Os islâmicos radicais quando falam de Israel, ou do sionismo ou dos judeus, se referem a um tumor canceroso — que deve ser extirpado —, também consideram que Israel é um demônio, um Satã.
Abdallah 'Awad, redator do diário da Autoridade Palestina Al-Ayyam, publicou editoriais nesse jornal expressando severas críticas à situação da sociedade palestina.
O porta-voz do Hamas no governo palestino, Ghazi Hamad, escreveu no Al-Ayyam, em meados de outubro de 2006, que "nenhum lugar está a salvo da violência dentro da sociedade palestina".
"Somos nós realmente uma sociedade violenta? Contraímos uma enfermidade crônica da violência que nos tem feito perder nossa imunidade, [e] infiltrou-se em nossos lares e nos roubou nossa tranqüilidade e segurança? Encerramos-nos numa prisão de violência, condenados a levar [esta carga] em nossas costas contra nossa vontade? Cremos que todos nossos problemas não possam ser resolvidos senão pela violência: pelas balas, morteiros, panfletos clamando por ajuda, e por uma linguagem amarga? Tornou-se a violência uma cultura implantada em nossos corpos, em nossa carne, e em nossos ossos, ao ponto que se aferra a nós em nosso sono e em nosso despertar? Temo que nos tenhamos rendido ante isto, e isto se tornou o amo que obedecemos em todas as partes - no lar, no bairro, na família, na tribo, [e] nas organizações ou na universidade — e nenhum lugar permanece a salvo disto.
A violência joga conosco, nos leva, e nos arrasta até o abismo! Inclusive nossos filhos perderam sua inocência e se encheram de medo e violência. Isto se transformou em um pesadelo espantoso que nos persegue com uma foice da morte, gotejando sangue. Tornamo-nos cativos nas mãos da violência que tirou o melhor de nossas crianças e de nossos filhos...
"Nossas celebrações não têm sentido ou significado, a menos que durante estas disparemos uma carga de balas que faz eco junto aos chiados de alegria das mulheres. Sob tristes circunstâncias e nos enterros, nossos heróis se oferecem para 'perfurar' o ar com centenas de disparos de seus rifles. É inconcebível que nossas manifestações —qualquer que sejam seus objetivos e sua cor política — não ter dezenas de rifles e bandos armados montados em automóveis e apontando suas armas, e jovens apoiando-se nas janelas do automóvel ondeando os Kalashnikovs rugindo de alegria".
Inclusive os problemas familiares têm sido afetados pela enfermidade crônica da violência! Se existe uma disputa sobre um pedaço de terra, o disparar vem antes que as palavras. Se há uma disputa por palavras, a solução que vem à mente é sempre uma bomba, e se há um divórcio ou um problema marital, a solução é o Kalashnikov, ao invés de apelar a alguém qualificado para ocupar-se do contrato matrimonial e do divórcio. As celebrações tornaram-se um lugar de lamentos.
"A violência entrou em nossos desacordos políticos, para roubar nossa fraternidade e amor e dar-nos em troca ódio, desgosto e lágrimas. Roubou-nos a linguagem da fraternidade, e nos equipou furtivamente com armas. Roubou-nos o amor que nos reunia sob o teto da pátria... Roubou-nos nossa unidade, e nos separou em dois bandos — ou seriam três, ou 10. Esta é a pior catástrofe já sofrida por nós!”.
"Quando estamos enfadados com a companhia elétrica, não temos nenhuma outra solução senão a de destruir seus equipamentos e quebrar seus móveis. Quando estamos enfadados com a Prefeitura ou com o Governo, chamamos um grupo de pistoleiros mascarados — os heróis da nossa idade — para que subam ao terraço e saquem suas armas diante dos repórteres de canais de televisão por satélite. Com o menor lamento de uma batalha, as manifestações de não-violência se convertem em manifestações de pedras, tiroteios, e enfrentamentos. No lugar de greves que têm uma natureza civilizada e legal, estas se transformam às vezes em violência que danifica escolas, instituições públicas, e caminhos.
"Quando um homem está enfadado de sua esposa, vem com um grupo de pistoleiros prontos para bloquear a passagem dos transeuntes. Uma referência ao tratamento médico no exterior é obtida pela força das armas e de tácticas de armas mais poderosas, e alguém pode manter seu lugar na passagem do cruzamento de Rafah com um grupo de pistoleiros. O hospital se converteu em presa fácil, e os médicos são obrigados a trabalhar com as armas postas em seus rostos. Temos destruído as escolas com nossa violência, temos atacado o Conselho Legislativo com nossas armas, incendiado os escritórios do governo, e apontado armas aos membros do parlamento, ministros, e outros antigos oficiais. O que restou da pátria?”...
Ghazi Hamad, porta-voz do Hamas, prossegue em seu artigo e considera que: "Todos os palestinos são responsáveis pela violência".
"O que nos resta, quando usamos a violência contra nós mesmos, contra nossos residentes, contra aqueles a quem se supõe devemos proteger? Não deveríamos estar envergonhados de nós mesmos, destas condutas vergonhosas que nos desonram ante nosso povo e ante o mundo? Depois aparecemos em entrevistas de imprensa com roupa limpa e elegante, e dizemos a nosso povo palestino: 'O sangue palestino é sagrado'...”.
"A violência não é só um partido ou fenômeno político, mas é cultura, educação e conduta. Não deveria ser tratada somente por meio de um gabinete governamental ou de leis... Quando se semeia a violência no lar, e quando o establishment e as organizações semeiam violência, [quando] existe violência na rua, em casamentos, e em enterros, quem é o responsável? Somos todos responsáveis? Sim! Somos [todos] cúmplices desta grave acusação? Sim! Podemos eliminar a violência de nosso dicionário, e instituir uma linguagem de diálogo e cooperação? Sim, nós podemos, se existir uma intenção honrada, um sentimento nacional, e um esforço enérgico! Todos nós — o governo, o povo, as facções, os intelectuais, os pensadores, e os autores — devem atuar para desarraigar estas grosseiras discórdias e fazer que as flores floresçam. Depois veremos a luz do sol...".
"Nós não queremos ver armas nas ruas, exceto em mãos do pessoal da segurança. Todos queremos que nossas celebrações, nossos funerais, e nossas passeatas sejam silenciosas e sem acidentes... nossas armas que estejam limpas e puras, livres de uma só gota de sangue palestino. Precisamos de paz, um pouquinho de tranqüilidade, e de pensamento razoável. A violência não nos traz nada mais que sangue, tristeza, lutas, panfletos hostis, manifestações e um longo desfile da miséria, discussões, uma dor interminável. Queremos curar este câncer que consumiu nossa mente, paralisou nossos corações, e bloqueou as aberturas de nossos pulmões... Queremos ver um momento de paz, um momento de pureza, um momento em que as crianças não temam pelo som dos disparos, e os transeuntes não fujam das balas perdidas…
O processo de identidade palestina se inicia como oposição à existência de Israel, como negação do Estado dos judeus, posto que até 1967 os árabes-palestinos consideravam-se parte integrante da Grande Síria, e viam a existência da Palestina, uma árabe e outra judia, como um invento britânico, que queria dividir a Umma — nação árabe.
Os árabes no queriam permitir a independência dos judeus e que estes pudessem recuperar seu território e criar seu próprio Estado, Israel. Os árabes queriam destruir Israel já antes da Independência em 14 de maio de 1948.
Quando depois de sucessivas guerras empreendidas pelos árabes contra Israel, e perdidas sucessivamente por eles, Israel pôde recuperar parte de seu território. Os árabes tiraram da manga do mágico, a existência de um povo, o povo "palestino". O processo de identificação das massas árabes que viviam na Terra Santa como "palestinos" – surgiu como oposição à existência de Israel, e como negação à liberdade dos judeus, que se libertavam da dhimmitude, que haviam sofrido no mundo árabe.
Para o orgulho árabe era um insulto que os débeis e frágeis judeus pudessem recuperar sua identidade israelense, a terra dos antepassados judeus.
O embrião da "nação palestina" nasce em 1967. Nunca antes dessa data, os árabes-palestinos haviam reclamado ao Egito a Faixa de Gaza, ocupada pelo país dos faraós até 1967, nem aos jordanianos, que ocupavam a Judéia e a Samária – "Cisjordânia" - tinham reclamado nada.
O povo judeu, à diferença de outros povos, não expulsou os ocupantes árabes das terras recuperadas. Os árabes-palestinos foram usados por seus irmãos vizinhos árabes como cavalos de Tróia contra os judeus. A violência foi o berço que os abrigou e o terror foi o que alimentou e alimenta a "nação palestina". A identidade árabe-palestina se baseia na oposição ao judeu, em seu ódio à existência de Israel.
Nunca existiu uma nação árabe-palestina, — os árabes que viviam na Terra Santa pertenciam ao grupo dos árabes ocupantes, os quais nunca tiveram interesse em uma identidade própria — da qual eram alheios —, eles eram árabes da Grande Síria, que viviam na província meridional, o que é atualmente Israel completo e pleno.
Hitler recordava e lamentava, em seu testamento, não ter mantido maiores relações com seus aliados naturais: os árabes e o islã.
Os panarabistas influídos pelo nazismo, devido às grandes conexões, relações e afinidades do nazismo e o mundo árabe - criaram a ficção da nação palestina. Nenhum estado árabe ou palestino independente jamais existiu na Palestina. Quando o distinguido historiador árabe-norte-americano, professor da Universidade de Princeton Philip Hitti, colocou-se contra a partilha no Comitê Anglo-Americano em 1946, disse: “não há tal coisa como ‘Palestina’ na história, absolutamente não”. Antes da partilha em 1948, os árabes palestinos não se viam como possuidores de uma identidade separada.
Quando o Primeiro Congresso das Associações Muçulmano-Cristãs se reuniu em 1919, em Jerusalém, para eleger representantes da Palestina à Conferência de Paz em Paris, adotou-se a seguinte resolução:
"Consideramos a Palestina como parte da Síria árabe, já que nunca se separou dela em nenhuma época. Estamos conectados com ela por vínculos nacionais, religiosos, lingüísticos, naturais, econômicos e geográficos".
Em 1937, um líder árabe local, Auni Bey Abdul-Hadi, declarou à Comissão Peel, a que finalmente recomendou a partilha da Palestina: “não existe tal país Palestina! Palestina é um termo inventado pelos sionistas”!
O representante do Supremo Comitê Árabe nas Nações Unidas apresentou declaração à Assembléia Geral em maio de 1947 que dizia que “a Palestina era parte da Província da Síria” e que “politicamente, os árabes da Palestina nunca foram independentes no sentido de formar uma entidade política separada”. Poucos anos depois, Ahmed el-Shukeiri, mais tarde presidente da OLP, disse no Conselho de Segurança: “é de geral conhecimento que a Palestina não é nada mais que o sul da Síria”. Inicialmente não foi bem visto por alguns líderes árabes da Síria e do Egito, pois pretendiam ganhar as guerras e anexar a Terra Santa. Posteriormente ao ver que no podiam conquistar Israel, instituíram a existência da nação palestina – sobre os anos 60 do século XX, como quinta coluna antiisraelense.
A identidade ou o nacionalismo árabe-palestino é um fenômeno posterior à Segunda Guerra Mundial que não se tornou um movimento político importante até depois da Guerra dos Seis Dias em 1967 e de que Israel recuperasse a Judéia e a Samária.
Os panarabistas retomaram a propaganda nazista e a incorporaram ao seu legado, e aceitaram como mal menor, a criação da nação palestina, para poder atacar Israel a partir do seu próprio interior.
Israel, à diferença das outras nações vencedoras, não expulsou o coletivo árabe que apoiava os inimigos de sua própria existência. Mas os árabes sim expulsaram os judeus que viviam há mais de dois mil anos no mundo árabe.
Quando os negociadores árabes-palestinos, antes sob o mando de Yasser Arafat e agora Abu Abbas, o atual presidente da Autoridade Palestina, pedem a criação de seu próprio Estado, como primeiro passo para a erradicação de Israel, exigem a expulsão dos judeus de Gaza, da Samária e da Judéia. Os dirigentes do Hamas pedem isto e o suicídio coletivo de Israel.
A violência antiisraelense tem sido o "leite que mamaram os infantes árabes-palestinos", daí provem sua violência.
Os árabes-palestinos não forjaram nenhuma identidade criativa, sua identidade coletiva é o ser anti-Israel, ser antijudeus.
Os dirigentes árabes-palestinos exaltam o suicídio-martírio dos islamokazes como meio de libertação "nacional" e individual.
Há um velho refrão que diz: "Quem brinca com fogo se queima". A violência se voltou contra seus próprios criadores e enaltecedores. Desta violência interna, não da violência contra o judeu, ou sionista, ou o israelense, se queixa o porta-voz do Hamas, essa organização terrorista de massas que propugna a destruição de Israel e a recuperação de Al-Andalus.
Olho:
O processo de identificação das massas árabes que viviam na Terra Santa como "palestinos" – surgiu como oposição à existência de Israel, e como negação à liberdade dos judeus
* Eduard Yitzhak é escritor e um dos principais colaboradores de sites israelenses, especialmente os publicados em espanhol.