Por: Yossi Groisseoign
Acordo, esperança?
Em Sharm El-Sheik, no Egito, o premiê de Israel, Ariel
Sharon, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas,
anunciaram em 9/2 um acordo verbal para o término de quatro
anos de confronto. Segundo agências noticiosas, ambos “concordaram
em pôr fim a todos os atos de violência contra palestinos
e israelenses onde quer que estejam”. Sharon disse que
foi acordado que “os palestinos irão interromper
todos os atos de violência contra israelenses e, paralelamente,
Israel suspenderá todas as atividades militares contra
palestinos”. Há esperança? Bem, acordos assinados
antes nunca foram cumpridos e grupos terroristas palestinos já disseram
nada ter com o acordo. Embora sem resultado formal de cessar-fogo,
foi marcado por otimismo de ambas as partes. Só que durou
pouco. O Hamas anunciou ter feito 46 ataques a Israel, dos quais
só 17 foram efetivos, felizmente sem atingir ninguém.
Fórum Social Mundial 2005
Entre 26 e 31 de janeiro aconteceu em Porto Alegre o Fórum
Social Mundial 2005. Como sempre, o evento foi trampolim para
ataques a Israel, injustamente acusado de invasor e carrasco
dos palestinos em quase todos os encontros organizados pelas
esquerdas. A Federação Israelita do Rio Grande
do Sul (Firgs) realizou no 1º dia uma caminhada e com o
apoio da Unesco, convidou para a Oficina ‘Dois Povos, Dois
Estados - O Caminho da Negociação no Conflito Palestino-Israelense’ os
conferencistas Manuel Hassassian (palestino) e Edward Kaufman
(israelense). O movimento juvenil sionista Betar emitiu nota à comunidade
gaúcha, posicionando-se contra os convites da Firgs aos
conferencistas e manifestando seu apoio incondicional a Israel.
A jornalista Pilar Rahola (Espanha), também esteve presente
e seus argumentos causaram impacto na platéia (Veja artigo
a respeito, de Pilar Rahola, em outra parte desta edição
do VJ).
Afeganistão agora só tem um judeu
O zelador da única sinagoga do Afeganistão, Ishaq
Levin, e penúltimo judeu do país, morreu aos 80
anos, após décadas de desavenças com o outro único
israelita de Cabul, afirmou seu vizinho judeu de 45 anos, Zebulon
Simentov. O corpo foi levado de avião ao Usbequistão
e depois a Israel onde foi enterrado por parentes de Levin. Israel
e Afeganistão não têm relações
diplomáticas. A comunidade judaica do Afeganistão
chegou a ter 40 mil pessoas no fim do século 19, depois
que judeus persas fugiram do Irã. Mas em meados do século
20, apenas 5 mil judeus restavam no país. A maioria emigrou
depois da criação de Israel em 1948. Segundo Simentov,
as últimas nove famílias saíram do Afeganistão
depois da invasão soviética de 1979. Mas Levin — o
zelador da sinagoga, ou shamash — permaneceu, mesmo durante
o repressivo regime do Talibã. (Agências).
Siciliano: desculpas e retirada de livro
A Federação israelita do Rio de Janeiro (Fierj)
recebeu carta de Álvaro Silva, presidente da Siciliano
S/A, ratificando o compromisso assumido por telefone com o presidente
da entidade, Osias Wurman sobre “a retirada de comercialização
do livro Minha Luta de todas as nossas Livrarias, bem como suspendendo
a compra futura de qualquer outro livro dessa naturaza”.
Em nome do Grupo Siciliano, Silva pediu desculpas pelo deslize.
Uma atitude a ser imitada e que merece parabéns. (Fierj).
Abbas antes da eleição: ‘Israel é o
inimigo sionista'
O líder palestino Mahmoud Abbas, dias antes de ser eleito
novo presidente da Autoridade Palestina, chamou Israel de "o
inimigo sionista", termo inusitado em se tratando de um
político de linha relativamente moderada. Abbas, eleito
dia 9/1, fez a declaração quando estava em campanha
em Khan Younis, reduto de extremistas. Em outro comício,
disse que iria combater a corrupção. É um
dos males que assolam a Autoridade Palestina, e é um dos
principais responsáveis pelo descontentamento dos palestinos
com sua situação atual. (Jerusalém Post).
Mortes no dia das eleições
No dia das eleições palestinas, quando Israel e
a Autoridade Palestina pediam calma aos grupos extremistas para
que a votação corresse tranqüila, um oficial
das Forças de Defesa de Israel, o capitão Sharon
Elmakayes, foi morto por um explosivo da organização
terrorista Hezbolá na região de Har Dov, mais de
um quilômetro dentro de Israel. Nas trocas de tiro que
se seguiram, um oficial francês da ONU foi morto, e um
soldado sueco também da ONU foi ferido. O ataque do Hezbolá foi
premeditado e não foi realizado em resposta a nenhuma
ação israelense, caracterizando-se mais uma tentativa
de conturbar as eleições palestinas. Há anos
os terroristas do Hezbolá, que têm apoio iraniano,
vêm fazendo o máximo para sabotar qualquer possibilidade
de renovação do processo de paz, apoiando diretamente
organizações terroristas palestinas que cometem
atrocidades contra civis ou militares israelenses na fronteira
norte de Israel ou produzindo seus próprios ataques. (Haaretz).
Príncipe se desculpa por fantasia nazista
O príncipe Harry, de 20 anos, pediu desculpas pelo uniforme
nazista que vestiu numa festa a fantasia e cujas fotos foram
publicadas no jornal londrino The Sun. "Sinto muito se causei
alguma ofensa ou vergonha a alguém. Foi uma má escolha
de fantasia e me desculpo", disse o príncipe num
comunicado divulgado pela Clarence House, residência oficial
de seu pai e herdeiro ao trono, o príncipe Charles. O
tablóide estampou na primeira página a manchete "Harry,
o Nazista", acompanhada de uma foto onde se vê o jovem,
com uma bebida e um charuto, vestido com um uniforme nazista
e um braçadeira com a suástica. Deputados trabalhistas
e ministros criticaram o príncipe e querem que se proiba
sua carreira na academia militar Sandhurts, a mais prestigiada
do Reino Unido, onde deveria entrar mês passado. Não
foi a primeira vez que Harry causou embaraço à família
real britânica. Em outubro passado, agrediu um fotógrafo
após sair de uma discoteca, uma semana depois que o colégio
de Eton acusou o jovem de trapacear nos exames de acesso à Universidade.
(The Sun/BBC Brasil).
Charles ordena ao filho visita a Auschwitz
A imprensa britânica comentou em seguida que o príncipe
Charles teria ordenado ao filho Harry que visitasse Auschwitz,
cujos 60 anos de libertação foram celebrados dias
atrás. Para marcar a data, a rainha Elizabeth II, avó de
Harry, recepcionou sobreviventes do Holocausto e veteranos da
Segunda Guerra Mundial. O Centro Simon Wiesenthal, organização
judaica internacional que combate o neonazismo e anti-semitismo
foi quem primeiro exortou o príncipe Harry, terceiro na
linha de sucessão britânica, a visitar o campo de
extermínio de Auschwitz, na Polônia, acompanhando
uma delegação britânica para ver os resultados
do odiado símbolo que ele escolheu vestir na festa a fantasia.
Charles então corroborou o pedido. (BBC Brasil.com/El
Reloj.com).
O governo brasileiro e a Autoridade Palestina
A delegação brasileira que acompanhou a eleição
para a presidência da Autoridade Palestina foi integrada
por 10 pessoas, entre elas o secretário Especial de Direitos
Humanos da Presidência da República, ministro Nilmário
Miranda, senadores, deputados, representantes do Itamaraty e
da sociedade civil. Miranda nem quis esconder sua parcialidade
e alegou ter presenciado dificuldades dos palestinos em votar
e que teve de esperar mais de três horas em algumas barreiras
montadas por Israel. Falou sobre uma “atitude prepotente
de Israel: eles têm a força militar e o apoio dos
Estados Unidos”. Outra frase de efeito: “Não
há um Estado Palestino, há um território
cheio de assentamentos”. O ministro explicou que o envio
de uma delegação foi uma demonstração
de apoio do governo brasileiro aos palestinos. (Gazeta Mercantil).
Lançado livro sobre Pelé em hebraico
Foi lançado no Centro Cultural Israel Brasil de Tel Aviv,
o livro “Pelé, deus de carne e osso”, de autoria
do escritor israelense Ioram Meltzer, que conta a história
da vida do jogador e sua brilhante trajetória até se
tornar um mito. Marcos Wasserman, presidente da entidade, revelou
que nos anos 70, o Centro Cultural promoveu a vinda de duas bolas
de futebol autografadas por Pelé, e o então capitão
da seleção brasileira, Carlos Alberto. Uma das
bolas foi adquirida por sir Aizik Wolfson, pela quantia de US$
10.000, e o dinheiro doado a um fundo de incentivo a esportistas.
A outra bola foi sorteada no campo de futebol por ocasião
do campeonato nacional israelense. Pelé, cujo nome em
hebraico pronuncia-se péle, significa maravilha, deu um
autógrafo a Meltzer quando este tinha 7 anos. O embaixador
do Brasil em Israel, Sérgio Eduardo Moreira Lima ressaltou
a importância da divulgação e valorização
da cultura brasileira no exterior. (CCIB de Tel Aviv).
Pelé nos Jogos Judaicos
Como a esposa Assíria descobriu recentemente que é judia,
Pelé e família já foram sondados para uma
viagem a Israel para acompanhar a delegação brasileira às
Macabíadas (jogos realizados a cada quatro anos em Israel,
com a participação de atletas de 51 países).
Pelé ainda não respondeu se aceita o convite, pois
os jogos serão realizados em junho. Assíria, entretanto,
já declarou que ele deseja participar do evento e que
ele ficou bastante surpreso com a descoberta de que a mulher é judia. “De
uma hora para outra, ele acordou cercado de judeus. A mulher,
a sogra e os filhos”. Assíria assegurou também
que, embora tenha ficado contente por saber que tem sangue materno
e paterno judaico, continuará evangélica. “O
judaísmo é mais do que uma religião, é uma
herança”, disse ela.
Site racista tirado do ar
Em São Paulo, o Gradi, sob a coordenação
da delegada Inês Cunha, obteve do provedor IG a retirada
do site Revista Criação, atendendo denúncia
encaminhada pela B’nai B’rith do Brasil. No site,
havia conteúdo racista e discriminatório contra
os judeus. “Como sempre o Gradi” — uma delegacia
especializada em crimes de intolerância e preconceito racial — “tomou
providências imediatas”, destacou Alberto Liberman,
diretor de Direitos Humanos da B’nai B’rith. De acordo
com a legislação brasileira o site incidiu em delito
ao comparar o judaísmo e o nazismo de forma pública,
com isto praticando e permitindo incitar o preconceito contra
os judeus, motivo pelo qual foi solicitada a sua remoção.
A denúncia à B’nai B’rith contra a
citada página eletrônica, foi encaminhada pelo jornal
Visão Judaica, de Curitiba. (B'nai B'rith do Brasil).
À procura de familiares
Esther Demaszko, endereço eletrônico estherdemaszko@ig.com.br
e telefone 0**(21) 2235-4265, do Rio de Janeiro, procura parentes
sobreviventes do Holocausto da família Demaszko, da cidade
de Ianevich, Polônia. Seu pai veio para o Brasil antes
da Segunda Guerra Mundial, deixando lá pai, quatro irmãos,
cunhadas e sobrinhos. Se alguém conhecer descendentes
dessa família e tiver informações pode contatar
Esther Demaszko.
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