Por: Yossi
Groisseoign
Série
anti-semita é condenada
Uma minissérie anti-semita denominada 'Al-Shalat' (A Diáspora)
foi exibida pela TV estatal síria durante o mês sagrado
dos muçulmanos, o Ramadan. Foi uma exposição
preconceituosa sobre o sionismo apresentada como baseada em fontes
judaicas, mas na realidade sua inspiração é
a infame falsificação conhecida como "Os Protocolos
dos Sábios de Sião", muito popular hoje em
dia nos países árabes. Começava com Theodor
Herzl, um dos personagens principais, mostrado como judeu ambicioso
que "casa com sua própria irmã e quer controlar
e manipular os líderes europeus". Na série
se dizia que os judeus esqueceram a Bíblia. Para o rabino
Abraham Cooper do Centro Simon Wiesenthal é a continuação
de uma campanha para deslegitimizar os judeus, sua terra e sua
religião, seguindo os passos de outra minissérie
exibida no Egito, em 2002.
Schwarzenegger inclui rabino na equipe
Quando Arnold Schwarzenegger foi atacado durante a campanha para
o governo da Califórnia por acusações de
vinculação com o nazismo no passado, um de seus
defensores foi o Centro Simon Wiesenthal. Schwarzenegger retribuiu
o apoio antes de assumir seu cargo no mês passado, ao anunciar
a formação de sua equipe de transição.
Entre os 68 membros da equipe está o rabino Abraham Cooper,
deão do Centro que fica em Los Angeles. A instituição
que trabalha na promoção da tolerância e na
conscientização sobre o que foi o Holocausto sempre
recebeu apoio e contribuição de Schwarzenegger.
Barreto
filma imigração judaica no RS
Depois de O Quatrilho e Jacobina, ambientados nas colônias
italianas e alemãs, o diretor Fábio Barreto volta
ao Rio Grande do Sul para contar a história de imigrantes
judeus, desta vez em parceria com o gaúcho Ricardo Zimmer.
Baseado no livro de Moacyr Scliar, o filme 'O Exército
de Um Homem Só' mostrará o bairro Bom Fim, em Porto
Alegre, onde o idealista e visionário Mayer Guinzburg,
interpretado por Luciano Szafir, sonha construir uma comunidade
socialista e, ao mesmo tempo, vive a tentação de
ficar rico. A trajetória de Guinzburg, de 1917 a 1970,
mostrará a influência de momentos históricos,
como a criação do Estado de Israel e perseguições
de integralistas. O filme será lançado em 2004,
ano em que se comemora o centenário da imigração
judaica para o RS.
Doações
sauditas investigadas
Em 2002 Khalid Mishaal, alto dirigente do Hamas, reuniu-se com
o príncipe Abdala, o governante de fato da Arábia
Saudita, para levantar fundos em Riad. Uma ata do encontro registra
Mishaal e outros representantes do Hamas agradecendo os sauditas
por continuar "a dar sua ajuda aos civis e aos organismos
populares, apesar das pressões americanas". "Esta
é realmente uma posição de bravura que merece
nossa apreciação", disseram os dirigentes do
Hamas. Mishaal, que recentemente foi incluído na lista
de financiadores do terror feita pelo Departamento do Tesouro
americano, está agora no controle da facção
do Hamas que defende a continuação da confrontação
violenta com Israel. A Arábia Saudita está agora
sob nova e rigorosa investigação dos americanos
e europeus para apurar detalhes de seu apoio político e
financeiro ao grupo palestino. Pelo menos 50% do atual orçamento
de operações do Hamas, de cerca de US$ 10 milhões,
vêm da Arábia Saudita, de acordo com estimativas
de funcionários judiciais dos EUA, diplomatas americanos
no Oriente Médio e o governo israelense.
Geisel anti-semita
O livro "Ilusões armadas - A ditadura derrotada",
de Elio Gaspari, revelou que o falecido presidente Ernesto Geisel
apoiou o extermínio de militantes de esquerda e isso deve
mudar significativamente a imagem que ele deixou na história.
Mas também revelou seu anti-semitismo. O presidente da
Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj), Osias
Wurman, comentou referências aos judeus feitas por Geisel
em dois trechos do livro. No primeiro, ao reclamar do economista
Eugênio Gudin, o general o chamou de "judeu sem-vergonha"
(Gudin não era judeu). Em outro trecho, ao falar sobre
os conflitos no Oriente Médio, disse que era a favor dos
árabes por achar que "o judeu era um intruso".
"O ódio anti-semita é cego e Geisel é
uma prova disso. Ele chegou a mudar uma posição
histórica do país sobre Israel ao orientar o seu
chanceler, Azeredo da Silveira, a votar na ONU contra o sionismo.
Ele sempre foi antipático ao judaísmo", disse
Osias.
Arafat
controla verbas e dá mesada de US$ 100 mil
Cerca de 34 milhões de dólares do orçamento
da Autoridade Palestina são geridos apenas por Yasser Arafat,
segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). O relatório,
publicado no jornal Há'aretz, diz que Arafat distribui
os recursos para 'organizações' e 'pessoas' que
não podem ser identificadas. O FMI diz que entre 1955 e
2000, cerca de US$ 900 milhões da AP 'desapareceram'. O
relatório foi divulgado depois que o Programa '60 minutos'
da CBS afirmou que US$ 800 milhões de ajuda monetária
à Autoridade Palestina foram desviados para uma conta particular
da família de Arafat em Paris. Aliás, Yasser Arafat,
transfere todo mês US$ 100 mil de fundos da ANP para a sua
esposa, Suha, que vive em Paris com a filha do casal. As denúncias,
também foram feitas pela TV americana CBS.
Debate em Curitiba
Em novembro, no auditório das Faculdades Integradas Curitiba
- FIC - houve debate sobre o conflito Israel-Palestina promovido
pelo Centro Acadêmico do Curso de Relações
Internacionais, dentro da Semana Temática de Relações
Internacionais. Os professores Marcelo Vieira Walsh, da cadeira
de Relações Internacionais da FIC, Sérgio
Feldman, de História da Universidade Tuiuti e Luiz Fernando
Lopes Pereira, de Antropologia Cultural, da FIC, debateram a questão,
defendendo este último as posições dos palestinos.
Houve diversas intervenções da platéia e
Walsh considerou este o melhor da semana.
Cyla Wiesenthal
Morreu aos 95 anos de idade, em Viena, Cyla Wiesenthal, mulher
do famoso caçador de nazistas Simon Wiesenthal. Estavam
casados desde 1936, mas viveram separados durante grande parte
da Segunda Guerra Mundial, quando ele foi prisioneiro em campos
de extermínio. Com documentos falsos e graças ao
cabelo ruivo e seu aspecto "ariano", foi possível
a Cyla viver a partir de 1942 em Varsóvia, sob o nome de
Irene Kowalska. Sua identidade judaica nunca foi descoberta pelos
nazistas, mas foi enviada mais tarde pelos alemães na Polônia
como trabalhadora forçada na Alemanha, onde sobreviveu
a guerra. O casal só voltou a se ver em Viena em 1945,
para surpresa de ambos, já que cada um acreditava que o
outro havia morrido nos campos de concentração.
Em 1946 nasceu em Viena a única filha do casal, Pauline.
Nos últimos anos, a família vivia retirada em seu
apartamento no centro da capital austríaca. Simon Wiesenthal
completará no próximo 31 de dezembro 95 anos. Em
1947, ele fundou o Centro de Documentação Judaica
que se dedica a esclarecer os crimes do regime nazista e a perseguir
seus autores, como Adolf Eichmann, detido em 1960.
Memorial
de Berlim continua
Os responsáveis pela construção do memorial
do Holocausto no centro de Berlim decidiram dar prosseguimento
às obras. A decisão foi tomada depois da controvérsia
em torno de uma empresa subcontratada, Degussa, cuja subsidária
Degesch fabricava o gás venenoso Zyklon B usado nos campos
de concentração nazistas para matar milhões
de pessoas. Sobreviventes do Holocausto disseram que isto os impediria
de visitar o memorial.
Recessão
israelense acabou
O ministro das Finanças de Israel Benjamin Netanyahu afirmou
que a recessão no país acabou. A notícia
foi dada após o anúncio da Central Israelense de
Estatísticas de que o produto interno bruto cresceu 2,7
% no terceiro trimestre do ano. Segundo o jornal Haaretz, a Central
de Estatísticas informou também que a importação
de bens e serviços cresceu 27,5 % no mesmo período.
A Rede Globo de
Televisão passará a contar com um correspondente
em Israel, sediado em Jerusalém. Trata-se de Marcos Losekann,
que atualmente está em Londres. O objetivo é ter
uma cobertura local, própria e com uma característica
especialíssima, através de uma testemunha ocular
e confiável da história. A implantação
do projeto deve ocorrer no primeiro semestre de 2004. Como profissional
extremamente competente e sério, Losekann pretende ampliar
a propagação da verdade, relatando com isenção
os fatos históricos provindos do Oriente Médio.
Independentemente de credos, política ou poder econômico,
o jornalista brasileiro viverá a realidade local, os sonhos
e projetos dos povos que vivem na região, com a enorme
vantagem de reportar diretamente, sem intermediários.
Cruz Vermelha
muda sobre Israel
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha está analisando
a inclusão da Maguen David Adom, instituição
de atendimento de emergência israelense na federação
formada pela Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, conforme informou
em um encontro na Suíça o vice-presidente do comitê,
Jacques Forster. Ele disse que o comitê preparou uma resolução
permitindo aos países membros usar o símbolo de
sua escolha, dentro de um diamante vermelho. A medida é
direcionada aos muçulmanos que têm objeções
em usar o símbolo da Estrela de David, do serviço
israelense, em suas ambulâncias. No entanto, a questão
ainda não foi resolvida devido à oposição
dos muçulmanos, mas representa um importante passo rumo
à inclusão dos israelenses na federação.
Aumentam
os turistas
O número de turistas estrangeiros que visita Israel continua
em ascensão. Segundo dados do Escritório Central
de Estatísticas do país, houve um aumento de 19,2%
no total de visitantes no bimestre setembro-outubro de 2003 em
comparação ao mesmo período do ano passado,
com um fluxo mensal de aproximadamente 113 mil pessoas. De janeiro
a setembro de 2003, foi registrado um crescimento de 17,4% em
comparação com o ano de 2002; e o total de pernoites
nos hotéis turísticos aumentou 16,4%.
A comitiva
de Lula ao Oriente Médio
A coluna do jornalista Carlos Brickmann, publicada no Diário
do Grande ABC diz que "Lula prometeu abrir uma Embaixada
em Ramallah, onde fica a sede da Autoridade Palestina - isso no
momento em que foi cortada a luz do seu Ministério das
Relações Exteriores, por falta de dinheiro para
pagar a conta. Mas problemas de dinheiro não incomodam
Sua Excelência: a comitiva, inchadíssima, incluiu
Valéria Perillo, esposa do governador de Goiás,
Marconi Perillo; Cristina Gomes, esposa do prefeito de Vitória,
Paulo Hartung; e Miriam Laila, filha de Mohammed Laila, amigo
do presidente".