Por: Yossi Groisseoign
Judeus e a criação de super-heróis
A Revista Forbes entrevistou Danny Fingeroth, autor de ‘Disguised as Clark Kent: Jews, Comics and the Creation of the Superhero’ (Continuum International Publishing Group, 2007) e de ‘Superman on the Couch’. Fingeroth foi editor da Marvel Comics (Homem-Aranha) e falou sobre a origem e o futuro dos super-heróis. O personagem do Super-Homem foi criado por Joe Shuster e Jerry Siegel, apresentado em 1938. A primeira pergunta da Forbes foi: ‘Como as histórias em quadrinhos de super-heróis criadas por judeus diferem da literatura anterior dirigida ao mesmo público juvenil?’ Em resposta, o autor disse que os super-heróis são um amálgama de vários gêneros. Antes os desenhos eram criados por judeus assim como por outros imigrantes. Se alguma coisa pode ser influência ‘judaica’ nos super-heróis, penso que é a idéia da figura utópica que transcende os conceitos de raça, religião e nacionalidade. Esta é uma fantasia muito poderosa para pessoas que foram discriminadas. De modo mais amplo, é o que nós freqüentemente chamamos de ’Sonho americano’. (Forbes).
Patrimônio Mundial declarado em Israel
Os santuários e jardins Baha’i em Haifa e Acre foram declarados Patrimônio Mundial pela Unesco, elevando para onze os locais em Israel com esta classificação. Os dois santuários Baha’i são os primeiros de uma religião a merecer a classificação de Patrimônio Mundial. Em Haifa o santuário Baha’i é composto por jardins perfeitamente simétricos distribuídos por 18 terraços no Monte Carmelo. A cúpula dourada do santuário, no topo do conjunto de jardins, é uma das imagens emblemáticas de Haifa. O local acolhe cerca de meio milhão de visitantes por ano. Menos conhecido, o santuário de Baha’u’llha, em Acre, é composto também por jardins, aqui completados com fontes e cascatas. Recebe cerca de 50 mil visitantes por ano. (Haaretz).
Crianças angolanas tratadas em Israel
Quatro crianças e uma jovem com problemas cardíacos e vasculares seguiram para Israel por indicação da primeira dama de Angola, Ana Paula dos Santos, a fim de receberem tratamento em hospitais especializados. São crianças entre nove meses e cinco anos, bem como uma jovem de 18, acompanhados pelos respectivos familiares. Os beneficiados vão permanecer "quase dois meses em Tel Aviv, onde receberão cuidados médicos no centro hospitalar Schneider. A viagem a Israel de crianças angolanas com problemas cardíacos resulta de contactos feitos quando da visita do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, em 2006. (Angola Press).
Incidente diplomático
O embaixador do Brasil em Israel, Pedro Motta Pinto Coelho, ficou indignado por, segundo ele, sua filha ter ficado detida durante três horas no aeroporto internacional Ben Gurion. O motivo seria o nome da jovem, Laila Pinto Coelho, supostamente de origem árabe, que chegou a Tel Aviv para passar as férias com os pais e fazer um curso em um hospital israelense. No entanto o governo israelense deu outra versão ao episódio: ela teria sido mantida em uma sala do aeroporto durante apenas três minutos, tempo necessário para a conferência de seus dados. (Jornais e agências).
Incidente diplomático 2
O chanceler brasileiro Celso Amorim insinuou durante as negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) que os países ricos usam a tática nazista de manipulação de informação para descrever as concessões agrícolas que se dispõem a fazer e criticam os pobres por se negarem a abrir seus mercados. O governo americano reagiu irritado, principalmente diante do fato de que a representante de Comércio dos EUA, Susan Schwab, é filha de sobreviventes do Holocausto. O caso quase gerou um incidente diplomático. (Agência Estado).
Paul McCartney tocará em Israel
Segundo o jornal inglês The Sun, o ex-beatle Paul McCartney se apresentará pela primeira vez em sua carreira em Israel, em um show marcado para setembro, em Tel Aviv, com a expectativa de público de 250 mil pessoas. Há 43 anos, McCartney e seus companheiros dos Beatles foram proibidos de se apresentar no país, que temia que sua música pudesse corromper a juventude. No início de 2008, o governo israelense enviou uma carta aos membros sobreviventes – Paul e o baterista Ringo Starr – em que pedia desculpas e os convidava para a celebração dos 60 anos do país. O comunicado dizia: “Queremos aproveitar esta ocasião para corrigir nossa histórica omissão”. (Jornal Alef).
Morreu Alexander Solzhenitsyn
Alexander Solzhenitsyn, famoso dissente e escritor judeu laureado com o prêmio Nobel, morreu aos 89 anos, dia 3/8 segundo a agência russa de notícias Interfax. A agência informou que Solzhenitsyn teve um ataque do coração e faleceu em sua casa, em Moscou. O escritor serviu no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas se tornou um dos mais conhecidos dissidentes durante a era Soviética, enfrentando a perseguição do regime e sendo posteriormente preso e enviado para campos de trabalho forçados. A experiência resultou em alguns dos seus livros mais famosos, como "Um Dia na Vida de Ivan Denisovich" e "Arquipélago Gulag", sendo premiado com o Nobel de literatura em 1970. (Reuters e Associated Press).
Ministra da Educação de Israel visita SP
Yuli Tamir, ministra da Educação de Israel esteve em São Paulo para uma rápida visita. Tamir foi acompanhada pela embaixadora Tzipora Rimon e conheceu a Escola ‘Céu Azul da Cor do Mar’, localizada na zona leste da capital paulista, onde foram recebidas pelo secretário municipal de Educação, Alexandre Alves Shneider; Flavio Goldman, da Secretaria de Relações Internacionais da Prefeitura de S. Paulo, por Anita Schuartz, representando o secretário municipal dos Esportes Walter Feldman, pela gestora da instituição Bernardete de Lourdes Álvares Bigoto, pelo presidente da Conib, Jack Terpins, pelo vice-presidente executivo da Fisesp, Ricardo Berkiensztat, e pelo diretor executivo da Conib, Luiz Sergio Steinecke. (Conib/Fisesp).
Olimpíadas: iraniano se nega a competir
O nadador iraniano Mohammad Alirezaie se negou a competir pela presença de um atleta israelense, Tom Beeri, em uma série dos 100 metros estilo peito. A deserção de Alirezaie deixou vazia a primeira raia da piscina olímpica separada por outras cinco antes da finalmente ocupada por Beeri. Antes disso, o secretário do Comitê Olímpico iraniano, Ali Kafashian, havia afirmado à imprensa de seu país que seu atleta competiria, pois "não iria ver a cara" do israelense. A decisão do esportista impediu que um atleta iraniano e um israelense voltassem a competir pela primeira vez desde a revolução islâmica de 1979. Também representou um novo fato que confirmou que mesmo com os constantes pedidos que de os Jogos Olímpicos não sejam politizados, a política está presente nas competições em Pequim. (Ansa).
Olimpíadas 2
Não foi a primeira vez que isso aconteceu numa Olimpíada entre Israel e o Irã. Alirezaie fez o mesmo que seu compatriota Arash Miresmaeili, campeão mundial de judô, que se negou a lutar com o israelense Ehud Vks nos Jogos de Atenas 2004. O Estado de Israel não é reconhecido pela República Islâmica do Irã, cujo presidente, Mahmud Ahmadinejad, prometeu "apagá-lo" do mapa. Pouco antes do início das Olimpíadas, o chefe da delegação israelense, Efraim Zinger, havia desejado que "algum dia seremos capazes de separar a política do esporte". (Ansa).
Processo contra bancos libaneses
Advogados de 60 israelenses entraram com um processo numa corte federal de Manhattan (EUA) contra os bancos libaneses Fransabank, o Banque Libanaise pour le Commerce, o Bank of Beirut, o Banque Libano-Française e o MEAB (Middle East and Africa Bank), que são acusados de apoiar o Hezbolá. O processo se refere aos israelenses feridos e a familiares de vítimas do conflito de 2006, no Líbano, e exige uma indenização de US$ 100 milhões dos bancos. O advogado Oren Guttermen explicou que o processo "tem como objetivo deter o fluxo de dinheiro através do sistema bancário destinado a organizações terroristas como o Hezbolá que violam claramente as normas básicas do direito internacional". (Jornal Alef).
Lula e Peres
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou-se dia 8/8 em Pequim, com o presidente israelense Shimon Peres. A reunião foi preparatória para a visita que o presidente brasileiro pretende fazer ao oriente Médio ainda este ano.
Peres com presidente chinês
O presidente de Israel, Shimon Peres, encontrou-se em Pequim com o presidente chinês Hu Jintao. Embora centenas de chefes de Estado, e líderes mundiais estivessem presentes para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, só oito foram selecionados para esta honrosa homenagem, incluindo os presidentes dos Estados Unidos, da Rússia e da França. Peres discutiu o programa nuclear iraniano na reunião. “Os chineses têm uma posição mais avançada que a Rússia. Eles não estão entusiasmados sobre as sanções, mas não as impedem”. Peres disse ao seu anfitrião que o Irã constitui um perigo mundial, mas disse que “Israel não deve considerar Teerã como um problema israelense, mas sim um problema global. É importante alcançar um acordo Oriental-Ocidental com relação ao Irã”. Peres também disse que não acredita que as relações sino-israelenses foram prejudicadas pelo consentimento israelense em relação aos EUA que solicitaram que Israel cessasse a cooperação de defesa de Israel com a China. “Os chineses são práticos. Eles não agem sob a raiva e compreendem que existe muito espaço para a cooperação com Israel e têm interesse nisso”. Os chineses, disse Peres, estão particularmente interessados na cooperação para a agricultura e medicina e consideram que Israel está muito avançado em ambos os casos (Jornal Alef).
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