Por: Yossi Groisseoign
Israel tem ministro muçulmano
Numa escolha inédita, o gabinete israelense escolheu em 28/1 um político muçulmano para fazer parte do ministério. Galeb Magadla foi indicado pelo Partido Trabalhista e só teve um voto contrário, o do vice-premiê e ministro dos Assuntos Estratégicos, Avigdor Lieberman, líder do partido Yisrael Beiteinu. Magadla crê que sua nomeação ajudará cidadãos árabes que vivem no país (cerca de 20% dos 7 milhões de habitantes) a se identificarem mais com o Estado judeu. “Isso deu aos árabes israelenses o sentimento de pertinência”, disse. Entre seus objetivos, segundo ele, está o de "promover a coexistência entre dois povos dentro do Estado e promover o diálogo entre palestinos e israelenses para negociações e um acordo político". O Parlamento de Israel sempre teve representantes árabes. Hoje eles somam 13 do total de 120 parlamentares. O último ministro árabe, Salah Tarif, indicado em 2001, foi forçado a renunciar após denúncias de corrupção. (Jornal Alef).
Futebol israelense
O meia Gustavo Boccoli, 28 anos, revelado na Portuguesa, é um dos maiores ídolos do futebol israelense na atualidade. Dono da camisa 7 do Maccabi Haifa, ele foi eleito o melhor jogador de Israel na última temporada e vive o melhor momento de sua carreira profissional. Boccoli disse numa entrevista publicada no Brasil, que pode se naturalizar e defender as cores da seleção israelense. Existe a possibilidade e se acontecer, disse o jogador, “ficarei muito feliz em representar a seleção de Israel, pois tenho vivido muitas coisas boas aqui”. (Renato Andreão)
Futebol israelense II
O vice-artilheiro do campeonato brasileiro, com 14 gols, o atacante Schwenck, do Figueirense, apresentou-se ao Beitar Jerusalém, de Israel. O clube israelense também contratou o catarinense Tuto, artilheiro da Ponte Preta com 11 gols. Os dois assinaram contrato até 2008. (Jornal Alef e Futebol Total).
Futebol israelense III
Israel já teve jogadores importantes jogando na Europa como o Haim Revivo (ex-Celta de Vigo) e o Berkovic (ex-West Ham). Atualmente, a presença de jogadores israelenses, como o goleiro Aouate (La Coruña) e os meias Idan Tal (Bolton) e Benayoun (West Ham), em ligas importantes pode abrir o mercado para mais jogadores israelenses na Europa. Para Gustavo Boccoli isto mostra que Israel tem jogadores de qualidade. (Renato Andreão).
Lei européia contra o neonazismo
A Alemanha, na presidência de turno da União Européia (UE), quer estimular a adoção de uma legislação européia unificada para combater o neonazismo e o extremismo de direita, em particular os que negam o Holocausto e cometem atos e violências racistas. A ministra da Justiça, Brigitte Zypries (SPD), disse que a Alemanha pretende "lançar uma ofensiva para definir normas e padrões europeus na luta contra o extremismo de direita". "A negação do Holocausto deveria ser punida como um crime em toda a União Européia", disse ela. Em entrevista ao jornal Bild, a ministra disse ainda que, até agora, todo projeto europeu neste sentido fracassou devido à oposição da Itália. "No entanto, o novo governo de Roma sinalizou sua vontade em colaborar conosco”, observou. (Ansa).
Um site do Holocausto para iranianos
O Museu do Holocausto (Yad Vashem), que lembra os seis milhões de judeus exterminados na Europa e no norte da África pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, abriu um site para informar os iranianos. A informação em idioma farsi foi organizada em 20 capítulos e de forma cronológica, desde a chegada de Adolf Hitler ao poder na Alemanha, em 1933, até os processos de Nuremberg por crimes de guerra contra militares e líderes do Terceiro Reich. A decisão do museu israelense visa a contradizer aqueles que negam o Holocausto, massacre no qual também foi exterminado meio milhão de ciganos europeus. Na atualidade, mais de sessenta anos depois da Segunda Guerra Mundial, moram em Israel cerca de 200.000 sobreviventes do Holocausto. (EFE)
Khatami critica conferência do Irã
O ex-presidente iraniano Mohammad Khatami criticou a controvertida conferência sobre o Holocausto realizada em Teerã, no ano passado, numa entrevista publicada no jornal israelense Yediot Aharonot. "Condeno fortemente esta conferência", disse Khatami na entrevista concedida à margem do Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, na Suíça. "O Holocausto contra o povo judeu foi um dos mais graves atos contra a humanidade em nosso tempo. Não há dúvidas de que tenha acontecido", afirmou, em rara entrevista dada por uma autoridade iraniana à mídia israelense. "Sugiro que todos nós separemos o Holocausto das discussões israelense-palestinas e árabe-israelenses", acrescentou. "Foi um acontecimento sem precedentes e não pode ser comparado". O atual presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi mundialmente condenado por realizar a conferência questionando o Holocausto, em meados de dezembro, em Teerã. Ele tem repetido afirmações de que o Estado judaico deve ser varrido do mapa. (AFP).
Família muçulmana homenageada
Uma família muçulmana que salvou 26 judeus dos nazistas e levou-as em segurança para as montanhas da Albânia Central foi homenageada com o ‘Courage to Care Award’. A distinção foi conferida postumamente a Mefail e Njazi Biçaku, no Dia Internacional do Resgate, 17 de janeiro na cidade de Nova York, pela Liga Anti-Difamação. E foi recebida por seus familiares Muhamet Biçaku, Elida Hazbiu e Qemal Biçaku, dois dos quais viajaram da Albânia aos EUA para a cerimônia. (ADL).
Grupo de música eletrônica no Brasil
Uma das maiores referências mundiais da música eletrônica, o grupo israelense Infected Mushroom comemorou 10 anos de carreira com a turnê mundial “Becoming Insane World Tour 2006”, que incluiu 20 apresentações no Brasil. No Rio de Janeiro o espetáculo foi no Réveillon, na Praia de Ipanema. Os DJs Erez Eizen e Amit Duvdevani ocupam hoje o 12º lugar na relação dos 100 mais importantes do mundo, publicada pela revista DJ's Magazine. A nova formação incorporou o guitarrista israelense Erez Netz e o percussionista brasileiro Rogério Jardim à banda, que já contabiliza mais de meio milhão de discos vendidos – um número raro para o gênero – e um público superior a um milhão de pessoas em apresentações por todo o mundo. (Pletz.com).
Sala de orações para muçulmanos em aeroporto
O Aeroporto Internacional Bem Gurion, em Tel-Aviv, contará pela primeira vez com uma sala de orações para os muçulmanos. A medida é parte dos esforços para melhorar a percepção dos praticantes dessa religião ao tratamento dispensado por Israel a viajantes árabes. Há anos, os passageiros muçulmanos, entre os quais os árabes com cidadania israelense, reclamam que o principal aeroporto de Israel, que adota rígidas medidas de segurança, não oferece placas em árabe. Os árabes israelenses representam 20% da população do Estado judeu, de cerca de 7 milhões de pessoas. O árabe é a segunda língua oficial do país, depois do hebraico. "O Aeroporto Ben Gurion decidiu fortalecer seus laços com o setor árabe. Recebemos vários pedidos de passageiros e até de parlamentares para criarmos um pequeno espaço de orações com os requisitos necessários", disse Shmuel Hefetz, porta-voz do aeroporto. (Pletz.com).
Le Pen: anti-semitismo é engraçado
O líder da ultradireita francesa Jean-Marie Le Pen, que tenta suavizar sua imagem de radical para a eleição presidencial deste ano, disse achar que o anti-semitismo pode ser engraçado. Le Pen, da Frente Nacional que chocou a França ao ocupar o segundo lugar na eleição presidencial de 2002, assistiu recentemente a um show da polêmica comediante Dieudonné M'Bala M'Bala, que foi multada em 2004 por um tribunal francês por ter feito declarações anti-semitas. Questionado se o que ele achara engraçado em Dieudonné fora seu anti-semitismo, Le Pen respondeu: "Sim, isso também pode ser engraçado. Nenhum assunto deve ficar imune a críticas ou à ironia. Tudo depende de como ele é tratado". "Vocês sabem que as pessoas que mais gozam os judeus são os próprios judeus. Existe uma forma de humor judaico famosíssima." (Reuters).
Le Pen II
Le Pen, que ficou com 16,9% dos votos nas eleições presidenciais de 2002, foi condenado e multado em 1990 por incitar ao ódio racial e em 1996 por dizer que as câmaras de gás usadas pelos nazistas foram um "mero detalhe" da Segunda Guerra Mundial. Ele deve ser novamente julgado neste ano por ter dito, em 2005, que "a ocupação alemã não foi particularmente desumana". Em junho de 2006, ele disse que a seleção francesa de futebol tinha negros demais. Nos últimos tempos, o líder de 78 anos parece estar diminuindo sua retórica xenofóbica, no que foi encarado como um esforço de sua filha, Marine Le Pen, para atrair eleitores. Um novo pôster de sua campanha mostra uma mulher com aparência de imigrante, em vez da foto de Le Pen. Pesquisas mostram que cresceu o apoio à Frente Nacional, o que significa que a estratégia pode estar funcionando. Mesmo assim, ele ainda está atrás da socialista Ségolène Royal e do candidato governista Nicolas Sarkozy. (Reuters).
Explosão na TV Al Arabiya de Gaza
Uma bomba destruiu parcialmente a sucursal da TV Al Arabiya na Cidade de Gaza, sem deixar feridos. A redação estava vazia quando o explosivo deixado do lado de fora foi detonado, destruindo a porta do edifício e danificando algumas paredes internas. Os grupos militantes Hamas e Brigadas dos Mártires de Al Aqsa (ligada à Fatah) condenaram o atentado. Jornalistas palestinos de Gaza fizeram uma greve em protesto contra o atentado à TV por satélite, que é de Dubai. A explosão quebrou a porta da sucursal da Reuters, do outro lado do corredor. Uma semana antes houve ligações anônimas ameaçando ferir funcionários e queimar a sucursal por causa de uma reportagem em que aparecia o primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas.
Testemunhas disseram que há vários dias os funcionários da Al Arabiya não apareciam para trabalhar na sucursal. (Reuters).
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