Visão Judaica - Edição N° 21
:.O leitor escreve .:

Processo de paz
no Oriente Médio

Aos editores:

Altamente esclarecedor o artigo intitulado "Quinze coisas que não entendo sobre o processo de paz do Oriente Médio", do rabino Ephraim Shore, publicado pelo jornal Visão Judaica nº 20. É um texto magnífico que todos os que não compreendem o que se passa na Terra Santa deveriam ler, meditar e tirar suas próprias conclusões. Recomendo-o especialmente para aqueles que se deixam iludir pelos rodeios e falsidades disseminadas em certos meios que se dizem intelectualizados. Parabéns ao rabino e ao jornal Visão Judaica por tê-lo publicado.

Cláudio A. Toledano
Curitiba - PR

As dez tribos perdidas de Israel

Prezados redatores:

Na edição de dezembro de Visão Judaica senti falta das "Dez Tribos Perdidas de Israel", material interessantíssimo e que venho acompanhando para enriquecimento cultural. Gostaria de saber se a série terminou. Aproveito a oportunidade para cumprimentá-los pela excelência da publicação, feita com muito esmero e rica em informações.

Tatiana Cosmoski
São Paulo - SP

NR: Agradecemos os elogios da leitora e informamos que a série "As Dez Tribos Perdidas de Israel" foi ocasionalmente interrompida por problemas de espaço na edição nº 20, mas está de volta nesta edição.

Reação a artigo na Folha de S.Paulo

Senhor Redator:

A respeito de artigo publicado dia 20 de janeiro de 2004, em 'Tendências e Debates', no jornal Folha de S.Paulo, de autoria de Mateus Soares de Azevedo, sob o título 'Judaísmo, Anti-semitismo, Sionismo', diversas datas erradas são citadas no artigo que tem inúmeras incorreções sobre os fatos históricos. Entre eles lembro que a Diáspora judaica é anterior à destruição do 2º Templo pelos romanos, no ano 70, existindo pelo menos desde a destruição do 1º Templo. E o Zohar foi produzido no Norte da Espanha, já fora dos domínios muçulmanos. Outro erro de Azevedo: a parte principal da obra de Maimônides foi escrita no Egito e não na Espanha.
Uma vez que o autor do texto nada conhece sobre história do sionismo, melhor faria se calado ficasse sobre o tema. Ele desconsidera o vazio político do movimento nacional palestino depois da 2ª Guerra Mundial, após o ostensivo apoio do mufti de Jerusalém, Hadj Amin al Husseini aos nazistas. Enquanto isso, o movimento sionista se engajava na luta contra o nazifascismo. Omite ainda que população judaica na Palestina, em 1948, (de 600 mil pessoas e não 1 milhão), era em sua maioria composta por refugiados das perseguições anti-semitas de vários séculos na Europa, taxando-os de 'colonos'. O que se presencia naquele artigo é um anti-semitismo disfarçado de anti-sionismo, como as propostas genocidas de se destruir o Estado de Israel em nome da 'justiça para com os palestinos'.

Francisco Moreno de Carvalho, médico, historiador, doutorando na Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel,

'Oposição natural' entre judeus,Cristãos e muçulmanos?

Senhor Diretor:

Sou diretor de uma instituição católica de caridade, estudei na Pontifícia Universidade Católica e doutorei-me pela USP lecionei por 25 anos. Como judeu rebato a afirmação de Mateus Soares de Azevedo, em seu artigo publicado pelo jornal Folha de S.Paulo, dia 20 de janeiro de 2004, em 'Tendências e Debates', de que existe uma 'oposição natural' dos cristãos e muçulmanos contra os judeus. O Brasil é bem um exemplo de tolerância onde pessoas originárias das mais diversas etnias, religiões e países, convivem sem oposição natural, e terminaram construindo uma cidade como São Paulo, começando com a imigração italiana e hoje com 450 anos de história e orgulho desta harmonia natural. E quando o autor diz: 'curiosamente, a despeito das tensões, suas comunidades somente prosperaram em terras do Islã ou do cristianismo', destaco: não existem, que eu saiba, terras do islã ou do cristianismo, e por outro lado existem judeus que prosperaram e judeus que vivem na penúria, assim como entre os cristãos e islamitas'.

Luis Gaj, professor
São Paulo - SP






 

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