O luto profundo de Israel e a esperança no futuro

Não é nada fácil ser israelense. Além dos problemas comuns que qualquer cidadão, em qualquer país do mundo civilizado tem com sua família, sua saúde, sua economia, o israelense é o único que tem que conviver diariamente com a agressividade dos povos que circundam seu país, boa parte deles fanáticos e ignorantes. É chocante e assustador, assistir o depoimento de uma criança árabe, de quatro ou cinco anos que é ensinada desde pequena a odiar judeus. E quando lhe perguntam o que os judeus são, ela responde: "pigs". Assim a fizeram decorar, repetindo para ela todos os dias, e dessa forma ela (como tantas outras crianças) cresce sempre achando que esta é a denominação que se deve dar aos judeus. E isto em pleno século 21!
Estamos convivendo com povos bárbaros, que se vangloriam de suas maldades como se estivéssemos séculos atrás no tempo dos hunos, vândalos e visigodos. “Bárbaro” significa “não civilizado”, “brutal”, “cruel”. O terrorista Samir Kuntar personifica o que há de mais bárbaro, embora os inimigos de Israel o considerem “herói”. Nunca deveremos esquecer o comportamento dos vizinhos de Israel e das brutalidades cometidas contra um povo que só deseja existir, construir e evoluir naquele minúsculo e estreito pedaço de terra, onde milagres já foram edificados, e onde a tecnologia avançada se faz presente em todos os segmentos, embora nada seja reconhecido, nem por muitos membros que fazem parte das Nações Unidas, nem por tantos anti-semitas, ainda que se aproveitem dos conhecimentos que Israel espalha pelo mundo.
Israel está de luto. Um luto profundo. Um país inteiro está de luto, e um povo espalhado pelo mundo está enlutado junto com as famílias Goldwasser e Regev, que ainda lutavam com a esperança de ver seus filhos trazidos para casa vivos, mas que foram vítimas do que de mais cruel existe em propaganda psicológica: Não saber se seus filhos estavam vivos ou mortos até que nos instantes finais aparecem... Dois ataúdes negros.
Sim, Israel e o povo judeu estão de luto pelo homem — ou seria uma besta-fera vestida de ser humano? — de farda que logo que atravessou a fronteira deixou-se fotografar pelos jornais usando uma saudação nazista, 60 anos após o Holocausto, como um nazista obcecado e recebido como herói pelo povo libanês, pelo presidente e primeiro ministro incluídos, elogiando e aplaudindo um sádico assassino de crianças. Israel está de luto por entender que, enquanto Nasralla, Ahmadijenad e Samar Kuntar forem os “heróis” das massas e da cultura árabe, não haverá paz. Israel está de luto por suas mães que uma vez ousaram pensar que poderia haver paz antes da ida de seus filhos para o exército e que agora vêem a dura responsabilidade que se impõe a cada cidadão israelense por aqueles que envergam a farda da IDF.
Israel está de luto por todos aqueles que ridicularizam seus valores morais e éticos, que não têm capacidade de avaliar a importância que cada judeu dá a um sepultamento digno, principalmente em um país onde familiares de seis milhões de judeus assassinados não têm nenhum lugar onde os prantear. Israel está de luto, hoje, mas não para sempre. Amanhã será um novo dia, como nos lembra o hino nacional, o Hatikvah. Que não é apenas um hino. E que representa a esperança de todo o povo judeu, esteja ele onde estiver acerca de um futuro melhor.

                                                                                                A Redação