Por: Yossef Dubrawsky
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Em um de seus discursos,
em Purim, o Rebe explica: Quando Mordechai contou à
Rainha Ester sobre o cruel decreto de Haman, ela pediu que reunisse
os
judeus e lhes pedisse para jejuarem por ela durante três
dias. Eu também
jejuarei, completou ela. Aqui encontramos, além do pedido,
que poderia ser
apenas pelo jejum, a ênfase na união dos judeus:
"juntar os judeus". Ester,
tanto quanto Mordechai, sabia que o poder dado a Haman para destruir
o povo
judeu, não era apenas um mero acaso da história
mas, acima de tudo, uma
conseqüência de falhas dentro deste povo.
Como não podia acabar com o efeito sem destruir a causa,
seu primeiro ato
foi convocar o povo judeu ao arrependimento e ao jejum. Quando
Haman falou
para o rei Achashverosh que "existia uma nação
que vivia dispersa, espalhada
e separada entre o povo", não queria apenas dizer
que os judeus viviam em
diferentes lugares do reino. Também estava implícito
que cada um só se
preocupava consigo mesmo, vivendo separados uns dos outros. Já
que Haman
sabia da força do povo judeu quando unido e agora que viviam
separados no
seu egoísmo, era o momento certo para destruí-los.
Ester sabia que o povo judeu tem em Ahavat Yisrael (amor ao próximo)
sua
força e era preciso unir os judeus novamente. Atendendo
o pedido de
Mordechai, os judeus uniram-se em jejum e orações,
todos juntos diante da
desgraça que se aproximava e assim puderam trazer as bênçãos
de Hashem para
a Rainha Ester, que ante o Rei Achashverosh conseguiu reverter
o terrível
decreto de Haman, que pretendia destruir fisicamente o povo judeu.
As mitzvót de Purim envolvem sempre Ahavat Yisrael: ouvir
juntos a Meguilá,
trocar Mishloach Manot, dar tsedacá, fazer uma refeição
festiva, alegrar-se
e alegrar uns aos outros.
Em nossa época, quando Israel enfrenta um inimigo que já
levou tantas vidas
entre nosso povo, o pedido da Rainha Ester deve encontrar eco
em nossos
corações. É preciso que estejamos unidos
e principalmente em Purim,
participando juntos das mitzvót desta festa, com alegria
e perfeita união. E
que as palavras que lemos na Meguilá "e para os judeus
houve luz, alegria,
regozijo e honra", tornem-se realidade, com a derradeira
Redenção.
* Yossef Dubrawsky
é rabino do Beit Chabad em Curitiba.