No Dia Internacional do Holocausto.no Brasil, vítimas são lembradas


 

Celebrada oficialmente em 27 de janeiro, a data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005, para lembrar o dia da libertação dos prisioneiros do campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau, no sul da Polônia, em 1945. Em janeiro de 2007, a ONU adotou uma nova resolução condenando as declarações que neguem a ocorrência do Holocausto. O Brasil foi co-patrocinador dessa resolução, aprovada por consenso por mais de 100 países.
O Dia Internacional, instituído pela Assembléia Geral da ONU com o objetivo de incentivar a sociedade civil a promover a memória do Holocausto para que as gerações futuras não repitam os erros do passado.
Na manhã de sexta-feira (25/1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os governadores Sergio Cabral, do Rio de Janeiro, e Jacques Wagner, da Bahia, secretários de Estado, Clara Ant, assessora especial da Presidência, a embaixadora de Israel no Brasil, Tzipora Rimon, o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel, os vice-presidentes da Confederação Israelita do Brasil (Conib) Cláudio Lottenberg e Osias Wurman; Sergio Niskier, presidente da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) e cônsules de diversos países, rabinos e várias lideranças participaram da cerimônia que celebrou o Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto, no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, organizada pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil e pela Fierj.
Foi a terceira vez que o presidente Lula compareceu à cerimônia. Nos dois anos anteriores, 2006 e 2007, participou dos eventos em São Paulo. Segundo o presidente Lula, "o Holocausto deve ser lembrado com indignação por nós, pelos nossos filhos, pelos filhos dos nossos filhos e por todas as gerações futuras". Para ele, "devemos promover os valores mais elevados da solidariedade: paz e tolerância. E transformar esses valores em ações concretas contra o anti-semitismo, os preconceitos de raça, religião e classe". Na ocasião, também fizeram uso da palavra, os vice-presidentes da Conib, a embaixadora de Israel no Brasil e o presidente da Fierj, entre outros. Todos ressaltaram a importância do ato como um alerta para que nunca mais se repitam ações nefastas como essa.
Exposição e cerimônias
“Holocausto Nunca mais" foi o nome exposição inaugurada em 25/1 no Palácio do Itamaraty. A Mostra, organizada pelo Museu Judaico, exibiu 50 fotos documentando desde a ascensão de Hitler ao poder à devastação dos campos de concentração. A exposição integrou a programação do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Cerimônias para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto também foram realizadas em São e em outras comunidades como em Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife.
Em Curitiba, a cerimônia foi realizada pela Kehilá do Paraná e pela Federação Israelita do Paraná no Centro Israelita. Houve palestra do professor Sérgio Feldman, falando sobre anti-semitismo, depoimento do sobrevivente Moisés Jakobson, apresentação de músicas especialmente selecionadas, pela professora Miriam Orenstein, e apresentação de trechos do vídeo “Vozes do Holocausto”, produzido na Bahia. A cerimônia, conduzida por Isac Baril, presidente da Federação Israelita do Paraná, foi encerrada com o acendimento de seis velas, em memória dos seis milhões de judeus assassinados no Holocausto por seis dos sobreviventes presentes: David Lorber Rolnik, Joel Bergman, Moisés Jakobson, Sara Goldstein, Bunia Finkiel e Hela Schwartz. O Kadish, (Oração dos Mortos) foi lido por Saadia Cohen, da Sinagoga do CIP e a oração El Malé Rachamanin, por David Lorber Rolnik.