Por: Yossi Groisseoign
Invasão na calada da noite
Na madrugada de domingo, horas antes do plebiscito no qual o governo venezuelano foi derrotado em suas pretensões de perpetuação no poder, 40 policias do DISIP (polícia política), grupos antiterror, esquadrão antibombas, e entorpecentes, e paramilitares, derrubaram as portas do Colegio y Centro Social, Cultural y Deportivo Hebraica de Caracas. Estavam procurando armas e explosivos que "poderiam ser usados para desestabilizar o plebiscito." Os dirigentes do clube e da escola foram impedidos de entrar no local enquanto a polícia revirava as instalações. Nada foi achado. É a segunda vez que isso acontece. Em 2005, a polícia venezuelana invadiu a Hebraica quando as crianças chegavam para as aulas. Nada foi encontrado daquela vez também. (Fierj).
Rahola recebe Prêmio Scopus
A jornalista e escritora Pilar Rahola, membro do Conselho Assessor da Infomedio, foi distinguida com o Prêmio Scopus 2007, concedido pela Fundação Amigos Argentinos da Universidade Hebraica de Jerusalém. O galardão é entregue anualmente a personalidades de diferentes especialidades que tenham contribuído para o melhoramento da sociedade. No caso de Pilar Rahola se quis reconhecer seu afã na luta contra a violação dos Direitos Humanos e a degradação dos Direitos Civis. Anteriormente, já receberam o Scopus Prêmios Nobel como Saul Bellow e Elie Wiesel. O jornal Visão Judaica aproveita para manifestar sua profunda satisfação diante desse fato e felicitar sua colaboradora, que tem sido uma campeã na promoção das liberdades e dos direitos humanos no Oriente Médio. (Infomedio)
Nazistas procurados na América do Sul
O Centro Simon Wiesenthal lançou em Buenos Aires a "Operação Última Chance", uma campanha para buscar nazistas escondidos e processá-los pelos crimes cometidos durante o regime nazista na Alemanha (1933-1945). Extensiva à Argentina, Chile, Uruguai e Brasil, a campanha usa a mídia para encontrar os nazistas, oferecendo recompensa em dinheiro a quem fornecer informações que resultem em condenações. A América Latina foi o destino de muitos nazistas após a 2ª Guerra Mundial. Entre 150 e 300 suspeitos entraram apenas pela Argentina. Na AL, o projeto é liderado pelo diretor do Centro Simon Wiesenthal, Sérgio Widder. A operação iniciou em 2002 na Lituânia, Letônia e Estônia e já recolheu nomes de 488 suspeitos em 20 países, e entregou 99 nazistas às promotorias públicas, resultando em três mandados de prisão, dois pedidos de extradição e em várias investigações. (BBC Brasil).
Gaza: Hamas mata e fere
Em 12/11 uma repressão do Hamas aos habitantes palestinos de Gaza deixou 6 mortos e 150 feridos numa manifestação pacífica, convocada.pelo Fatah, grupo rival, para comemorar os três anos da morte de Yasser Arafat. Esta foi a maior demonstração de força do movimento desde que o radical Hamas tomou o poder de forma violenta na Faixa de Gaza em junho passado. Em um determinado momento, homens do Hamas começaram a disparar contra a multidão matando 6 civis e ferindo pelo menos 150 pessoas. (Infolive.tv).
Hamas pede à ONU fim de Israel
Enquanto emissoras de rádio e os jornais israelenses recordavam dia 29/11 a histórica votação da ONU na qual as principais nações do mundo votaram a favor da Partilha da Palestina, naquela data, em 1947, o Hamas pediu a esse organismo que renunciasse à sua decisão. “A Palestina é um território árabe-islâmico desde o rio até o mar, incluindo Jerusalém e os judeus não têm lugar aí”, declarou um comunicado do grupo terrorista. O Hamas quer a criação de um Estado palestino baseado na lei islâmica e pede a destruição de Israel, ao qual se referem como o Estado sionista. O presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas participou em 27/11 junto com o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert, da conferência de Annapolis, nos Estados Unidos, com o intuito de avançar nas negociações de paz com Israel e na criação de um Estado palestino. O Hamas qualificou Abbas de “traidor” por aceitar negociações com Israel e anunciou sabotá-las realizando atentados terroristas. (Infolive.tv).
O ‘cala-boca’ do rei espanhol
A imprensa espanhola destacou o "gesto sem precedentes" do rei Juan Carlos, que no encerramento da Cúpula Íbero-americana, no Chile, disse ao presidente venezuelano, Hugo Chavez, para se calar. Em editorial, o jornal El Mundo, disse que o rei colocou venezuelano "em seu lugar em nome de todos os espanhóis". O incidente ocorreu depois o venezuelano chamou o ex-primeiro-ministro espanhol Jose Maria Aznar de "fascista". O atual primeiro-ministro, o socialista Jose Luis Rodriguez Zapatero, saiu em defesa de Aznar observando que ele fora eleito "democraticamente pelo povo e foi um representante legítimo do povo espanhol". Chavez tentou interromper Zapatero diversas vezes apesar de estar com o microfone desligado. Furioso, o rei levantou-se e dirigiu-se a Chavez: "Por que o senhor não se cala?" Em seguida, Juan Carlos saiu da reunião, em protesto. "O rei já não se cala" foi a manchete da primeira página do jornal ABC, que dedicou várias páginas ao episódio. (BBC Brasil).
Evento em Brasília destaca a paz
"Por uma Cultura da Paz, Coexistência e Diálogo versus os dilemas do Anti-semitismo, Racismo, Xenofobia, Fundamentalismos e Discriminação contra a Mulher", foi o evento realizado dia 20/11 no Instituto Educacional de Brasília (IESB) pelos cursos de Comunicação e Relações Internacionais para a comunidade acadêmica. Cerca de 200 participantes assistiram o evento e participaram dos debates que tiveram como representante da Conib, Sabrina Steinecke, presidente da mesa o professor Marcelo Vieira Walsh, e ainda os conferencistas: Irajd Roberto Eghrari (A Atual Situação da Comunidade da Fé Bahá’i no Irã), Alexandro da Anunciação Reis (A Atuação da Secretaria Especial de Políticas da Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR na construção da igualdade racial no Brasil e o seu exemplo para o Mundo), Cláudio Romero (A Exclusão Social e Política dos Índios na Nova Ordem Global) e Adivar Ferreira de Aguiar (A Maçonaria e a Construção da Cultura da Fraternidade). (IESB).
Aécio Neves em Israel
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) esteve em novembro em Israel, onde participou de diversos contatos com autoridades e empresários dás áreas de segurança pública, agricultura e meio ambiente. A comitiva fez também uma apresentação sobre Minas Gerais. A viagem foi organizada pela Embaixada de Israel no Brasil e pela Federação Israelita do Estado de Minas Gerais, com o apoio da CONIB. A delegação da Fisemg foi composta pelo seu presidente Sílvio Musman e pelos diretores Marcos Brafman, Dan Kraft e Sergio Pitchon. “Esta foi minha viagem mais emocionante”, declarou Aécio Neves, ao terminar sua visita ao Yad Vashem. Foram três dias de visitas que ainda incluíram locais sagrados, como o Kotel, via dolorosa e Santo Sepulcro. (Conib).
Ministra Marina Silva também
A convite da Embaixada de Israel no Brasil, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participou de 18 a 22 de novembro, em Israel, da “Conferência Internacional sobre Liderança da Mulher para o Desenvolvimento Sustentável”. A abertura no Ministério das Relações Exteriores, em Jerusalém, contou com as presenças da ministra Tzipi Livni e da representante da Secretaria Geral das Nações Unidas, Asha Rose Migiro. A cerimônia de encerramento foi na Residência Presidencial, com a presença do presidente de Israel, Shimon Peres. A ministra Marina Silva presidiu a sessão plenária com o tema “Recursos Naturais e Desenvolvimento Sustentável”. A conferência teve mais de 70 líderes femininas de 58 países, e é fruto da cooperação entre a Unesco, o Centro Internacional de Capacitação Golda Meier (Haifa) e o Centro de Cooperação Internacional Mashav. Ela visitou o Parque Industrial de Tefen, considerado modelo de desenvolvimento regional sustentável e o primeiro do gênero na Galiléia, e ainda o Parlamento israelense e o Museu do Holocausto, Yad Vashem. (Embaixada de Israel).
Meia volta britânica
O príncipe Charles poderá brindar os 60 anos de Israel O secretário do Exterior inglês, David Miliband, declarou em visita a Israel que a casa real não participou das tratativas expostas nos e-mails publicados pelo jornal londrino Jewish Chronicle. Segundo o representante inglês, uma futura visita do príncipe Charles é assunto a ser discutida entre a casa real e o governo inglês e pode acontecer no ano que vem quando serão comemorados os 60 anos do Estado de Israel. Para Miliband, o príncipe Charles ficou muito bem impressionado com a Terra Santa quando foi ao sepultamento de Itzhak Rabin, há 12 anos. (Noticias da Rua Judaica).
Popularidade nas ruas
Surpreendeu o resultado da pesquisa realizada em Israel sobre personalidades homenageadas em locais públicos. Em primeiro lugar apareceu o fundador do movimento de resistência judaica Irgun e do Sionismo Revisionista, Ze'ev Jabotinsky, com 57 locais como ruas, praças e parques, superando até o pai do Sionismo, Theodor Herzl (segundo lugar com 52 citações). A seguir, empatados com 48 homenagens, David Ben Gurion, que declarou a independência de Israel, Haim Nachman Bialik, poeta e o escritor e Rabino Shalom Shabazi, um dos mais importantes poetas judeus nascido no Iêmen. O ex-primeiro-ministro Menachem Begin, conhecido pela modéstia, recebeu 43 nominações. A primeira mulher aparece em 20º lugar e, outra surpresa, não foi a histórica Golda Meir. A heroína pára-quedista Hannah Szenes é a primeira das mulheres com 38 locais. Golda Meir, que tem nome num cruzamento de ruas em Manhattan, nos EUA, conta com apenas 12 locais de homenagem que eternizam o nome da mulher ícone de amor e dedicação ao judaísmo e sionismo. (Notícias da Rua Judaica).
Cientista tem 2º livro lançado em NY
O segundo livro do cientista e membro da comunidade judaica paranaense Marcelo Samuel Berman foi publicado em Nova York. ‘Introduction to general Relativists and Scala-Tensor Cosmologies’, estuda o universo em grande escala. Ele explica que a única força cosmológica de grande alcance é a gravitação e por isso é necessária uma Teoria Geral da Relatividade como a de Albert Einstein pela qual a matéria curva o espaço. O novo livro, como o anterior, ‘Introduction to general relativity and the cosmological constant problem’, foi editado pela Nova Science, e analisa as teorias mais gerais que a Einstein, mas afirma ele “que não se está negando a Relatividade Geral, apenas se estuda como ficaria essa teoria caso o campo escalar fosse congelado”. Berman é membro da Academia de Ciências de Nova York, da International Society on General Relativity and Gravitation, mestre e engenheiro pelo ITA, doutor em Física Teórica pela URFJ e tem pós-doutorado na Universidade da Flórida. (O Estado do Paraná).
|