O retorno dos soldados seqüestrados
O Ponto de Vista de Israel


 

 

1. Israel tem um compromisso, como nação e como um povo, de proteger aqueles que arriscam suas vidas para defender seus cidadãos. Todo soldado Israelense sabe que seu país não medirá esforços para resgatá-lo caso caiam nas mãos do inimigo. Esta é uma ratificação do profundo respeito de Israel à vida humana e para os caídos. Este princípio emana do senso de moralidade de Israel assim como da ética Judaica.  Trata-se de uma demonstração do poder físico e moral de Israel.
 
2. Não há comparação entre soldados que vigiam fronteiras para proteger civis e terroristas que as invadem para matá-los. Ehud Goldwasser e Eldad Regev estavam servindo como soldados da reserva das Forças de Defesa de Israel, inspecionando uma cerca de fronteira quando foram seqüestrados pelo Hezbolá em 12 de julho de 2006. Ambos estavam em território de soberania israelense conduzindo tarefas de rotina quando foram levados pelos terroristas em um ataque na fronteira. Por outro lado, Samir Kuntar, o mais importante terrorista dos cinco libertados pelo acordo, é um assassino cruel, responsável por um dos piores ataques terroristas em Israel. Kuntar era parte de um esquadrão de terroristas da Frente de Libertação da Palestina de Abu Abbas que se infiltrou em Israel pelo mar em 22 de abril de 1979. À meia-noite, após assassinar um policial, invadiu o lar da família Haran e seqüestrou Danny e sua filhinha de 4 anos Einat, levando-os para a praia. Danny levou um tiro à queima-roupa de Kuntar, enquanto sua filhinha assistia aterrorizada. Kuntar então brutalmente assassinou Einat a sangue frio, ao esmagar sua cabeça contra uma pedra, usando a coronha de seu rifle. Na troca de tiros que se seguiu na praia, outro policial israelense foi morto. Enquanto isso, a esposa de Danny, Smadar, estava escondida em um vão com sua filhinha de dois anos Yael. Tragicamente, ela por acidente asfixiou sua filhinha enquanto sufocava seus gritos para evitar que os terroristas as encontrassem.  
 
3. É uma vergonha o fato que Samir Kuntar, um assassino perverso de crianças, seja considerado um herói pelo Hezbolá. Uma organização, assim como uma sociedade, pode ser julgada pelos seus ídolos e seus exemplos para a juventude. O Hezbolá, uma organização extremista islâmica, prega a morte e a destruição, enquanto preconiza seu objetivo de destruir Israel.
 
4. O relatório do Hezbolá sobre Ron Arad não é convincente. O relatório entregue pelo Hezbolá em relação ao piloto desaparecido Ron Arad foi um esforço minimalista com a intenção de eximir o Hezbolá e o Irã de qualquer responsabilidade. Conseqüentemente o governo israelense decidiu rejeitar suas averiguações e conclusões. Israel continua a considerar o Hezbolá e o Irã responsáveis pelo destino de Ron Arad. O governo israelense continuará seus esforços para obter todas as informações a respeito de Arad e localizar e retornar todos os soldados de Israel que estejam desaparecidos ou seqüestrados.
 
5. O Hezbolá não representa apenas uma ameaça a Israel, mas também um obstáculo para a paz e uma ameaça para a estabilidade no Líbano. O Hezbolá é uma organização terrorista apoiada pelo Irã, dedicada à destruição de Israel através da violência e do terrorismo. Sua ideologia extremista rejeita qualquer conversa de paz e ameaça a segurança de qualquer partido árabe moderado que busque o estabelecimento de negociações com Israel. Baseado no Líbano e alegadamente representante de seus interesses, o Hezbolá é contrário às aspirações da população libanesa. Deve ser lembrado que o Hezbolá, com o seqüestro de dois reservistas israelenses, assim como o bombardeio ao norte de Israel, desencadeou a Segunda Guerra com o Líbano, em detrimento de milhões de cidadãos israelenses e libaneses.  
 
6. Israel reagirá com força a qualquer tentativa, de qualquer parte, de abdução de seus cidadãos. Deve ser lembrado que a resposta israelense ao seqüestro de Eldad Regev e Ehud Goldwasser não teve precedentes em termos de gravidade. As ações de Israel causaram grandes danos à infra-estrutura do Hezbolá incluindo a perda de centenas de membros, enormes danos ao seu arsenal, destruição de seus centros de operação, postos avançados e quartéis em Beirute, assim como colocar suas lideranças em constante medo e dúvida em relação à suas vidas.
 
7. O acordo para retorno dos soldados das Forças de Defesa de Israel não legitimiza o Hezbolá. A decisão de Israel em retornar seus soldados não deve ser interpretada como indicativo de qualquer mudança na política israelense em relação a esta organização terrorista apoiada pelo Irã. A comunidade internacional deve continuar a reconhecer o perigo que o Hezbolá e seus comparsas extremistas representam para a estabilidade do Oriente Médio e devem apoiar aos elementos moderados da região, estes que buscam a paz através do diálogo e do comprometimento.
 
8. O Hezbolá persiste em desafiar a comunidade internacional. O Hezbolá continua a traficar armas e munições para o Líbano e para reconstruir seu arsenal de mísseis, em uma violação flagrante à resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, pois equipa  e treina terroristas não somente em áreas de fronteira com Israel, mas também por todo o Líbano, intimidando as forças de segurança libanesas e as forças de paz da ONU. A comunidade internacional deve agir com firmeza para eliminar esta ameaça aos cidadãos de Israel e do Líbano.
 
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Troca corpos de soldados
israelenses por prisioneiros 

O grupo xiita libanês Hezbolá entregou a Israel dois corpos de soldados israelenses capturados em 2006. A organização terrorista exibiu na TV dois caixões negros, onde estavam os restos mortais de Ehud Goldwasser e Eldad Regev. Em troca dos corpos dos militares, Israel libertou cinco prisioneiros capturados na Guerra do Líbano, em 2006, além do assassino de crianças Samir Kuntar. 
Durante os últimos dois anos o Hezbolá negociou os corpos dos soldados pela liberdade de Maher Qorani, Mohammad Srour, Hussein Suleiman, Khodr Zeidan e Samir Kuntar --preso desde 1979, condenado pelo assassinato de cinco israelenses, e considerado o prisioneiro libanês mais importante Samir Kuntar é chamado em Israel de "mal em pessoa". O presidente Shimon Peres afirmou ter tomado uma decisão difícil, mas acrescentou que "a decisão não significa de maneira alguma o perdão aos atos de Kuntar".
"Esse não é um dia feliz para nenhum de nós, soltar assassinos como este. Mas nós temos uma obrigação moral e espiritual de trazer os nossos soldados de volta para casa", acrescentou Peres. No acordo de troca, negociado por um escritório de inteligência alemão, Israel também entregou 191 corpos de palestinos e libaneses mortos quando infiltraram o norte de Israel. O processo de troca aconteceu com o apoio da Cruz Vermelha e contou ainda com a mediação da ONU.