, de acordo com fontes locais, um guarda de segurança de Ismail Haniyeh, roubou gasolina apontando uma arma de fogo num hospital em al-Shifa, na cidade de Gaza, e também roubou de postos de gasolina para os veículos de Haniyeh e sua comitiva, sua casa, e o escritório do governo.
O Hamas também roubou medicamentos de acordo com o Ministro da Saúde palestino acusou o roubo de caminhões com medicamentos enviados de depósitos do Ministério em Ramallah para os depósitos de Gaza. Posteriormente foi divulgado que se observou que muitos medicamentos foram encontrados em hospitais particulares, e farmácias pertencentes ao Hamas.
Em resumo, os fatos mostram que o Hamas exagerou deliberadamente na descrição da situação. O exagero é parte da estratégia para colocar a culpa em Israel e usar as dificuldades da população para influenciar sua propaganda ao máximo. A mídia árabe, em particular, a Al-Jazeera, contribuiu de forma significativa para intensificar e aumentar a magnitude do infortúnio da população em determinados casos, tanto aos olhos do mundo quando da opinião pública dos palestinos.