Visão Judaica - Edição N° 31
:. Golda Meir não confiava nele .:

Regina Caldas *

A fortuna de Arafat, depositada em bancos suíços, está sendo estimada entre 4,2 e 6,5 bilhões de dólares. Ele extorquia dinheiro que era enviado ao povo palestino, através de doações. Arafat afirmava que servia aos palestinos, um povo que vive com apenas dois dólares ao dia!
Clifford D. May, jornalista norte-americano, considerou irônico que um matador bilionário como Arafat que nos últimos anos viveu confinado em seu QG de Ramallah, o Muqata, morresse numa cama em Paris, distante do ninho. Mas ele não merecia morrer no ninho, recebendo o conforto de um berço que não era o seu.
Os palestinos jamais se deram conta de que foram usados como massa de manobra pelas mãos sangrentas de Arafat para alcançar o único objetivo que ele alimentou durante toda sua vida: destruir Israel! E, por conta deste ódio insano contra Israel, Arafat os transformou num povo suicida.
De onde veio tanto poder concedido a Arafat? Como ele conseguiu persuadir o mundo a considerá-lo digno de liderar a causa palestina em prol da conquista e formação de uma “Nação Palestina?” A lista de crimes contra a humanidade, cometidos por Abdel-Rahman Abdel-Raouf Arafat al-Qudwa al-Husseini, conhecido como Arafat, o líder da causa Palestina, não é pequena. E se perpetuará através de todas as crianças palestinas que foram moldadas à sua semelhança. São crianças preparadas para destilarem o ódio de Arafat contra Israel, e a estressar o mundo com bombas amarradas aos seus corpos. Para caçarem israelenses, para caçarem os infiéis cristãos.
Alienação e má-fé levaram algumas nações e instituições mundiais a se fazerem de cegos, surdos e mudos perante as ações de Arafat que, com um sorriso permanente nos lábios, uma feição de fria placidez e uma arma presa à cintura, incitou multidões em Belém com o seu grito de guerra: “Nós conhecemos uma única palavra, jihad, jihad, jihad!”, enquanto partilhava um Prêmio Nobel da Paz com Shimon Peres e Ytizhak Rabin! Enquanto era ovacionado na ONU, enquanto jogava bomba em ônibus escolar matando 21 crianças israelenses, enquanto cometia todos os seus crimes, matando inocentes, incitando e treinando para o ódio insano, a juventude palestina. Este Arafat controvertido e cruel foi visitado nos seus últimos momentos de vida por Chirac, presidente da França, teve funerais com honrarias de grande chefe de Estado, levou às lágrimas multidões ao redor do mundo por ocasião de sua morte! E finalmente, ainda ousou determinar que seus restos mortais fossem deixados em Jerusalém!
Alguém se lembra de Golda Meir? A excepcional mulher que foi Primeiro-Ministro de Israel no início da década de 70, alguém se lembra? Pois bem, aqui vão as palavras de Golda sobre Yasser Arafat:
“É amargo escrever sobre Eliahu agora, num mundo que preferiu dotar o terrorismo árabe de fascínio e admitir ao assim chamado conselho de nações, um homem como Yasser Arafat, que não tem a seu crédito uma só ação ou pensamento construtivo e que, falando claramente, é apenas um assassino múltiplo fantasiado, chefiando um movimento exclusivamente dedicado à destruição do Estado de Israel. Mas é a minha convicção mais profunda - e consolo - que as sementes do inevitável fracasso do terrorismo árabe se encontram na própria concepção do terrorismo. Movimento algum, independentemente do dinheiro de que dispõe ou do apaziguamento com que se nutre - e nesse caso é a espécie de apaziguamento que sempre trouxe desastre ao mundo - pode ter sucesso por muito tempo se a qualidade da sua liderança é vulgar e seus únicos compromissos sejam com a chantagem e o derramamento de sangue. Não é matando e mutilando crianças, seqüestrando aviões ou assassinando diplomatas que os verdadeiros movimentos de libertação alcançam seus objetivos”1.
Golda Meir não se encontra mais entre nós. Tampouco Arafat. Faz trinta anos que ela proferiu as palavras acima sobre aquele que foi o inimigo número um de Israel, e é provável que ainda levará tempo para que suas palavras se tornem realidade. Pois muitas lideranças mundiais continuam cegas e ainda fascinadas com os terroristas. Mas, com o fim de Arafat, quem sabe o povo palestino tenha se saciado do sangue jorrado das pilhas de cadáveres sobre os quais seu líder demoníaco os governou. Quem sabe o mundo civilizado volte o seu olhar, ao menos uma vez compassivo, para aquelas crianças palestinas e, com paciência e muito amor consiga extirpar de seus corações o ódio que lhes foi inculcado por Arafat. Milagres às vezes acontecem!

[1] - Golda Meir: “Minha Vida” – Autobiografia, 1976 Bloch Editores S.A.

* Regina Caldas é administradora de empresas, ocupou durante anos a diretoria e conselho de entidades como União Cívica Feminina; Federação Internacional de Mulheres de Negócios e Profissionais Liberais. Também fez parte do IL de São Paulo.Publicado em Mídia Sem Máscara dia 24 de novembro de 2004 (www.midiasemmascara.org)



 

 


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