Processo
de paz
no Oriente Médio
Aos editores:
Altamente esclarecedor o artigo
intitulado "Quinze coisas que não entendo sobre o
processo de paz do Oriente Médio", do rabino Ephraim
Shore, publicado pelo jornal Visão Judaica nº 20.
É um texto magnífico que todos os que não
compreendem o que se passa na Terra Santa deveriam ler, meditar
e tirar suas próprias conclusões. Recomendo-o especialmente
para aqueles que se deixam iludir pelos rodeios e falsidades disseminadas
em certos meios que se dizem intelectualizados. Parabéns
ao rabino e ao jornal Visão Judaica por tê-lo publicado.
Cláudio A. Toledano
Curitiba - PR
As dez tribos
perdidas de Israel
Prezados redatores:
Na edição de dezembro
de Visão Judaica senti falta das "Dez Tribos Perdidas
de Israel", material interessantíssimo e que venho
acompanhando para enriquecimento cultural. Gostaria de saber se
a série terminou. Aproveito a oportunidade para cumprimentá-los
pela excelência da publicação, feita com muito
esmero e rica em informações.
Tatiana Cosmoski
São Paulo - SP
NR: Agradecemos os elogios da leitora
e informamos que a série "As Dez Tribos Perdidas de
Israel" foi ocasionalmente interrompida por problemas de
espaço na edição nº 20, mas está
de volta nesta edição.
Reação
a artigo na Folha de S.Paulo
Senhor Redator:
A respeito de artigo publicado dia
20 de janeiro de 2004, em 'Tendências e Debates', no jornal
Folha de S.Paulo, de autoria de Mateus Soares de Azevedo, sob
o título 'Judaísmo, Anti-semitismo, Sionismo', diversas
datas erradas são citadas no artigo que tem inúmeras
incorreções sobre os fatos históricos. Entre
eles lembro que a Diáspora judaica é anterior à
destruição do 2º Templo pelos romanos, no ano
70, existindo pelo menos desde a destruição do 1º
Templo. E o Zohar foi produzido no Norte da Espanha, já
fora dos domínios muçulmanos. Outro erro de Azevedo:
a parte principal da obra de Maimônides foi escrita no Egito
e não na Espanha.
Uma vez que o autor do texto nada conhece sobre história
do sionismo, melhor faria se calado ficasse sobre o tema. Ele
desconsidera o vazio político do movimento nacional palestino
depois da 2ª Guerra Mundial, após o ostensivo apoio
do mufti de Jerusalém, Hadj Amin al Husseini aos nazistas.
Enquanto isso, o movimento sionista se engajava na luta contra
o nazifascismo. Omite ainda que população judaica
na Palestina, em 1948, (de 600 mil pessoas e não 1 milhão),
era em sua maioria composta por refugiados das perseguições
anti-semitas de vários séculos na Europa, taxando-os
de 'colonos'. O que se presencia naquele artigo é um anti-semitismo
disfarçado de anti-sionismo, como as propostas genocidas
de se destruir o Estado de Israel em nome da 'justiça para
com os palestinos'.
Francisco Moreno de Carvalho, médico,
historiador, doutorando na Universidade Hebraica de Jerusalém,
Israel,
'Oposição
natural' entre judeus,Cristãos e muçulmanos?
Senhor Diretor:
Sou diretor de uma instituição
católica de caridade, estudei na Pontifícia Universidade
Católica e doutorei-me pela USP lecionei por 25 anos. Como
judeu rebato a afirmação de Mateus Soares de Azevedo,
em seu artigo publicado pelo jornal Folha de S.Paulo, dia 20 de
janeiro de 2004, em 'Tendências e Debates', de que existe
uma 'oposição natural' dos cristãos e muçulmanos
contra os judeus. O Brasil é bem um exemplo de tolerância
onde pessoas originárias das mais diversas etnias, religiões
e países, convivem sem oposição natural,
e terminaram construindo uma cidade como São Paulo, começando
com a imigração italiana e hoje com 450 anos de
história e orgulho desta harmonia natural. E quando o autor
diz: 'curiosamente, a despeito das tensões, suas comunidades
somente prosperaram em terras do Islã ou do cristianismo',
destaco: não existem, que eu saiba, terras do islã
ou do cristianismo, e por outro lado existem judeus que prosperaram
e judeus que vivem na penúria, assim como entre os cristãos
e islamitas'.
Luis Gaj, professor
São Paulo - SP