Obama visita Israel, faz declarações,mas muita gente é cética sobre apoio

 

O candidato do Partido Democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, iniciou dia 23/7 uma visita a Jerusalém e Israel prometendo trabalhar desde seu primeiro dia de governo para garantir a assinatura de um acordo de paz entre Israel e os palestinos. "O governo israelense enfrenta um momento delicado. Os palestinos estão divididos entre o Fatah e o Hamas. De forma que os dois lados teriam dificuldade para adotar as medidas corajosas capazes de garantir a paz. Minha meta é garantir que trabalharemos, desde o minuto seguinte ao da minha posse para tentar encontrar formas de avançar", enfatizou, acrescentando ser irreal esperar que o presidente norte-americano "de repente estale os dedos e imponha a paz".
Embora Barack Obama tenha se esforçado ao máximo para afirmar seu apoio a Israel, muitos israelenses, e judeus no mundo todo, inclusive nos EUA, está cética quanto a isso devido ao seu passado ligado a vários anti-sionistas e anti-semitas, que ele rejeitou no início de sua campanha. Sua imagem pode ter melhorado junto aos judeus, porém ainda resta muita desconfiança.
Obama se encontrou com o presidente Shimon Peres e com o líder oposicionista Benjamin Netanyahu. Foi convidado de honra de um jantar com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e no dia seguinte visitou o Muro das Lamentações, em Jerusalém. Além do Yad Vashem.
"A idéia mais importante que eu quero reafirmar é a relação histórica e especial entre os EUA e Israel, algo que não pode ser quebrado", declarou Barack Obama à imprensa israelense. O itinerário do candidato também incluiu uma visita à Cisjordânia onde foi recebido pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e pelo primeiro-ministro Salam Fayyad.
O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, afirmou dia 21/7 que os EUA nunca devem permitir que o Irã provoque um "segundo Holocausto" contra o povo judeu. Ele defendeu mais sanções da comunidade internacional contra o Irã para impedir o país de obter armas atômicas. "Espero que isso nunca aconteça. Espero que Israel não se sinta ameaçado", afirmou, rejeitando novamente a hipótese de se reunir diretamente com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.