Confissões de um leitor
Caros editores:
Confesso, não sei se é porque li do início ao fim, que senti bastante a compreensão do que representa 9 de Av. Com as notícias, reportagens e crônica do Sérgio Feldmann, embora destacando e chamando a atenção dos judeus, temos de reconhecer que todos no mundo atual merecem esta reprimenda, levou-me a pensar o quanto esta data merece uma reflexão, voltando os nossos pensamentos que nosso povo seja protegido de acontecimentos tão nefastos quanto foram aqueles que estão sendo lembrados anualmente. Não podemos esquecer, embora não represente um Templo, Israel é o lugar do povo judeu. As reportagens sobre anti-semitismo, sobre os terroristas, Irã, certamente deixam-nos muito preocupados e alertas em qualquer período, com ênfase neste dias de recordação de desgraças ocorridas com o povo judeu. Quero aproveitar para elogiar a homenagem ao sr. David Lorber. Merecida e justa. Residindo em Curitiba desde 1990, considero-me um privilegiado de ter tido contato com esta pessoa extraordinária e ser também testemunha de todas as qualidades mencionadas no artigo da Blima. Aos filhos as minhas congratulações por terem um pai que tanto orgulho proporciona.
Leopoldo Ehrlich
Curitiba – PR
‘Tirando o chapéu’
Prezados redatores:
Li a edição anterior do VJ. Não entendo como é que tem gente que sempre tem o que dizer como o Sérgio Feldman, por exemplo. Tem colunistas que escrevem não só uma vez por mês, mas até uma vez por dia em coluna diária. Não sei como eles sempre têm o que dizer. Eu só escrevo quando tenho algo para dizer. Não conseguiria escrever artigos "por encomenda" não só diária, mas até mesmo semanal ou mensal. Tiro o meu chapéu perante esses intelectuais da caneta, como Sérgio, Jane ou Pilar. Kol Ha'kavod a eles.
Moshe Rosenblatt
Israel
Sobre a tese de Moshe Rosenblatt
Aos redatores:
O Sr. Moisés (Moshe) Rosenblatt desenvolve uma tese a respeito de como um pais soberano deve agir ao ser bombardeado por países limítrofes, no caso Israel. A ONU estabeleceu certas leis, não só no caso de retaliação em defesa própria, como uma série de outras, nas quais Israel se encontra sempre em desvantagem, pois o controle daquele fórum das nações é sabidamente controlado pelos árabes e seus mancomunados. Na 2ª Guerra Mundial, a Resistência Francesa escreveu muitos episódios de coragem e patriotismo ao matar em muitas ocasiões tropas nazistas invasoras. A resposta da Gestapo foi mandar fuzilar 50 ou 100 franceses por cada soldado alemão morto. O mesmo se passou no Gueto de Varsóvia.
Hoje, no século XXI, os métodos precisam ser outros. O mundo simplesmente deve acordar para a sórdidas e astuciosas manobras políticas do mundo árabe, que cinicamente transformou os palestinos em bucha de canhão a serviço dos interesses muçulmanos. Caso contrário parece que o caldo na Faixa de Gaza irá, logo, logo, engrossar, trazendo um novo conflito de enormes proporções na região.
Salo Yakir
Israel
Resposta de Rosenblatt
Prezados redatores:
A propósito da correspondência do Sr. Salo Yakir, os nazistas podiam fazer isso porque tinham milhões de civis franceses nas mãos deles. O Hamas só tem Shalit em suas mãos e os israelenses têm muitos prisioneiros nas mãos. Isso não significa que estou comparando Israel aos nazistas. Não foram os partisanos, nem os israelenses que começaram essa carnificina e esses métodos bárbaros. Os nazistas, assim como os bárbaros fascistas islâmicos é que agem de forma cruel e em desrespeito às leis internacionais, contra países democráticos. Países democráticos não usam métodos bárbaros e dão condições normais de vida aos prisioneiros de guerra.
Minha alegação é que países democráticos, e Israel entre eles, devem tirar as luvas de pelica, quando reagem contra esses bárbaros e devem usar métodos idênticos e ainda em maior escala, para terminar com isso. As bombas de Hiroshima e Nagasaki, o bombardeio convencional sobre Tóquio (que matou mais civis do que as duas bombas atômicas juntas!), assim como o bombardeio de cidades alemãs (como Dresden, que foi totalmente destruída) – seriam hoje considerados crimes genocidas, proibidos pela lei internacional, mas foram exatamente esses métodos bárbaros que acabaram com a barbaridade nazista e japonesa há 60 anos atrás.
Contra fatos não há argumentos.
Moshe Rosenblatt
Israel
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