Regina Caldas *
A fortuna de Arafat, depositada em bancos suíços, está sendo
estimada entre 4,2 e 6,5 bilhões de dólares. Ele extorquia
dinheiro que era enviado ao povo palestino, através de doações.
Arafat afirmava que servia aos palestinos, um povo que vive com apenas dois
dólares ao dia!
Clifford D. May, jornalista norte-americano, considerou irônico que
um matador bilionário como Arafat que nos últimos anos viveu
confinado em seu QG de Ramallah, o Muqata, morresse numa cama em Paris, distante
do ninho. Mas ele não merecia morrer no ninho, recebendo o conforto
de um berço que não era o seu.
Os palestinos jamais se deram conta de que foram usados como massa de manobra
pelas mãos sangrentas de Arafat para alcançar o único
objetivo que ele alimentou durante toda sua vida: destruir Israel! E, por
conta deste ódio insano contra Israel, Arafat os transformou num povo
suicida.
De onde veio tanto poder concedido a Arafat? Como ele conseguiu persuadir
o mundo a considerá-lo digno de liderar a causa palestina em prol
da conquista e formação de uma “Nação Palestina?” A
lista de crimes contra a humanidade, cometidos por Abdel-Rahman Abdel-Raouf
Arafat al-Qudwa al-Husseini, conhecido como Arafat, o líder da causa
Palestina, não é pequena. E se perpetuará através
de todas as crianças palestinas que foram moldadas à sua semelhança.
São crianças preparadas para destilarem o ódio de Arafat
contra Israel, e a estressar o mundo com bombas amarradas aos seus corpos.
Para caçarem israelenses, para caçarem os infiéis cristãos.
Alienação e má-fé levaram algumas nações
e instituições mundiais a se fazerem de cegos, surdos e mudos
perante as ações de Arafat que, com um sorriso permanente nos
lábios, uma feição de fria placidez e uma arma presa à cintura,
incitou multidões em Belém com o seu grito de guerra: “Nós
conhecemos uma única palavra, jihad, jihad, jihad!”, enquanto
partilhava um Prêmio Nobel da Paz com Shimon Peres e Ytizhak Rabin!
Enquanto era ovacionado na ONU, enquanto jogava bomba em ônibus escolar
matando 21 crianças israelenses, enquanto cometia todos os seus crimes,
matando inocentes, incitando e treinando para o ódio insano, a juventude
palestina. Este Arafat controvertido e cruel foi visitado nos seus últimos
momentos de vida por Chirac, presidente da França, teve funerais com
honrarias de grande chefe de Estado, levou às lágrimas multidões
ao redor do mundo por ocasião de sua morte! E finalmente, ainda ousou
determinar que seus restos mortais fossem deixados em Jerusalém!
Alguém se lembra de Golda Meir? A excepcional mulher que foi Primeiro-Ministro
de Israel no início da década de 70, alguém se lembra?
Pois bem, aqui vão as palavras de Golda sobre Yasser Arafat:
“É
amargo escrever sobre Eliahu agora, num mundo que preferiu dotar o terrorismo árabe
de fascínio e admitir ao assim chamado conselho de nações,
um homem como Yasser Arafat, que não tem a seu crédito uma
só ação ou pensamento construtivo e que, falando claramente, é apenas
um assassino múltiplo fantasiado, chefiando um movimento exclusivamente
dedicado à destruição do Estado de Israel. Mas é a
minha convicção mais profunda - e consolo - que as sementes
do inevitável fracasso do terrorismo árabe se encontram na
própria concepção do terrorismo. Movimento algum, independentemente
do dinheiro de que dispõe ou do apaziguamento com que se nutre - e
nesse caso é a espécie de apaziguamento que sempre trouxe desastre
ao mundo - pode ter sucesso por muito tempo se a qualidade da sua liderança é vulgar
e seus únicos compromissos sejam com a chantagem e o derramamento
de sangue. Não é matando e mutilando crianças, seqüestrando
aviões ou assassinando diplomatas que os verdadeiros movimentos de
libertação alcançam seus objetivos”1.
Golda Meir não se encontra mais entre nós. Tampouco Arafat.
Faz trinta anos que ela proferiu as palavras acima sobre aquele que foi o
inimigo número um de Israel, e é provável que ainda
levará tempo para que suas palavras se tornem realidade. Pois muitas
lideranças mundiais continuam cegas e ainda fascinadas com os terroristas.
Mas, com o fim de Arafat, quem sabe o povo palestino tenha se saciado do
sangue jorrado das pilhas de cadáveres sobre os quais seu líder
demoníaco os governou. Quem sabe o mundo civilizado volte o seu olhar,
ao menos uma vez compassivo, para aquelas crianças palestinas e, com
paciência e muito amor consiga extirpar de seus corações
o ódio que lhes foi inculcado por Arafat. Milagres às vezes
acontecem!
[1] - Golda Meir: “Minha Vida” – Autobiografia, 1976 Bloch
Editores S.A.
* Regina Caldas é administradora de empresas, ocupou durante anos
a diretoria e conselho de entidades como União Cívica Feminina;
Federação Internacional de Mulheres de Negócios e Profissionais
Liberais. Também fez parte do IL de São Paulo.Publicado em
Mídia Sem Máscara dia 24 de novembro de 2004 (www.midiasemmascara.org)