Por: Yossi Groisseoign

Morre Milton Friedman
O economista Milton Friedman, Prêmio Nobel de Economia em 1976, morreu dia 16/11 aos 94 anos, em São Francisco (Califórnia, EUA). Ele ganhou o prêmio com seus trabalhos sobre o papel do dinheiro na inflação, o uso da política monetária, além da história e teoria monetária e por trabalhos sobre políticas de estabilização econômica. Nasceu em 31 de julho de 1912, numa família judaica no bairro do Brooklyn, em Nova York. Seus pais vieram de Beregovo, região da Transcarpácia, na Ucrânia. Obteve seu PhD na Universidade Columbia em 1946 e foi professor de economia na Universidade de Chicago entre 1946 e 1976. Desde 1977 era afiliado à Hoover Institution, na Universidade Stanford. “É muito raro para um economista obter tamanha influência, direta e indiretamente, não só na pesquisa como na política”, disse um comunicado da Academia Real de Ciências da Suécia, da época em que Friedman ganhou o prêmio. (Reuters).

Kassam mata muçulmana
casada com judeu
Dos diversos foguetes Kassam que caíram em Sderot, Israel, um  matou Fatima Slutsker, 57 e feriu seriamente diversos israelenses. Slutsker era uma muçulmana, das Montanhas do Cáucaso, na ex-União Soviética, que veio para Israel há três anos junto com seu marido judeu. Uma testemunha disse que ela havia acabado de atravessar a rua e estava esperando o marido que permanecia no outro lado. Avichai Yosef e Benny Libranti, da organização de resgate Zaka, disseram que a cena era similar a de explosão de um homem-bomba em um ônibus. Muitos não foram ao enterro com medo de novos ataques. Uma delegação de muçulmanos membros do Parlamento israelense foi ao local prestar seus respeitos à Fátima. Outros Kassam deixaram gravemente feridos Meor Ben Dorit e Snir Itzhak ben Miri. (Jerusalem Post).

Famílias de tribo perdida
chegam a Israel
Vinte famílias da comunidade de Bnei Menashe, supostamente uma das tribos perdidas do povo judeu, vindas da Índia, chegaram a Israel, segundo informou o jornal Haaretz. Depois de 2.700 anos de diáspora, os membros da tribo chegaram dia 28/11 ao aeroporto de Tel-Aviv, vindos de Mumbai. Eles foram recebidos por parentes, centros de absorção de Karmiel e Nazaré, no norte de Israel. A comunidade de Bnei Menashe conta com cerca de 8 mil membros originários das províncias de Manipur e Mizoram, na fronteira com Bangladesh. Mil já vivem em Israel, onde começaram a chegar em 1996. O grupo que acaba de chegar se converteu ao judaísmo no verão de 2005, com a ajuda do grande rabino sefardita Shlomo Amar. (Agência Estado).

Denunciado uso de escudos
humanos por palestinos
Grupos armados palestinos não devem colocar em perigo a vida de civis estimulando-os a se reunir nas casas de militantes que são alvo do Exército israelense, denuncia a organização Human Rights Watch (HRW) num comunicado emitido. A HRW se refere ao incidente que ocorrido, quando um suposto militante palestino chamou a população do campo de refugiados de Jabalya, no norte da Faixa de Gaza, para proteger sua casa depois que recebeu uma ligação do Exército na qual lhe pediam que evacuasse o imóvel porque seria bombardeado. Centenas de palestinos se concentraram na casa e o Exército teve que cancelar o ataque. Em 3/11, durante a ocupação israelense em Beit Hanoun, no norte de Gaza, de onde são lançados Kassam, dezenas de mulheres foram convocadas a uma mesquita supostamente com o objetivo de tirar os militantes que se refugiavam em seu interior, que estavam cercados pelo Exército israelense. Nesse caso, duas mulheres morreram e outras dez ficaram feridas. (Agência Estado).
Somalis ajudaram Hezbolá 
no conflito com Israel
Mais de 700 militantes somalis ajudaram o Hezbolá em sua guerra contra Israel, de acordo com informações de um documento confidencial da ONU. A Agência Reuters revelou que o documento relata que militantes islâmicos viajaram da Somália para lutar ao lado do Hezbolá, onde foram treinados e armados pela Síria e Irã. O relatório cujo foco inicial era a violação ao embargo de armas, deverá ser discutido nas Nações Unidas. (Jewish Telegraph Agency).

Neonazistas atacam sinagoga
no ABC Paulista
Em novembro a Sinagoga de Santo André foi pichada com suásticas e frases contra os judeus. Fotos do local foram encaminhadas para a Federação Israelita do Estado de São Paulo e foi feito um Boletim de Ocorrência. O ato de violência contra a comunidade judaica de Santo André foi repudiado por diversas entidades. Há menos de um mês estabelecimentos comerciais de judeus também foram pichados na cidade de Várzea Paulista, juntamente com outras quatro localidades do interior, com ataques aos negros, judeus, nordestinos e homossexuais. Um Ato pela Igualdade, Tolerância e Paz foi realizado dia 25 de novembro, em reunião liderada pelo prefeito de Várzea Paulista, juntamente com a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, à qual compareceram a B’nai B’rith, lideranças políticas, religiosas e civis e apóia, por todos os segmentos da população local. (B’nai B’rith).

Ministro britânico vê
novo anti-semitismo
O ministro do Trabalho britânico Dennis MacShane — um aliado do primeiro-ministro Tony Blair — e co-autor de um relatório sobre o crescimento do anti-semitismo no velho continente disse ao Jerusalem Post em Berlim, que a Europa Ocidental está sofrendo de um novo anti-semitismo. O ‘fundamentalismo islâmico, os intelectuais de esquerda e os neonazistas estão causando um ressurgimento do anti-semitismo na Europa que precisa ser combatido’. MacShane cita uma aliança pouco ortodoxa entre os três na propagação do sentimento anti-semita, ‘que não é mais um problema de extremistas de direita como no século 20, embora este ainda exista’. Em Berlim, onde participou de uma Conferência sobre o Anti-semitismo, MacShane afirmou que o fundamentalismo islâmico deve ser vigorosamente combatido, e exortou os intelectuais de esquerda, dizendo que estão enganados se pensam que ao se mostrarem amigáveis, os ataques irão parar. (Jerusalem Post).

Policial francês
mata torcedor racista
Um policial francês matou com um tiro um torcedor do Paris Saint Germain, ao tentar proteger um seguidor do time rival, o Hapoel, de Tel Aviv, e se ver acossado por um grupo de torcedores violentos, que gritavam insultos racistas e anti-semitas e tentavam linchá-los. O policial, que é negro, natural de Martinica, e vestia trajes civis no momento do incidente, foi detido até que as circunstâncias fossem esclarecidas, recebeu todo o apoio do corpo policial e sua versão foi corroborada por testemunhas. Além disso, estão detidos cinco torcedores do PSG “por insultos racistas e anti-semitas”. O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, classificou de “dramático” o incidente, ocorrido no estádio Parc des Princes, onde o PSG perdeu de 4 a 2 para o time visitante pela Copa da Uefa. (France Presse).

Policial francês — 2
Segundo testemunhas, o agente tentou auxiliar o jovem francês, torcedor do time israelense, que estava sendo ameaçado por cerca de 150 seguidores do PSG. O policial foi insultado pelos agressores, que queriam linchá-los e gritavam “negro e judeu de merda”. Para se defender e defender o torcedor ameaçado, o agente lançou uma bomba de gás lacrimogêneo, mas os agressores não desistiram. Ambos correram para um fast food, mas ao perceber que estavam encurralados pelos hooligans, o agente disparou dois tiros em legítima defesa. O morto é um jovem de 24 anos torcedor da equipe parisiense. Outro torcedor do PSG de 26 anos ficou ferido, mas não corre risco de vida. De acordo com o jornalista Philippe Broussard, da revista L’Express, o grupo era “muito hostil” e mostrava claramente um “ódio racial” em seus insultos, enquanto perseguia o policial e o torcedor do time israelense até o restaurante da rede McDonald’s no qual tentaram se refugiar. (France Presse).

Mais ameaças de Ahmadinejad
O logorréico presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro palestino Ismail Haniyeh (Hamas) mantiveram dia 1º/12 conversação em Doha, Qatar. Ahmadinejad disse a Haniyeh, “Como todo o mundo sabe, o regime sionista regime foi criado para estabelecer domínio de estados arrogantes sobre a região e permitir o inimigo penetrar no coração terra muçulmana”. Disse que o regime israelense era inerentemente uma “ameaça”, e que estava “à beira de desaparecer”. Haniyeh elogiou o apoio do governo iraniano à causa palestina. “A brilhante posição da nação iraniana nas legítimas batalhas dos palestinos os encoraja e representa seu profundo entendimento dos princípios islâmicos”, declarou o governante palestino, segundo a agência oficial do Irã. “A Intifada continuará até que a causa dos palestinos seja materializada e Al-Quds Al-Sharif (Jerusalém) libertada”, acrescentou Haniyeh. Ahmadinejad arrematou dizendo: “Não há nenhuma dúvida de que a nação palestina e os muçulmanos emergirão vitoriosos” “A emissão continuada de crimes pelo sionista regime acelerará o colapso deste regime fictício”, disse Ahmadinejad. (Internet). 

No Brasil, especialista em islã
Daniel Pipes, uma das maiores autoridades sobre o Oriente Médio e o Islã esteve em São Paulo de 2 a 4 de dezembro, onde se encontrou com lideranças da B’nai B’rith do Brasil e diversas personalidades como o deputado federal Walter Feldman e o rabino Henry I. Sobel. Ele foi convidado pelo governo brasileiro para ministrar palestra na ABIN (Agência Brasileira de Inteligência). Pipes é diretor do Middle East Fórum, colunista premiado dos jornais New York Sun e The Jerusalem Post, é autor de doze livros, sendo o mais recente ‘Miniatures: Views of Islamic and Middle Eastern Politics‘ (2003). (B’nai B’rith).