Visão Judaica - Edição N° 21
:. Criticar a construção da cerca é hipocrisia .:

Caro leitor: Estamos de volta. É estranho como a questão da cerca que Israel constrói se tornou um assunto mais debatido do que o problema focal - o desarmamento do Hamas e Cia. Ltda. As centenas de atentados e tentativas perpetradas pelos suicidas que transitavam livremente entre Israel e os territórios palestinos da Margem Ocidental levaram a um movimento de bases, pedindo uma separação física, que o governo israelense não pode mais ignorar. Os municípios do vale de Bet Shean até fizeram sua cerca por conta própria. O prefeito de Modiin chegou a considerar construir com meios próprios seu trecho de cerca, sem esperar o fim da discussão em torno de Ariel, por onde ainda não foi definido o traçado da cerca, por causa das pressões contra. O que muitos não sabem, é que a inexistência de fronteiras físicas permite que qualquer mal-intencionado que sofra lavagem cerebral e processo de fanatização vista um cinturão carregado de explosivos e caminhe até alguma cidade em Israel e desencadeie a tragédia de uma explosão com o objetivo de matar o maior número de pessoas.
A idéia da cerca não é nova. Já havia sido construída nas fronteiras com o Líbano e com Gaza. E então, a partir desses locais caiu quase a zero a incursão de terroristas em Israel. Mesmo na parte já operacional da cerca ao longo - e até além, incorporando certos assentamentos - da chamada linha verde, um limite virtual entre Israel e a Cisjordânia, ela já mostra sua eficiência, pois os atentados estão sendo contidos. Não foram eliminados, mas contidos. Protestos surgem de todos os cantos para lembrar que os empregos, a economia e a vida dos palestinos estão sendo prejudicados. Porém, nenhum desses se incomodou em protestar pelas vidas perdidas dos israelenses. Há aí uma inversão de valores - a vida humana valeria menos do que o incômodo de caminhar alguns quilômetros até um portão de controle e passagem - ou, tratar-se-ia mesmo de anti-semitismo daqueles que desprezam os judeus a ponto de desejar-lhes a morte? Evidentemente existem também os inocentes úteis, aqueles que gritam porque os outros gritam contra a cerca, mas nada sabem a respeito dela ou porque ela é necessária.
Dentro de Israel até mesmo para os que fazem oposição ao governo de Sharon já está bastante claro que a cerca é a opção mais apropriada para garantir a segurança da população contra a demência dos suicidas-bomba. Todos sabem que uma cerca, por maior que seja, nada mais é que uma simples cerca. Que pode, evidentemente, ser removida, no instante em que o perigo dos atentados deixar de existir. Esse dia, lamentavelmente, não parecer estar próximo, principalmente por causa das circunstâncias atuais. Os religiosos insuflam os fiéis instigando à matança e ao ódio, os grupos terroristas bem armados continuam a agir livremente dentro do território palestino cooptando os jovens para o suicídio, os livros escolares destinados às crianças estão repletos de incitação contra os judeus, estimulando-lhes uma cultura de morte que os robotiza. E o que é e pior, não há por parte da Autoridade Palestina nenhum sinal concreto de que aceita conviver pacificamente ao lado de Israel. Pelo contrário, todos os emblemas e mapas da Palestina por eles utilizados, situam a Palestina no lugar de Israel, não ao lado dele. Nesse aspecto, a cerca exerce um fator positivo de pressão: e um dia os palestinos compreenderão que não podem derrotar Israel e que terão que coexistir pacificamente com os judeus. Isso pode durar um ano, dois, cinco, dez, vinte anos ou mais, mas chegaremos lá. E aí a cerca não terá mais razão para existir

A Redação.

Voltar