China agradece Brasil por postura sobre o Tibet e Jogos Olímpicos


 

O ministro de Assuntos Exteriores chinês, Yang Jiechi, elogiou a posição do Brasil sobre o conflito no Tibet e os Jogos Olímpicos, em uma conversa por telefone com o chanceler brasileiro, Celso Amorim, de acordo com o que foi divulgado pela agência espanhola de notícias, baseada no que foi publicado pela imprensa estatal chinesa.
Durante a conversa, Amorim reafirmou que seu país considera que o Tibet é uma parte inalienável da China e se mantém firme em seu apoio à política de uma só China, disse a imprensa local.
Além disso, enviou seu respaldo aos Jogos de Pequim e desejou o sucesso da competição. O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) rejeitou o boicote aos Jogos por motivos políticos.
No caso do conflito Tibet, um território flagrantemente ocupado pelas tropas chinesas, cujo governo oprime pela força o povo tibetano, abandonado à própria sorte, e sem eco para seus apelos para a independência – atitude que tem resultado numa repressão violenta por parte dos chineses e no silêncio internacional de boa parte da mídia e dos governos – o Brasil se coloca favorável à China. Já no caso do conflito entre israelenses e palestinos, onde o território é disputado por ambos, já que a Palestina nunca existiu como nação (ao contrário do Tibet, que era um reino independente por milênios), o Brasil mostra um outro viés, não considerando a Judéia e Samária partes inalienáveis de Israel, como cita a Bíblia. Sem dúvida alguma uma política de dois pesos e duas medidas. Ou haveria alguma razão especial para tanto?