Visão Judaica - Edição N° 20
:.O leitor escreve .:

Solidariedade da Fundação RW

Senhor Diretor,

Recebemos como um golpe brutal as notícias sobre os atentado de novembro em Istambul. A Fundação Internacional Raoul Wallenberg, uma ONG educativa dedicada a preservar a memória dos heróis do Holocausto, manifesta seu pesar ao povo da Turquia neste triste momento.
Os crimes homicidas foram não só contra a comunidade judaica, mas também contra todo o povo turco.
A destruição das sinagogas Neve Shalom e Beth Israel, a sede do banco HSBC e o Consulado britânico é uma afronta a todas as pessoas de boa vontade, independentemente de suas origens, fé ou nacionalidade.
O desafio da hora é, portanto, permanecer firmes e sem medo frente aos agentes do terror.
Transmitimos a todo o povo da Turquia nossas condolências mais profundas de nossos corações.

Baruj Tenembaum
Fundador da Fundação Internacional Raoul Wallenberg
Buenos Aires - Argentina


Jornal com nível elevado

Estimados amigos:

Recebemos o último número de Visão Judaica e "devoramos" ele.Está cada vez melhor e os artigos são de um elevado nível informativo e cultural. Parabéns para todos vocês!

José e Regina Kalter
Raanana - Israel


Surpresa agradável


Prezados Senhores:

Sirvo-me desta para dizer que fiquei agradavelmente surpreso ao receber a Visão Judaica. Eu confesso que não sabia da existência desse jornal e gostei muito de todo o conteúdo do mesmo.
Fico-lhes muito agradecido pelo envio e gostaria muito de continuar a receber essa interessante publicação. Gostaria também que enviassem o jornal para dois amigos meus, cujos endereços seguem junto.

Josek Lejzor Szajnnbrum (Luiz)
Rio de Janeiro - RJ

Jornal Vale Paraibano
Senhor Redator:

Acabo de ler novo artigo do "cientista político" (ele ainda teima em não usar aspas), Sr. Roberto Gonçalves. Ele foi mais brando neste artigo, mas tenta esconder a gravidade de seu artigo anterior, profundamente anti-semita e publicado, dia 19/11 no jornal ValeParaibano. As considerações sobre anti-semitismo emanam da mera leitura de onde são reproduzidas as seguintes frases ultrajantes: "Como o capital financeiro mundial está nas mãos de poderosos judeus, é natural que detenham grande influência nos governos e na imprensa", "As tristes imagens nos campos de concentração são de judeus pobres ou remediados, "O poder econômico judeu submete o governo americano, democrata ou republicano, a todas suas ordens".
Em seu segundo artigo o Sr. Gonçalves não rebate nada do que escrevi. Para ele sou um "furioso", "radical, "escreve muito mal". Mas deixa de comentar minhas observações sobre algumas de suas frases estúpidas que também reproduzo a seguir:
"... os Estados Unidos resolveriam o conflito no Oriente Médio em 24 horas", "Os árabes aceitam a existência de Israel, mas confinado às fronteiras originais. Os palestinos, mesmo contrariados, aceitam uma pátria reduzida", "Não fosse o caráter bélico do Estado de Israel, a convivência pacífica poderia ser restabelecida no Oriente Médio", "Chegou-se muito perto de um acordo Israel-Palestina. A tragédia foi a vitória republicana com Bush, numa política militarista e intolerante que envergonha a pátria de Abraham Lincoln".
Esclarecendo: A primeira afirmação é tão tola que não merece comentários. A segunda é uma visão caolha, já que a destruição de Israel era parte integrante da Carta Palestina, sendo dela retirada como uma condição para o avanço das negociações de paz. A maior parte dos chamados "movimentos de libertação palestinos" se rebelou contra a retirada deste item da Carta e rompeu com o governo de Arafat (Hamas, Jihad Islâmica, Tanzim entre outros).
Os dois últiimos pontos me fazem crer que o "cientista político" não lê jornais, não assiste noticiários e nem lê livros sobre o assunto que escreve. Afinal, as negociações entre Ehud Barak e Arafat avançavam celeremente. Arafat acreditou que a mudança brusca de rota poderia ser o seu fim político. Estimulou então a atual "Intifada", que encerrou ao mesmo tempo as conversações de paz e a carreira política de Barak. Isto foi antes da eleição de Bush, ainda no governo Clinton.
Arafat teve mais uma atitude que colocou o plano de paz em profunda dormência: quando Shimon Peres (prêmio Nobel da Paz) disputava as eleições em 2001 e estava à beira da vitória, Arafat estimulou uma série de atentados - 17 em três dias - o que gerou uma profunda guinada no eleitorado - nos três dias antes da eleição - trazendo a vitória aos partidos de direita. Não sou simpatizante de Sharon nem de Netaniahu mas reconheço que eles souberam aproveitar o profundo sofrimento da população naquele momento. Infelizmente, a contribuição de Arafat bem como da Fatah, do Tanzim, do Hamas e da Jihad foram muito mais decisivas com suas bombas do que o processo eleitoral que havia se iniciado em dezembro de 2000...
Sou partidário da paz, de negociações e de concessões de ambos os lados. Creio que sentar-se à mesa sem pré-condições, com mediadores e interlocutores comprometidos com um processo justo é a melhor forma de solucionar conflitos. Acusar um lado e inocentar o outro é dar ferramenta aos radicais de ambos os lados (o que se sente acuado e o que se sente poderoso). Por isto gostei de ver uma análise menos passional e mais centrada (ainda que mantendo algumas falácias). Falta apenas a humildade de reconhecer seus erros. Quanto às suas posições políticas, eu as respeito. O que é difícil aceitar são as distorções. E de minha parte prefiro escrever mal a verdade a escrever bem as mentiras...

Marcos Susskind
São Paulo - SP



Vale Paraibano II

À Redação:

O pretenso "cientista político" sr. Roberto Gonçalves, do Vale Paraibano, usa de uma artimanha muito comum entre os anti-semitas não declarados. Todos os anti-semitas não declarados costumam dizer que têm amigos judeus. Meu manifesto não é pelo artigo escrito pelo sr. Gonçalves, e sim pela falta de respeito e falta de argumentos que utilizou em seu artigo-resposta "Judiaram de Mim". Como cientista político que esse senhor diz ser, seria bom estudar um pouco da gramática, bem como ter sempre um bom e atualizado dicionário em mãos.
O que mais me impressiona é a falta de preparo do pretenso articulista. Ao invés de responder com argumentos, atacou o leitor Marcos Susskind, ofendeu os sentimentos da comunidade judaica ao se referir aos nossos sofrimentos, porém, como todo anti-semita não assumido, fugiu das respostas sobre o que escreveu sobre o domínio econômico dos judeus, a influência na imprensa e no governo, além das absurdas afirmações sobre as questões históricas.

Gustavo Erlichman
São Paulo - SP

Vale Paraibano III

Senhores:

O artigo "O Drama Palestino", de Roberto Gonçalves, contém alguns erros históricos que merecem correção. O Império Britânico, por exemplo, não "deitou e rolou no Oriente Médio". Quem dominou os países árabes por cerca de mil anos foi o Império Otomano, com capital em Istambul, Turquia. Os turcos se aliaram aos alemães na Primeira Guerra Mundial e foram com eles derrotados. Os países árabes foram então divididos, por volta de 1920, pelas duas grandes potências da época: Inglaterra e França. Ambas, França e Inglaterra, controlaram a região por cerca de 20 anos, até que, na Segunda Guerra Mundial, de lá foram afastadas.
Outro equívoco foi sobre a decisão da ONU de criar Israel. A região estava destinada a um Estado judeu desde a Primeira Guerra Mundial (Declaração Balfour). Os ingleses a dividiram, criando um novo país, a Transjordânia, para nele alojar um de seus xeques árabes favoritos, Hussein, ex-xerife de Meca. E a ONU dividiu novamente o território restante, criando um Estado judeu e um Estado árabe. Os judeus criaram seu Estado; os árabes se recusaram a fazê-lo, e seus Exércitos combinados invadiram o recém-criado Israel, sendo derrotados. A insistência árabe em negar o direito de Israel a existir perdurou até recentemente, sendo reafirmada após a derrota árabe na guerra de 1967, com os Três Nãos da Conferência de Cartum, no Sudão.
Os países árabes que optaram pela paz com Israel (Egito e Jordânia) tiveram restituído pacificamente todo o território que perderam em guerra.
Quanto à argumentação do sr. Roberto Gonçalves a respeito do domínio judeu do mundo, creio que ficava melhor no original alemão.


Carlos Brickmann, jornalista
São Paulo - SP

 

Voltar