Vacina contra
o Mal de Alzheimer
Primeira empresa a receber a patente por uma vacina para o Mal
de Alzheimer, a Mindset BioPharmaceuticals, de Israel, anunciou
que os estudos preliminares demonstram que a vacina não
acarreta efeitos colaterais sérios, como outras substâncias
pesquisadas. A doença neurodegenerativa afeta 8 milhões
de europeus e norte-americanos e a expectativa é de um
grande aumento à medida que cresce a expectativa de vida.
A vacina é uma resposta contra a proteína beta-amilóide
conhecida por ser tóxica às células nervosas,
formando agregados insolúveis que se acumulam no cérebro
dos pacientes com o mal. Ela baseia-se em homólogos sintéticos
solúveis da toxina fabricada pelo corpo humano, que demonstraram
alto teor de imunização em testes com animais, inibindo
que a toxina se acumule. Os testes clínicos serão
iniciados antes de 2006.
Programa
salva coração de crianças
A maioria da equipe e pacientes do Hospital Hebei Children, em
Shijizhuang, na China, nunca viram um israelense antes. Mas recentemente
com a visita de 14 cirurgiões israelenses que operaram
17 crianças com defeitos cardíacos congênitos,
devem estar gratos a eles. A delegação faz parte
do projeto humanitário 'Salve o Coração de
Uma Criança' (DACH), o maior programa para o terceiro Mundo
e países em desenvolvimento através de cirurgias
de coração, cuidados pós-operatórios
e seguimento dos casos. O projeto é Wolfson Medical Center,
Holon, perto de Tel Aviv. É a quinta vez que a entidade
foi à China desde 1998, explica o seu diretor executivo
Simon Fisher.
Bebê do Iraque em Israel para cirurgia
A pequenina Bayan Jassem chegou à Israel no colo de sua
mãe, com uma semana de idade, para uma cirurgia corretiva
de um defeito congênito no coração. Foram
recebidas pelos médicos israelenses do Centro Médico
de Wolfson, de Holon, com a saudação em árabe
'Salam aleikum' (bem-vindos). Akiva Tamir, diretor da área
de cardiologia pediátrica disse que a operação
do bebê provavelmente seria impossível na época
de Saddam Hussein, ferrenho inimigo de Israel. Um médico
norte-americano trabalhando com as forças dos EUA no Iraque
que busca crianças com defeitos do coração
descobriu o problema de Jassem um dia depois de seu nascimento
e instruiu um colega em Bagdá por telefone sobre como fazer
uma pequena cirurgia no bebê para estabilizar suas condições
antes do vôo para Aman e da viagem de carro até Israel,
com a ajuda da instituição 'Salve o Coração
de Uma Criança'.
Descoberta
aldeia de 2000 anos
Arqueólogos descobriram uma aldeia judaica nas proximidades
de Jerusalém. Algumas paredes, com cerca de 2000 anos,
permanecem intactas. Estima-se que o vilarejo tenha sido construído
por volta do ano 60-70 e.c e abandonado setenta anos depois durante
a revolta de Bar-Kochba. A localidade próxima à
atual entrada do campo de refugiados de Shuafat foi encontrada
durante os trabalhos de infra-estrutura do sistema de iluminação
de Jerusalém.
Medicamento
contra o câncer
A Administração de Drogas e Alimentos (FDA) dos
EUA aprovou a comercialização do medicamento Velcade
para o combate ao câncer. Resultado de uma pesquisa desenvolvida
por dois professores do Instituto Technion, de Israel. O remédio
poderá ser utilizado para combater mieloma múltiplo,
o segundo tipo de câncer sanguíneo mais comum depois
do linfoma de Hodgkin.
Israel entre
os mais competitivos
Pesquisa divulgada pelo Fórum Econômico Mundial,
sediado em Genebra, coloca Israel em vigésimo lugar entre
os países mais competitivos do mundo. O primeiro lugar
foi ocupado pela Finlândia, seguida dos EUA, Suécia,
Dinamarca e Taiwan. O Brasil aparece em 54º lugar no estudo.
O ranking é composto por 102 países e leva em conta
uma série de fatores, entre os quais o ambiente macroeconômico,
a qualidade das instituições e o estágio
da tecnologia e da infra-estrutura.
Liberado
uso do sêmen de mortos
Viúvas israelenses poderão usar o sêmen dos
maridos mortos para fazer fertilização artificial.
Assim determinou a Procuradoria-Geral de Israel, evitando dessa
forma que mulheres tenham que travar uma batalha judicial para
garantir o direito de engravidar dos companheiros falecidos. A
determinação abre espaço para a utilização
do sêmen mesmo que eles não tenham autorizado isso
em vida. De acordo com as novas regras, somente se o homem tiver
deixado explicitada sua proibição é que a
viúva será impedida de fazer a fertilização
post mortem. A nova determinação é importante
porque os médicos têm de 24 a 36 horas após
a morte para retirar o esperma do morto, e o material pode ser
congelado para fecundação. As mulheres obrigadas
a recorrer aos tribunais a fim de garantir o direito de engravidarem
do marido morto perdem esse prazo crítico. A medida se
transformará em lei se não for revogada por nenhum
apelo judicial ou pela aprovação de alguma legislação
contrária. Ambas as possibilidades parecem pouco prováveis,
já que os tribunais israelenses geralmente são liberais
em questões de reprodução, assim como o Parlamento.