Por: Yossi Groisseoign

Parlamentares brasileiros em Israel
Os deputados federais Carlos Eduardo Vieira da Cunha e Gustavo Fruet, estiveram em Israel onde participaram, em julho, do III Seminário para Parlamentares Latino-Americanos. O objetivo é reforçar as relações entre congressistas de Israel, do Brasil e de toda América Latina, além de propiciar contato direto com a realidade israelense e conhecimento sobre temas considerados relevantes para a região do Oriente Médio. Durante o evento, promovido pelo Ministério das Relações Exteriores e o Parlamento de Israel (Knesset), os participantes se encontraram com a ministra Tzipi Livni e a vice-presidente do Parlamento, Colette Avital, com autoridades, parlamentares e acadêmicos israelenses. Visitaram Jerusalém, Tel Aviv e o norte de Israel. Os seminários anteriores aconteceram em 2003 e 2005. (Embaixada de Israel/Conib).

Pedida demissão de padre polonês
O Centro Simon Weisenthal (CSW) solicitou ao Papa Bento XVI para que intervenha contra um padre polonês por seu manifesto anti-semita, que vem provocando polêmica no governo do conservador Lech Kaczynski. Conhecido mundialmente por sua luta contra o anti-semitismo, o CSW pediu ao Papa a demissão de Tadeusz Rydzyk, diretor da emissora católica polonesa Maryja, que acusou o chefe de Estado, o conservador Lech Kaczynski, de ser favorável às reivindicações dos judeus em relação à Polônia, conforme o semánario Wprost. "(...) A questão é que a Polônia deve dar aos judeus 65 milhões de dólares. Eles virão até nós e pedirão: ‘'Me dê esta casa! Pague estas calças! Me dê estes sapatos!’”,disse Rydzyk, citado pelo jornal. O comunicado do Centro Weisenthal cita as mesmas declarações do padre, qualificadas como ''escandalosas'' pelo rabino Marvin Hier, fundador do CSW. (AFP).

Munique quer mudar nome de rua
Um projeto municipal de Munique, capital da Bavária, no sul da Alemanha, pretende trocar o nome da Meiserstrasse, rua que homenageia o bispo protestante Hans Meiser (1881-1956), conhecido por resistir ao nazismo, mas que se recusou a ajudar judeus perseguidos. As autoridades da cidade — governada por uma coalizão Social Democrata e Verdes — propuseram rebatizar a rua. Medidas semelhantes já foram adotadas em outras cidades bávaras, como Nuremberg. "As declarações anti-semitas tornam seu nome indigno de uma rua em Munique", disse o líder local dos Verdes, Siegfried Benker. Contra a decisão da prefeitura manifestou-se o bispo protestante regional Johannes Friedrich, cuja igreja fica exatamente na Meiserstrasse. Para ele, a prefeitura foi "demasiado politicamente correta". Meiser nos anos 30 colocou-se em defesa da igreja evangélica da Bavária contra o regime nazista e contra os planos de aquisição por parte dos "Cristãos Alemães", movimento que apoiava as idéias racistas do nacional-socialismo. Ao mesmo tempo, o bispo escrevia artigos anti-semitas, afirmando que "a mentalidade dos judeus tem qualquer coisa de corrosiva e caustica". (ANSA)

Austríaco anti-nazista beatificado
Em 26 de outubro será beatificado Franz Jägerstätter, camponês que desafiou Adolf Hitler e reconhecido como mártir por Bento XVI. A beatificação será presidida pelo cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, na catedral da diocese austríaca de Linz. Jägerstätter, casado e pai de três filhos, foi guilhotinado em 9 de agosto de 1943, aos 36 anos, por sua oposição pública a Hitler e ao nazismo em nome de sua fé. Foi recrutado pelo exército do Terceiro Reich, mas se opôs citando as palavras de São Pedro: “Há que se obedecer a D-us antes que aos homens”. Em seu testamento escreveu: “Escrevo com as mãos atadas, mas prefiro esta condição a ter encadeada minha vontade”. Em 1º de junho Bento XVI autorizou a publicação do decreto que reconhece seu martírio e que abriu as portas a sua beatificação. (Zenit)

Peça de 2.700 anos volta a Jerusalém
As autoridades turcas querem devolver a Jerusalém uma tabuleta de 2.700 anos de idade, de grande valor simbólico para o povo judeu e atualmente exposta no Museu Arqueológico de Istambul. O prefeito de Jerusalém, Uri Lupolianski, obteve o compromisso do embaixador turco em Israel, Namik Tan, de fazer o possível para devolver a tabuleta à cidade, onde foi encontrada por arqueólogos britânicos em 1880 e a entregaram ao Império Otomano, que controlava Jerusalém na época. A tabuleta contém a denominada inscrição de Siloam, onde se descreve a época do primeiro Templo de Jerusalém, destruído por Nabucodonosor em 586 a.C., e a construção pelo rei Ezequias do túnel em que foi localizada. Esta construção, que é mencionada no Antigo Testamento, permitia transportar água para Jerusalém de um arroio situado fora das muralhas da cidadela em torno de 700 d.C. Lupolianski comprometeu-se a construir um monumento em homenagem aos soldados turcos mortos no atual Estado de Israel (então Palestina) durante a Primeira Guerra Mundial. (The Jerusalem Post)

Amia: Dia de Luto Nacional
O governo argentino declarou 18 de julho como “Dia de Luto Nacional”, marcando assim o 13º aniversário do atentado que destruiu a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), deixando 85 mortos e 150 feridos. O atentado terrorista "foi um ataque direto à soberania da nação", diz o decreto do presidente Néstor Kirchner, que determina que, neste dia, a bandeira argentina fique a meio mastro em edifícios e espaços públicos para expressar luto - uma homenagem às vítimas e o "permanente repúdio e condenação" a "uma agressão aos valores éticos e jurídicos dos argentinos e a seu sistema democrático". O ataque à Amia, localizada num dos bairros mais populosos de Buenos Aires, foi o mais sangrento perpetrado por terroristas na história do país. Os 22 argentinos acusados de cumplicidade no atentado, a maioria deles ex-policiais, foram absolvidos por falta de provas depois de um julgamento em 2004, quando começou um processo pelo qual, mais tarde, foi destituído o juiz Juan José Galeano, que realizou as primeiras investigações. Também permanece impune o atentado que destruiu, em março de 1992, a embaixada de Israel em Buenos Aires, deixando 29 mortos e mais de cem feridos. (Jornal Alef).

Condolências pelo acidente aéreo
“O governo, o povo do Estado de Israel e a Embaixada de Israel no Brasil se solidarizam com o povo brasileiro e com as famílias em luto pelo trágico acidente aéreo, ocorrido em 17 de julho de 2007”, diz a mensagem do presidente de Israel, Shimon Peres, encaminhada ao presidente Lula por causa da tragédia do acidente da Tam no aeroporto de Congonhas. Segue o texto: “É em choque e com profundo pesar que ouvi sobre o terrível acidente aéreo no aeroporto de São Paulo com aproximadamente 200 pessoas, deixando desoladas suas famílias e a população do Brasil, por essa horrível tragédia. Nós em Israel lamentamos junto a vocês pela perda de vidas inocentes, e eu gostaria de oferecer meus sinceros sentimentos nestes dias de luto. Com muito pesar, Atenciosamente, Shimon Peres”. (B’nai B’rith do Brasil).

Museu em campo de concentração
O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, e o ministro de Assuntos Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, inauguraram em 22/7 um museu no antigo campo de concentração de Flossenbürg, na Alemanha, como um apelo contra o esquecimento dos crimes e da barbárie nazista. "É impossível explicar a morte de milhões de pessoas. O importante é que a história não se repita", disse Yushchenko, que foi com a família ao lugar em que seu pai, Andrej, passou seis meses confinado como prisioneiro de guerra. "Estamos num local que representa a vergonha da Alemanha", afirmou Steinmeier, com relação ao campo de concentração que reuniu 100 mil pessoas presas, das quais 30 mil morreram. Flossenbürg, no sul da Alemanha, foi aberto em 1938 pelos nazistas, e seus prisioneiros foram libertados pelas tropas americanas em 23 de abril de 1945. Até 1990, o local quase não era conhecido, apesar do monumento erguido em 1946, em memória das vítimas do nazismo.
Durante décadas, o campo de concentração foi considerado um mero cemitério, até a construção do novo museu, que possui uma exposição permanente que documenta o destino daqueles que permaneceram confinados no local. (Efe).

Arafat morreu de Aids
Uma nova versão para a misteriosa morte de Yasser Arafat, em novembro de 2004 foi apresentada: ele teria sido vítima de Aids, segundo o fundador da Frente Para a Libertação da Palestina (FPLP), Ahmad Jibril. A declaração, feita em entrevista à televisão Al-Manar, baseia-se num relatório do hospital francês onde Arafat ficou internado antes de morrer. O documento, segundo Jibril, foi entregue ao presidente palestino Mahmoud Abbas, que teria confirmado a informação. Apesar de Arafat ter se casado e ter tido uma filha, eram freqüentes as especulações de que ele era homossexual. Um livro publicado em 2005 por repórteres do jornal israelense Haaretz afirma que o médico do líder palestino confirmou que ele tinha Aids. Muitos palestinos porém, apontam Israel como responsável pela morte de Arafat. Entre as versões mais citadas é a de que ele foi envenenado. Na entrevista à TV Al Manar, Jibril diz que cobrou de Abbas uma investigação séria sobre a morte de Arafat. Segundo ele, o presidente palestino respondeu então que "o relatório dos franceses é muito claro e esclarecia que a Aids foi a causa da morte de Arafat". (Globo Online).

Não ao boicote britânico
Parece que os esforços na reprovação aos britânicos que lançaram o boicote contra Israel na Inglaterra não foram em vão. Os resultados de uma pesquisa de opinião realizada pelo British Medical Journal com mais de 27 mil pessoas participando, mostram que mais de 76% disseram não ao boicote. A pesquisa, divulgada em 26/7 pelo jornal britânico especializado em medicina, observa que 76,4% dos entrevistados consideram injusto o a boicote a Israel, e só 23,6% disseram sim a ele. Ou seja, o boicote é fracasso total. (British Medical Journal).

Jogador israelense hostilizado na Turquia
O presidente do clube turco Sivasspor, Mecnun Otyakmaz, disse que irá protestar na UEFA contra a dura falta sofrida pelo atacante israelense de sua equipe, Pini Balili, e cometida pelo meia egípcio Ayman Abdel Aziz, do Trabzonspor, numa partida de futebol, informou o jornal Radikal. ‘Se os ataques racistas a Balili por parte dos jogadores de origem árabe continuarem, denunciaremos à federação turca e à UEFA’, alertou o dirigente. ‘Não foi de propósito. Fiz falta normal, e o árbitro me mostrou o cartão amarelo’, defendeu-se Ayman. Já Balili disse é “muito feliz na Turquia” e não tem problemas com nenhum jogador. “Só os tive com Ayman (do Trabzonspor), El Saka (do Konyaspor), e às vezes com Bashir (do Rizespor), que tentam reviver a guerra árabe-israelense e me insultam continuamente”, disse o israelense ao jornal Sabah. ‘Estes fatos são vergonhosos para o futebol porque os atletas devem dar a mão à paz. Mas é uma pena que alguns queiram a guerra, e isso assusta’, acrescentou. (Agências de notícias da Turquia)